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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 02 — páginas 1 a 20

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Assuntos identificados: astronomia, estrelas, sistema, planetas, solar, meteoritos, galáxias, epast, episódio, formação.

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UMA VISÃO GERAL DOS GRUPOS DE ASTRONOMIA DO PR ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL AGENDA DOS LANÇAMENTOS ESPACIAIS Eclipse da Lua Tudo sobre o fenômeno que ocorreu dia 15 de abril Eclipse da Lua Tudo sobre o fenômeno que ocorreu dia 15 de abril Galáxias As "ilhas" cósmicas Galáxias As "ilhas" cósmicas Astronomia Amadora Os primeiros passos: reconhecendo os astros e seus movimentos Astronomia Amadora Os primeiros passos: reconhecendo os astros e seus movimentos Meteoritos Classificação e reconhecimento Meteoritos Classificação e reconhecimento FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR Entendendo um pouco mais sobre nossa origem cósmica. FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR Entendendo um pouco mais sobre nossa origem cósmica. ENSINANDO CRIANÇAS SOBRE O QUE SÃO AS ESTRELAS 11º EPAST: CONTAGEM REGRESSIVA FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR Entendendo um pouco mais sobre nossa origem cósmica FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR Entendendo um pouco mais sobre nossa origem cósmica BIG BANG: DESFAZENDO EQUÍVOCOS MAIS COMUNS USANDO APLICATIVOS EM ASTRONOMIA REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA Ano 01 - Nº 02 - Maio/2014

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A Revista AstroNova é, com o perdão do trocadilho, nova. Mas a ideia não. Já vinha há algum tempo sendo amadurecida entre nós e não é a primeira no Brasil a pensar a divulgação de astronomia em meios digitais. Sua elaboração se fundamenta em um espírito colaborativo, e esta é uma das inciativas da proposta. Assim a edição desta revista conta com textos de muitos amigos, de várias localidades, que atuam nas mais diferente atividades, todas ligadas de alguma forma à paixão pelo céu. É neste vasto leque de experiências e vivências que o conteúdo deste material vem sendo enriquecido. Nesta segunda edição colaboro com um breve texto sobre a formação de sistemas planetários. Em outra matéria trilho por uma proposta menos acadêmica e mais prática: os primeiros passos para a Astronomia Amadora. Inspirado nas experiências com nossos grupos de astronomia (CAEH e CGAA), é o primeiro de uma série que visa orientar e ao mesmo tempo estimular aqueles que têm a pré- disposição de conhecer e vislumbrar o céu. Maico Zorzan faz uma estimulante análise sobre os grupos de astronomia no Paraná. Em outro artigo, desconstroi superstições que ainda cercam alguns fenômenos astronômicos. Rafael Jr. inicia um tour em larga escala cósmica discorrendo sobre as galáxias, com um breve histórico sobre suas concepções e sua atual forma de classificação. Newton Cesar acompanhou o eclipse lunar do dia 15 de abril. Ele nos traz uma detalhada matéria sobre o fenômeno, destacando imagens de várias regiões do país. O estudante Higor Martinez nos compartilha sua experiência com o EDITORIAL Wilson Guerra GCAA - Maringá/PR REVISTA DE DIVULGAÇÃO ASTRONÔMICA E CIENTÍFICA Observatório Nacional sobre os meteoritos, como classificá-los e, principalmente, como reconhecê-los A bióloga Jéssica Pauletti, membro-fundadora do ARCAA, nos fala de seu grupo de astronomia e a respeito do 11º EPAST. Este ano o evento será sediado na cidade de Realeza. O acadêmico de Física Renan de Oliveira nos traz uma matéria onde ajuda a desfazer equívocos comuns acerca da Teoria do Big Bang. Na área do ensino, Michel Corsi propõe uma sequência didática para se fazer uma aula sobre estrelas para crianças, e Ricardo Pereira indica aplicativos para ensinar e aprender astronomia. E finalmente trazemos uma agenda de lançamentos de alguns foguetes e as principais atividades da Estação Internacional. Uma boa e proveitosa leitura! Editores: Maico Antônio Zorzan Wilson Guerra Redação: Jéssica Pauletti Maico A. Zorzan Michel Corsi Batista Newton C. Florencio Rafael C. L. Junior Renan A. de Oliveira Ricardo Pereira Wilson Guerra Arte e Diagramação e Revisão: Wilson Guerra Capa: Constelação de Órion www.psdgraphics.com AstroNova . N.2 . 2014 Contatos: wilsonguerra@gmail.com maicozorzan@outlook.com

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Maico Zorzan Graduado em Matemática pela UEM. Membro fundador do CAEH Professor de Matemática Wilson Guerra Graduado em Física (UEM) Pós-graduado em Astrobiologia (UEL) Membro fundador do CGAA e GEAHK Professor de Física no Ensino Médio Michel Corsi Batista Graduado em Física (UEM) Doutorando em Educação Científica Professor na UTFPR (Campo Mourão) Newton Cesar Florencio Graduado em Ciências (FAFIPA) Graduado em Física pela (UEL) Membro do GEDAL. Professor no Ensino Fund. e Médio Jéssica Pauletti Graduanda em Ciências Biológicas (UFFS - Realeza) Membro-fundadora do ARCAA. Organizadora do 11º EPAST EquipeEquipe Rafael Cândido Jr. Mestre em Eng. Química pela USP Membro do CASP Professor no IFSP Renan Alves de Oliveira Acadêmico de Física (UEL) Atualmente em California State University (EUA) Membro do GEDAL Ricardo Francisco Pereira Graduado em Física (UEM) Doutor em Educação Científica Membro fundador do GCAA Professor no depto de Física da UEM Higor Martinez Estudante e Colaborador da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia) Integrante de projetos do ON

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Eclipse da Lua Tudo sobre o fenômeno que ocorreu dia 15/04 Galáxias As "ilhas" cósmicas Astronomia Amadora: Os primeiros passos Reconhecendo os astros e seus movimentos Formação do Sistema Solar Um pouco mais sobre nossa origem cósmica Tour pelo Sistema Solar: MERCÚRIO A Estrela do Paraná Um panorama dos grupos de astronomia do PR 09 11 15 Meteoritos Classificação e reconhecimento 19 22 A "Realeza" do Universo ao seu dispor Contagem regressiva para o 11º EPAST 25 27 30 O Big-Bang Sobre os erros e equívocos mais comuns 35 Eu participei do "fim do mundo" Os oportunistas, a internet e as informações falsas 37 Ensino de Astronomia Uma sequência didática sobre Estrelas Aplicativos para se ensinar e aprender astronomia 40 42 46 Equipamentos Astronômicos Dicas para o Iniciante SUMÁRIO Ano 1 | Edição nº 02 | 2014

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Fundado em 01 de Setembro de 2011, data onde também ocorreu nossa primeira atividade, uma observação pública na Praça Madre Rafaela Ybarra em Marialva. O CAEH, como é chamado do Clube de astronomia Edmond Halley, é um clube de astronomia amadora formado por pessoas de diversas idades e profissões, com o interesse na troca de conhecimento, experiências e também vontade de ensinar e levar a astronomia para toda a população local. Temos como principal atividade o aprendizado de astronomia e ciências afins pelos membros e também a divulgação e a popularização da ciência para a comunidade. Realizamos observações públicas, palestras, encontros astronômicos e também dois acampamentos astronômicos anuais mostrando aos participantes as diferenças entre o céu de inverno e o céu de verão. O CAEH é um clube independente sem fins lucrativos, aberto a toda a comunidade, onde todos os membros são voluntários na divulgação e propagação da astronomia para nossa população, em especial nossas crianças.

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Principais Lançamentos PrevistosPrincipais Lançamentos Previstos ASTRONÁUTICA CHINACHINA Lançador: LONGA MARCHA 4B (CNSA) Carga: satélite Gaofen 2 (sensoriamento remoto de alta res.) Lançamento: Centro de Lançamentos de Taiyuan Data prevista: julho/2014 0606 ÍNDIAÍNDIA Lançador: GSLV Mark III (ISRO) Carga: teste de futura cápsula tripulada Lançamento: não-informado Data prevista: maio ou junho /2014 GUIANA FRANCESA GUIANA FRANCESA Lançador: SOYUZ 2-1B (Roscosmos) Carga: Galileo FOC-1 (sistema europeu de posicionamento global). Lançamento: Centro de Kourou Data prevista: junho/2014 Lançador: ARIANE-5 (ESA) Carga: cargueiro ATV-5 (suprimentos/EEI) Lançamento: Centro de Kourou Data prevista: 25/07/2014 RÚSSIARÚSSIA Lançador: SOYUZ FG (Roscosmos) Carga: Cargueiro Progress (suprimentos para EEI) Lançamento: Cosmódromo de Baikonur Data prevista: 24/07/2014 Lançador: SOYUZ (Roscosmos) Carga: Soyuz-TMA com 3 tripulantes (Expedição 39/EEI) Lançamento: Cosmódromo de Baikonur Data prevista: 28/05/2014 ESTADOS UNIDOS ESTADOS UNIDOS Lançador: ANTARES (Orbital Science Corp.) Carga: Cargueiro Cygnus (suprimentos/EEI) Lançamento: Base de Wallops Island Data prevista: 01/05/2014 Lançador: DELTA 2 (Nasa) Carga: OCO-2 (satélite de pesquisas da Nasa Lançamento: Base de Vandenberg Data prevista: 01/07/2014 Veja mais em: www.spaceflightnow.com Veja mais em: www.spaceflightnow.com

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Estação Espacial Internacional (EEI)Estação Espacial Internacional (EEI) Principais atividades do períodoPrincipais atividades do período ASTRONÁUTICA Tripulação atual - Expedição 39Tripulação atual - Expedição 39Expedição 39/40 (28/maio)Expedição 39/40 (28/maio) Acoplamento do cargueiro Dragon (SpaceX) no módulo Harmony da Estação, com suprimentos e hardware de pesquisas. Com eles são feitos testes sobre biologia de plantas e formação de cristais de proteínas. Lançamento do cargueiro Dragon pelo foguete Falcon9 (SpaceX) com suprimentos e equipamentos a para a Estação Internacional. Expedição 39 chega à Estação Espacial: cosmonautas Alexandr Skvortsov, Oleg Artemyev e astronauta Steve Swanson.

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Da Nasa O pequeno e rochoso planeta Mercúrio é o mais próximo do Sol; gira velozmente em torno do Sol em uma radical órbita elíptica (não circular) que o aproxima a 47 milhões de quilômetros do astro antes de afastá-lo até os 70 milhões de quilômetros. Mercúrio conclui uma jornada em torno do Sol em 88 dias, acelerando pelo espaço à razão de quase 50 quilômetros por segundo, o mais veloz dentre os planetas. Porque fica tão perto do Sol, as temperaturas em sua superfície podem atingir escaldantes 467 graus centígrados. Mas a falta de qualquer traço significativo de atmosfera para ajudar a preservar o calor implica que as temperaturas noturnas podem atingir os 183 graus negativos. Por estar tão próximo do Sol, Mercúrio é difícil de ser 05 SISTEMA SOLAR 09 avistado da Terra, exceto no crepúsculo. Até 1965, os cientistas acreditavam que a mesma face de Mercúrio estivesse permanentemente exposta ao Sol. Mas os astrônomos descobriram naquele ano que Mercúrio completa três rotações a cada duas órbitas em torno do Sol. Portanto, virar a noite em Mercúrio implicaria em ficar acordado por 176 dias terrestres. Como a Lua terrestre, Mercúrio quase não tem atmosfera. Os resquícios de atmosfera existentes são formados por átomos arrancados de sua superfície pelo vento solar, e a pressão no planeta é de menos de um quatrilionésimo da pressão da atmosfera terrestre ao nível do mar. A tênue atmosfera de Mercúrio é composta basicamente de oxigênio, sódio e hélio. Devido às temperaturas extremas da superfície de Mercúrio, os átomos atmosféricos escapam rapidamente para o espaço e são substituídos com grande freqüência. Sem atmosfera que proteja a superfície, não há erosão causada pelo vento ou pela água, e os meteoritos não queimam devido à fricção, como acontece nas atmosferas de outros planetas. A superfície de Mercúrio se assemelha bastante à da Lua terrestre, marcada por cicatrizes, milhares de crateras de impacto resultantes de choques com meteoros. Embora haja algumas áreas de terreno nivelado, há também penhascos, com alturas de até 1,5 mil metros, formados por antigos choques com meteoritos. A bacia de Caloris, uma das áreas de relevo mais marcante em Mercúrio, tem mais de 1.000 quilômetros de diâmetro. Resultou do impacto de um asteróide contra a superfície do planeta cedo na história do Um Tour pelo Mercúrio, o mensageiro dos deuses Sistema Solar

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Sol pareceria quase três vezes maior que visto da Terra. Mercúrio é o segundo mais denso entre os corpos do Sistema Solar, depois da Terra, com um interior formado por um grande núcleo de ferro com raio de entre 1,8 mil e 1,9 mil quilômetros, cerca de 75% do tamanho do planeta e quase do tamanho da Lua terrestre. A camada externa de Mercúrio, comparável à camada externa da Terra (conhecida como manto), tem apenas 500 a 600 quilômetros de espessura. Apenas uma espaçonave visitou Mercúrio até hoje: a sonda Mariner 10, em 1974/75. A descoberta da Mariner 10 de que Mercúrio tinha um campo magnético muito fraco, semelhante mas bastante inferior ao da Terra, foi uma grande surpresa. Em 1991, astrônomos usando observação por radar demonstraram que Mercúrio pode ter gelo oriundo de 10 Sistema Solar, e é uma das causas prováveis para as estranhas superfícies do lado oposto do planeta. Ao longo dos 500 milhões de anos que se seguiram, Mercúrio sofreu uma redução de raio da ordem de dois a quatro quilômetros, à medida que se resfriava depois de sua formação. A crosta externa, conhecida como litosfera, foi comprimida e se fortaleceu a ponto de impedir que o magma do núcleo planetário atingisse a superfície, pondo fim, na prática, ao período de atividade geológica em Mercúrio. Há indícios do passado ativo do planeta nas planícies suaves da bacia de Caloris. Mercúrio é o segundo menor dentre os planetas do Sistema Solar, maior apenas que Plutão, mais distante do que Netuno. Se a Terra tivesse o tamanho de uma bola de tênis, Mercúrio teria o tamanho de uma bola de golfe. Visto de Mercúrio, o água nos seus pólos norte e sul. O gelo existiria dentro de crateras profundas. Os pisos dessas crateras vivem sob eterna sombra, de modo que o Sol não é capaz de derreter o gelo. A Nasa lançou, em agosto de 2004, uma sonda a Mercúrio conhecida como Messenger (acrônimo para missão de telemetria, geoquímica, ambiente espacial e de superfície de Mercúrio). A Messenger investiga questões científicas cruciais, usando um conjunto de instrumentos miniaturizados. Por que Mercúrio é tão denso? Qual é sua história geológica? Qual é a estrutura de seu núcleo? Qual é a natureza de seu campo magnético? Que materiais incomuns estão presentes em seus pólos? Que produtos voláteis são importantes em Mercúrio? Tradução: George El Khouri Andolfato (com adaptações) AstroNova . N.2 . 2014 www.nasa.gov Mercúrio: informações relevantes Sonda MessengerSonda Messenger · Distância do Sol: 57.909.175 km · Raio equatorial: 2,4397 x 10³ km 10 · Volume: 6,08272 x 10 km³ 23 · Massa: 3,3022 x 10 kg 7 · Área: 7,48 x 10 km² · Gravidade média na superfície: 3,7 m/s² · Temperatura: de -173 a 427 °C · Atmosfera: traços de Hélio (42%), sódio (42%), oxigênio (15%) e outros

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GRUPOS DE ASTRONOMIA AMADORA 11 A estrela do Um panorama da astronomia amadora no estado do Paraná PARANÁ Maico Zorzan maicozorzan@outlook.com Representado na bandeira do Brasil pela estrela Gamma Trianguli Australis, um estrela situada a 183 anos-luz de distância e magnitude aparente de 2,89, localizada em uma pequena constelação do hemisfério celestial sul chamada Triangulum Australe. Mas o Paraná hoje figura com importância no cenário nacional da astronomia amadora. Hoje um celeiro de grupos destinados ao estudo, divulgação e popularização da astronomia, o Paraná encontra-se as vésperas de sua décima primeira edição do Encontro paranaense de astronomia, chamado de EPAST, e em poucos anos partiu de menos de meia dúzia de grupos, para um impressionante total de 20 grupos ativos, atuando em diversas direções. Além de bons astrofotógrafos, construtores de telescópios e uma sociedade entusiasta, que recebe muito bem as atividades astronômicas desenvolvidas em nosso estado. Considerado um espaço não formal de educação, esses grupos vêm se destacando nas atividades desenvolvidas e juntando forças com quem realiza esse trabalho no nosso estado, e nacionalmente. A astronomia amadora é uma importante ferramenta de aproximação das pessoas

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12 AstroNova . N.2 . 2014 com a ciência, e se bem usada, é atrativa, empolgante e lúdica. Essa aproximação deve-se em boa parte a curiosidade que todos temos em entender quem somos, de onde viemos, e principalmente para onde vamos. Uma curiosidade saudável que perdura desde nossos ancestrais, e que muitas vezes fica esquecida, pois o homem de hoje perdeu hábito de olhar o céu, de apreciar o cosmos, e valorizar as belezas do universo. O estudo do céu era praticado mesmo antes do homem saber escrever, é possível que mesmo antes do homem ter consciência de sociedade. Lógico que não falamos de uma astronomia metódica e organizada como vemos hoje, mas sim uma astronomia instintiva, fundamentada na observação e na necessidade de sobrevivência. Ela era fundamental para se orientar, se proteger de invernos e principalmente se alimentar. Uma ciência democrática, onde mesmo existindo críticos contrários dentro da academia, um amador com conhecimento adquirido em outras áreas de formação, ou até de forma autodidata, consegue produzir estudos e descobertas importantes. Temos aí todos os anos bons astrônomos amadores descobrindo cometas, asteroides, supernovas e até Mapa dos grupos de astronomia amadora do Paraná

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13 planetas orbitando outras estrelas que não seja o nosso Sol. Recentemente astrônomos amadores brasileiros orgulharam a classe com a descoberta de dois cometas detectados a partir de terras brasileiras. Para alguns, pode parecer que é só comprar um telescópio e mirar para o céu, mas se tornar um astrônomo amador não é isso. Ser um astrônomo amador é praticar um constante exercício de paciência e humildade, e você tem de estar sempre preparado e disposto a aprender. Pois além dos aspectos práticos, a astronomia é um hobby também teórico. Sua diversão vem de descobertas e conhecimento do céu, o que necessita estudo e empenho de tempo. E ser humilde para ouvir e aproveitar os conselhos e a vivência dos mais experientes significa ter sabedoria. Ensinar e divulgar a astronomia é uma das atividades mais gratificantes desenvolvidas por grupos de astronomia. O entusiasmo de uma pessoa que tem a possibilidade de observar um astro por um telescópio pela primeira vez, a gratidão de alguém que por n motivos nunca teve a oportunidade sequer de ver um telescópio de perto, o brilho no olho de uma criança ao ver a Lua, são recompensas imensuráveis que fazem valer a pena todo o esforço para que isso se concretizasse. Se hoje me for perguntado se valeu a pena todo o esforço e dedicação a astronomia nos últimos anos, com voz firme e entusiasmada direi que sim, que mesmo com todas as AstroNOVA . N.2 . 2014 Participantes do 10° EPAST, realizado em Marialva em 2013. AstroNova . N.2 . 2014

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14 dificuldades e contratempos nesse caminho, se voltasse no tempo, o faria tudo novamente. Mas eu não quero ser considerado o dono da razão. Estes são conselhos que certamente muitos astrônomos amadores darão, não é uma exclusividade de ninguém. É emocionante ver entusiastas descobrindo o caminho da astronomia. Vocês não fazem ideia de como é gratificante saber que vocês estão encontrando e observando as maravilhas do universo. E tenho certeza que vocês, um dia, também estarão dando conselhos e se emocionando com os resultados dos esforços dos que estão começando. Para quem olha o céu estrelado, sem conhecimento prévio, é difícil saber que pode-se observar uma galáxia a dois milhões e meio de anos-luz de distância a olho nu. Mas muitas coisas o aguardam no céu toda noite. E no Paraná temos muita gente se esforçando para que esse tipo de informação chegue até você. Gente que se dispõe a levar seus equipamentos para as ruas, dispostas a ensinar e aprender. Uma turma que passa noites em claro, que pega o frio da madrugada, o orvalho que condensa as objetivas e umedece as roupas e sapatos, que responde educadamente a cada pergunta sem pé e cabeça que escuta, que sorri quando é confundido com astrólogo ou ufólogo (adeptos de pseudo-ciências, compreensivelmente confundidas como as ciências de fato), e doa um tempo dele para que você possa observar os astros por uma ocular de telescópio. O universo não cede aos nossos desejos, e temos que nos acostumar aos termos do universo. Muitos dos objetos que estão ao alcance de nossos equipamentos aparecem fracos e pequenos e é preciso ter paciência para encontrar e aproveitar as melhores condições para observa-los da melhor forma possível. Mas mesmo assim vale a pena. Façam e confiram vocês mesmos como é. Uma observação pública em Maringá. Atividades realizadas pelo CAEH.

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ASTRONOMIA AMADORA 15 INICIANDO-SE NAINICIANDO-SE NA Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Ainda na antiguidade, a observação do céu noturno não tinha apenas um caráter prático. A astronomia primitiva começou graças a uma mistura de fascínio e estarrecimento na contemplação das estrelas. Apenas com o tempo o caráter prático que a regularidade dos eventos astronômicos possuíam começaram a ser motivo observações sistematizadas. Mas isso não excluía o interesse original, o fascínio que o céu exercia por si só. Este fascínio move milhões de pessoas ainda hoje, em diferentes graus de profundidade, a entrarem em contato com a astronomia amadora. É interessante notar que a atividade de astrônomos amadores por todo o mundo contribui constantemente com a astronomia profissional, possivelmente um caso único na história da Ciência até agora. É pensando nestes que querem começar a ter contato com a observação astronômica amadora que iniciamos nesta edição uma sequência de textos sobre o tema. RECONHECIMENTO PRÉVIO Ao observarmos as estrelas com um pouco de atenção, não é difícil notar que elas cintilam. Seus brilhos não parecem fixos. Ao contrário, umas parecem estar piscando, e outras até mudando de cor, tudo muito rapidamente. Isto acontece devido aos ventos e turbulências do ar em grandes altitudes, que refratam (desviam) e dispersam a luz vindo das estrelas, tendendo espalhar as diferentes cores de seu espectro. Como as estrelas estão muito distantes, nos aparecem apenas como pontinhos, e essa dispersão se torna muito perceptível. Já os planetas nos aparecem diferente. Como estão muitíssimo mais próximos do que as estrelas, seu brilho parece muito mais "firme". Isso acontece porque devido a proximidade os planetas são vistos por nós não apenas como um ponto, mas sim um pequeno disco (com um binóculo isto fica mais claro). Assim os efeitos de dispersão atmosféricos na luz de seu brilho não são suficientes para lhes causar uma cintilação perceptível. É desta forma que o astrônomo amador pode, preliminarmente, diferenciar as estrelas dos planetas: pela cintilação ou "firmeza" de seus brilhos. O MOVIMENTO DO CÉU Do nascer do Sol até o seu poente é fácil perceber que este se move no decorrer do dia. O Sol nos aparece do Leste. Ao meio dia local, ele Reconhecendo astros e movimentos da esfera celesteReconhecendo astros e movimentos da esfera celeste OBSERVAÇÃO DO CÉUOBSERVAÇÃO DO CÉU

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16 se encontra em sua posição mais alta no céu. A partir daí começa a se aproximar do horizonte novamente, até se por no Oeste. O Sol, portanto, nos aparenta se mover de leste para oeste Quando anoitece percebemos que o mesmo ocorre com os outros astros. Se fixarmos nosso olhar a uma estrela próxima do horizonte leste e a acompanharmos durante a noite, notamos que esta faz o mesmo tipo de movimento, indo de leste a oeste. No decorrer de uma noite, a Lua e eventuais planetas também seguem a mesma trajetória (figura 1). O movimento de leste para oeste do Sol, da Lua, dos planetas e de todas as estrelas no decorrer de um dia ou de uma noite é consequência da rotação da Terra em torno de seu eixo. É por isto que este movimento é dito aparente (segundo a teoria heliocêntrica originalmente proposta por Copérnico) e é o mesmo para todos os astros no decorrer do dia. A este movimento damos o nome de movimento diário ou movimento diurno. A ESFERA CELESTE Na antiguidade grega a concepção de Universo era bastante simples e funcionava bem para a época. Aceitava-se que a Terra estava no centro do universo (modelo geocêntrico), e todos os outros astros giravam em torno dela. Planetas, Sol e Lua (que também eram considerados planetas) orbitavam a Terra cada um com seu ritmo próprio. Por último ficavam as estrelas, encrustradas em uma esfera de cristal. Esta esfera celeste parece de fato esférica. É a impressão que temos ao ver estrelas em seu movimento diário ao redor de nós. Hoje sabemos que o universo é bem mais amplo que isto, que a Terra não está no centro do sistema e que as estrelas não estão fixas em uma casca esférica, mas AstroNova . N.2 . 2014 LESTENorte Sul NASCER DO SOL OESTESul Norte POR DO SOL LESTENorte Sul Figura 1 OESTESul Norte

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21 AstroNOVA . N.2 . 2014 espalhadas pela galáxia, cada uma a distâncias de nós bastante distintas. Ainda assim os astrônomos mantêm a expressão "esfera celeste" para designar o conjunto de estrelas visíveis que nos circundam. A configuração da esfera celeste não é igual em todo lugar. Dependendo da posição que o observador ocupa na Terra, a esfera celeste se apresenta em diferentes aparências. Para quem está no hemisfério sul, sobre o trópico de Capricórnio por exemplo (latitude 23,5º), algumas estrelas visíveis no hemisfério norte não estão acessíveis. Simetricamente algumas estrelas aqui visíveis não o são no outro hemisfério. Ao observar o movimento diário das estrelas durante uma noite, notamos duas peculidaridades. Enquanto o "nascente" e o "poente" de estrelas ocorre como citado na página anterior, respectivamente a leste e oeste, o movimento aparente das estrelas ao norte e ao sul se configuram de modo muito diferente. Nestas direções é nítido que o movimento das estrelas descrevem arcos de circunferência concêntricos. Ao norte o centro destes arcos não é visível em nosso hemisfério, enquanto que ao sul é. Este centro de rotação da esfera celeste é chamado de polo celeste. Para nós que vivemos no hemisfério sul o polo celeste praticamente fica entre a constelação do Cruzeiro do Sul e uma estrela muito brilhante chamada Achernar (figura 2). A cada latitude onde efetuamos a observação o polo celeste ocupa uma certa posição. Quanto menor a latitude, o polo celeste se encontra mais próximo do horizonte. Quanto maior a latitude, mais distante o polo celeste fica do horizonte. No hemisfério norte há uma estrela que, na prática, coincide com o polo celeste norte. Ela é chamada de Polaris, ou Estrela Polar. Na próxima edição abordaremos as constelações, suas identificações e outros conceitos relacionados. Referências: Manual do Astrônomo: Ronaldo Rogério de Freitas Mourão Enciclopédia Ilustrada do Universo: Edição Brasileira A esfera celeste: o GPS das Grandes Navegações No período das Grandes Navegações, toda embarcação levava um profissional: o cosmógrafo. Dentre suas várias atribuições estava a de identificar o polo celeste. O ângulo entre o polo e o horizonte lhe dava a latitude, uma das duas coordenadas geográficas necessárias para sua localização e para a confecção de mapas das novas terras descobertas. 1 2 1 2 15º 35º NORTEOeste Leste Observador na latitude 23,5º Sul SULLeste Oeste Polo Celeste Sul Figura 2 23,5º Cruzeiro do Sul Achernar Observador na latitude 23,5º Sul 17 Latitude 15º Latitude 35º

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Higor Martinez Oliveira martinez_higor@yahoo.com Meteoritos são fragmentos de matéria sólida do Sistema Solar, oriundos de asteroides, cometas, Lua, Marte, entre outros, que chegam até a superfície da Terra. Quando ainda estão no espaço são denominados meteoroides. Ao entrarem na atmosfera terrestre tornam-se incandescentes pela interação com o ar e deixam um rastro luminoso no céu chamado de meteoro, popularmente conhecido como '' estrela cadente ''. A maior parte dos meteoros desintegram-se completamente, antes de chegar até a superfície. Contudo quando o meteoroide é um pouco 19 SISTEMA SOLAR Pedradas do espaço METEORITOS Classificação e reconhecimento maior, é possível observar a passagem de um grande meteoro (bólido) com assovios e estrondos, devido à alta velocidade. Sobrevivendo a passagem atmosférica alguns chegam até a superfície e então, são denominados meteoritos. A queda de um meteorito raramente é observada por alguém. Quando isso acontece é denominado meteoro de queda. Mas geralmente um meteorito é encontrado no campo, sem nenhum evento registrado e então é classificados como um meteorito achado. No Brasil, apesar de sua grande área territorial, pouco mais de 60 meteoritos foram identificados e catalogados oficialmente. Um dos fatores que contribuem fortemente para este baixo número é a carência de informação sobre os meteoritos no Brasil. Grande parte das pessoas não sabem da importância dos meteoritos, assim como identificá-los. Como quase ninguém sabe identificar um meteorito, estes caem e ficam sujeitos ao intemperismo, que faz com que os meteoritos percam algumas de suas características e se tornem mais parecidos com as demais rochas. CARACTERÍSTICAS A seguir, conheça as principais características de um meteorito: Crosta de fusão: Durante a passagem atmosférica, as camadas mais externas do meteorito fundem-se e evaporam. Ao chegar na superfície podemos notar

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uma fina película que reveste apenas o exterior do meteorito, denominada crosta de fusão. Em um meteorito recém caído a crosta de fusão geralmente é preta, mas com o passar do tempo em ambiente terrestre ela vai ficando mais clara e se perdendo. Densidade: em geral, os meteoritos são um pouco ou muito mais pesados do que uma rocha terrestre de tamanho similar. Os meteoritos metálicos (ou sideritos), são cerca de 3 vezes mais pesados e a densidade neste tipo de meteorito chega a ser de 7g/cm³ a 8g/cm (a água tem densidade de 1g/cm). Magnetismo: a grande maioria dos meteoritos são atraídos por ímã, mais de 95% deles apresentam essa propriedade. A atração é mais forte em meteoritos metálicos, mas também é 20 AstroNova . N.2 . 2014 bem evidente em meteoritos rochosos, que também possuem, embora em menor teor. Sem forma definida: os meteoritos não possuem uma forma definida. Contudo não são redondinhos e polidos por fora, nem finos e compridos e raramente com formato orientado. ''Pedras de raio'' (corisco), não são meteoritos. Sulcos e depressões na superfície: outra característica deixada nos meteoritos devido a passagem atmosférica, são os sulcos e depressões na superfície, denominados regmaglitos. Se assemelham com marcas de dedos deixadas em uma massa de modelar. Geralmente são mais evidentes nos meteoritos metálicos. Presença de ferro e níquel: quando lixados, na maioria das vezes vão apresentar o interior com flocos ou pintinhas prateadas, como no caso da maior parte dos rochosos. Nos metálicos o interior é completamente prateado. Vale lembrar que os meteoritos metálicos apresentam o interior prateado como aço e não cor grafite. Interior compacto: os meteoritos possuem o interior compacto, ou seja, sem a presença de vesículas (buracos), como uma esponja. Côndrulos: são pequenas Crosta de fusão evidente no meteorito Chelyabinsk, que caiu na Rússia em 2013. [Crédito: Wikipédia] Observe na imagem abaixo os regmaglitos no meteorito Sikhote-Alin. [Crédito: Meteorites Australia]

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esférulas de minerais presentes na maior parte dos meteoritos rochosos do tipo condrito. São os meteoritos mais abundantes. Os côndrulos podem ser mais ou menos visíveis, dependendo do tipo de condrito. Exceções: alguns poucos meteoritos fogem à algumas características apresentadas aqui, como o magnetismo, presença de grãos prateados e côndrulos. Estes meteoritos são raros e em geral, só são recuperados logo após a queda. 21 AstroNova . N.2 . 2014 ACHO QUE EU TENHO UM METEORITO. O QUE FAZER? Se você acha que tem um meteorito é muito importante o envio de uma amostra para uma instituição que estuda meteoritos comprovar a origem extraterrestre da mesma. No Brasil, o Museu Nacional-UFRJ, cujo endereço segue abaixo, é o lugar mais tradicional. Professora Maria Elizabeth Zucolotto Museu Nacional / Setor Meteorítica Quinta da Boa Vista-São Cristóvão Rio de Janeiro-RJ CEP:20940-040 Um meteorito só passa a existir oficialmente se ele for estudado por uma instituição que faça estudos na área, e em seguida for catalogado junto ao Meteoritical Society. Os dados dos meteoritos brasileiros catalogados oficialmente, podem ser acessados no site do Meteoritical Bulletin, www.lpi.usra.edu/meteor/me tbull.php .Os meteoritos recebem o nome do município em que foram encontrados. QUANTO VALE MEU METEORITO? Muitas pessoas pensam, e até mesmo a mídia divulga, que os meteoritos valem milhões de reais, mas o valor de um meteorito depende de diversos fatores, como: tipo, raridade, tamanho, aparência estética, se foi uma queda ou um achado, etc. Vale lembrar que antes de mais nada, o meteorito deve ser catalogado oficialmente. Nas imagens, interior completamente prateado em meteorito metálico Campo del Cielo; e interior com flocos prateados em meteorito rochoso do tipo condrito, Patrimônio. Na imagem acima, côndrulos em meteorito NWA 2622. [Crédito: Meteorites Australia]

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22 ASTROFÍSICA GALÁXIAS AS ILHAS CÓSMICAS Rafael Cândido Jr. eletrorafa@gmail.com Geralmente, a palavra galáxia é associada a nossa Via Láctea, conjunto de estrelas ou até o Universo. Neste artigo vamos conhecer um pouco mais sobre as galáxias, como elas foram descobertas e seus tipos. Os antigos gregos, ao observarem as estrelas no céu, criaram uma mitologia sobre isto. Para eles, era o leite espirrado da deusa Hera ao amamentar Héracles. Assim, chamaram ao que viam de galáksias, ou seja, leitoso. Esta expressão passou para os romanos, que chamaram ao que viam no céu de Via Láctea, caminho de leite. Atualmente, esta vista que os povos da antiguidade tinham do céu está muito prejudicada pela poluição luminosa. Com o desenvolvimento do telescópio por Galileo, foi descoberto que a galáxia era composta de várias estrelas. Com esta observação, imaginou-se que o que era visível no céu era todo o Universo. Entretanto, com o desenvolvimento de melhores instrumentos óticos e de novas teorias na Física, ocorreu em 1920 o Grande Debate, denominado também Debate Shapley- Curtis realizado entre os astrônomos Harlow Shapley e Heber Curtis. O fundamento do debate era sobre a natureza das nebulosas observadas e o tamanho de nossa galáxia. Shapley argumentava que a Via Láctea que vemos seria todo o Universo. Ele acreditava que galáxias como Andrômeda e a Nebulosa Espiral fossem partes da Via Láctea. Antagonicamente, Curtis citava que Andrômeda e outras nebulosas eram outras galáxias, ou universos- ilha, expressão criada pelo filósofo Immanuel Kant no século 18, que também acreditava que as nebulosas espirais eram extragaláticas. Finalmente, após o trabalho de Edwin Hubble sobre os desvios para vermelho e azul, definiu-se que a Via Láctea é apenas uma de centenas de bilhões de galáxias no universo visível. Define-se uma galáxia como um sistema gravitacionalmente ligado composto de estrelas e seus remanescentes, meio interestelar de gás e poeira e a desconhecida matéria escura. Denomina-se Galáxia,

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