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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 10 — páginas 1 a 20

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Assuntos identificados: astronomia, terra, estrelas, evento, espacial, grande, sistema, diagrama, oxigênio, atmosfera.

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REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL AGENDA DOS LANÇAMENTOS ESPACIAIS Astrobiologia Novas pistas para entender a origem do oxigênio na Terra Astrobiologia Novas pistas para entender a origem do oxigênio na Terra Tour pelo Sistema Solar A Lua, nosso satélite natural Tour pelo Sistema Solar A Lua, nosso satélite natural Astrobiologia Novas pistas para entender a origem do oxigênio na Terra Astrobiologia Novas pistas para entender a origem do oxigênio na Terra Tour pelo Sistema Solar A Lua, nosso satélite natural Tour pelo Sistema Solar A Lua, nosso satélite natural EVENTOS DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA: O 13º EPAST E O 1º ENASTRO Ano 03 - Nº 10 - Junho/2016 Telescópios Espaciais A extensão de nossos olhos, fora da Terra Telescópios Espaciais A extensão de nossos olhos, fora da Terra Telescópios Espaciais A extensão de nossos olhos, fora da Terra Telescópios Espaciais A extensão de nossos olhos, fora da Terra Astrofísica Estelar O diagrama de Hertzsprung-Russell Astrofísica Estelar O diagrama de Hertzsprung-Russell Astrofísica Estelar O diagrama de Hertzsprung-Russell Astrofísica Estelar O diagrama de Hertzsprung-Russell ENTENDENDO A ASTRONAVEGAÇÃO

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O fim deste primeiro semestre de 2016 foi marcado por uma boa notícia: eventos de divulgação de Astronomia parecem estar se tornando notícia comum em nosso país. Até então uma área de grande carência, passos firmes dos amantes do Cosmos tem mudado aos poucos este cenário. Nesta edição da AstroNova trataremos do EPAST, que contou com sua 13a edição este ano e já se mostrou consolidado no estado do Paraná. E também abordaremos o 1º ENASTRO, evento que inaugura a divulgação de Astronomia Amadora do Rio Grande de Sul, sob coordenação geral de Cristian Westphal. Nossa amiga Yara Souza traz nesta edição uma interessante descoberta que pode literalmente "tirar de debaixo do tapete" a origem do oxigênio molecular na atmosfera terrestre, uma das várias questões chave no desenvolvimento atual da Astrobiologia. Enquanto isso, Rafael Cândido conclui seu artigo anterior sobre classificação estelar, trazendo-nos uma compreensão do que é o "mapa do tesouro" dos astrofísicos de estrelas: o famoso diagrama de Hertzprung-Russel. Recuperando a astronomia clássica, Matheus Castanheira traz um artigo introduzindo- nos à Navegação Astronômica, esta técnica fascinante que os antigos desenvolveram e que, na prática, transformaram o céu em um grande GPS natural. O nosso Tour pelo Sistema Solar trata da Lua, trazendo um texto didático e envolvente da Nasa sobre o astro que mais encanta o céu, principalmente agora, neste mês dos namorados <3. Para finalizar, nosso colaborador Fernando Bortotti discorre um pouco sobre os telescópios espaciais, estas verdadeiras expansões de nossos olhos fora da Terra. Mas, como sempre, iniciamos com nossa agenda de lançamentos de foguetes e um resumão das principais atividades da Estação Espacial Internacional neste último trimestre. Uma boa astro-leitura para todos nós. Wilson Guerra/GCAA AstroNova . N.10 . 2016 Editores: Maico A. Zorzan [email protected] Wilson Guerra [email protected] Redatores: Fernando Bortotti [email protected] Matheus Castanheira [email protected] Rafael Junior [email protected] Wilson Guerra [email protected] Yara Laiz Souza [email protected] Arte e Diagramação: Wilson Guerra [email protected] Astrofotos: Armando Rossato Delberson T. Souza EXPEDIENTE EDITORIAL Capa Aglomerado da Fornalha Wilson Guerra GCAA - Maringá/PR Wilson Guerra GCAA www.eso.org/public/brazil/news/eso1612

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SUMÁRIO Tour pelo Sistema Solar A Lua, o satélite natural da Terra 08 18 23 27 1º ENASTRO Como foi o Encontro Rio Grandense de Astronomia Astrofísica Estelar Entendendo o diagrama de Hertzprung-Russel Telescópios Espaciais Quais serão (e serãos) nossos olhos fora da Terra 33 Astronomia de Posição Uma introdução à Navegação Astronômica Ano 3 | Edição nº 10 | 2016 13 ASTROBIOLOGIA Um "tapete" de bactérias por trás do oxigênio da Terra 37 13º EPAST Como foi mais este Encontro Paranaense de Astronomia

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Principais Lançamentos do TrimestrePrincipais Lançamentos do Trimestre ASTRONÁUTICA Foguete: FALCON 9 (SpaceX) Carga: Eutelsat 117 West B e ABS 2A satélites de comunicação Local: Base do Cabo Canaveral Data: 14/06/2016 Foguete: SOYUZ (Roscosmos) Carga: cargueiro Progress mantimentos à ISS Local: Cosmódromo de Baikonur Data: 16/07/2016 Foguete: ARIANE 5 (ESA) ntelsat 33e & Intelsat 36Carga: I satélite de comunicação Local: Espaçoporto de Kourou Data: 24/08/2016 Foguete: SOYUZ (Roscosmos) Tripulação da Expedição 47S da Estação Espacial Internacional Local: Cosmódromo de Baikonur Data: 06 ou 07/07/2016 Foguete: Longa Marcha 3 Carga: Beidou, satélite de navegaçao Local: Xichang Data: 12/06/2016 RÚSSIARÚSSIA CHINACHINA Foguete: Longa Marcha 7 Carga: teste com nova cápsula para transporte humano Local: Wenchang Data: 26/06/2016 Foguete: Antares (OA-5) Carga: cargueiro Cygnus, levando equipamentos para ISS Local: Wallops Island, Virginia Data: 06/07/2016 Foguete: ARIANE 5 (ESA) Carga: Superbird 8 e GSAT 18 satélite de comunicação Local: Espaçoporto de Kourou Data: 26/07/2016 EUROPA/ GUIANA FRANCESA EUROPA/ GUIANA FRANCESA ESTADOS UNIDOS ESTADOS UNIDOS

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Principais atividades (fevereiro a maio)Principais atividades (fevereiro a maio) Próxima Expedição - Soyuz MS-01Próxima Expedição - Soyuz MS-01Tripulação atual - Expedição 47Tripulação atual - Expedição 47 Estação Espacial Internacional (ISS)Estação Espacial Internacional (ISS) ASTRONÁUTICA Módulo inflável BEAM é instalado com sucesso na Estação. O acoplamento foi feito por meio do braço robótico Canadarm. Módulo inflável BEAM é instalado com sucesso na Estação. O acoplamento foi feito por meio do braço robótico Canadarm. CubSat para monitoramento da Terra é lançado por dispositivo do módulo Kibo. CubSat para monitoramento da Terra é lançado por dispositivo do módulo Kibo. Astronauta Tim Peak (ESA) desempacota dispostivo para experimento que pesquisa como ocorre troca de fluidos dentro da cabeça em ambiente de microgravidade. Astronauta Tim Peak (ESA) desempacota dispostivo para experimento que pesquisa como ocorre troca de fluidos dentro da cabeça em ambiente de microgravidade. Cargueiro Cygnus, da empresa Orbital Sciences, chega com sucesso trazendo mantimentos e equipamentos. Cargueiro Cygnus, da empresa Orbital Sciences, chega com sucesso trazendo mantimentos e equipamentos.

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ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELASESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS FELIZ DIA DOS NAMORADOSFELIZ DIA DOS NAMORADOS aos apaixonados... pelo Universo também! A Equipe da Revista AstroNova deseja um André e Débora se conheceram no Encontro Paranaense de Astronomia. Se casaram!

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LUA O Satélite Natural da Terra Da Nasa (com adaptações) Os ritmos diários e mensais que determinam o comportamento do único satélite natural terrestre, a Lua, guiaram os registros humanos do tempo por milhares de anos. A influência do satélite sobre os ciclos terrestres, especialmente as marés, também foi mapeada por muitas culturas, em eras diferentes. Mais de 70 espaçonaves foram enviadas à Lua; 12 astronautas caminharam em sua superfície e trouxeram de volta 382 quilos de rochas e amostras de solo lunar para a Terra. 0508 A presença da Lua estabiliza a oscilação da Terra. Isso permitiu que o planeta desenvolvesse um clima muito mais estável, ao longo de bilhões de anos de evolução, e pode ter afetado o curso e o desenvolvimento da vida na Terra. Como a Lua surgiu? A principal teoria é a de que um corpo celeste de tamanho semelhante ao de Marte um dia colidiu com a Terra, e os destroços resultantes (da Terra e do corpo celeste envolvido na colisão) se acumularam para formar a Lua. Os cientistas acreditam que a Lua se tenha formado cerca de 4,5 bilhões de anos atrás (a idade das rochas lunares mais antigas, entre as amostras coligidas). Quando a Lua se formou, suas camadas externas se derreteram devido a temperaturas muito elevadas e formaram a crosta lunar, possivelmente com base em um "oceano de magma" global. Da Terra, vemos sempre a mesma face da Lua, porque o satélite gira uma vez em torno de seu eixo mais ou menos no mesmo tempo em que completa uma rotação em torno da Terra. Esse fenômeno é conhecida como "rotação síncrona". Os padrões de luz e de escuridão na face visível da Um Tour pelo Sistema Solar SISTEMA SOLAR Um Tour pelo Sistema Solar

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Lua deram origem a lendas como a de São Jorge e o Dragão. As áreas mais claras são os altiplanos lunares. As faixas mais escuras, conhecidas como mares, são bacias de impacto que se encheram de lava escura entre quatro bilhões e 2,5 bilhões de anos atrás. Depois desse período de vulcanismo, a Lua se resfriou, e desde então praticamente não mudou, excetuada a constante chuva de "ataques" de cometas e meteoritos. A superfície da Lua é cinza carvão, em termos de cor, e arenosa, com terra bastante fina. Esse cobertor poeirento é conhecido como regolito lunar, um termo que descreve camadas de detritos produzidas por ação mecânica em superfícies planetárias. O regolito é pouco espesso, e varia entre dois metros nos mares mais jovens a talvez 20 metros nas superfícies mais antigas, localizadas nos altiplanos. · Distância média da Terra: 350.000 km · Raio: 1,7375 x 103 km · Volume: 2,1960 x 1010 km3 · Massa: 7,358 x 1022 kg · Gravidade: 1,633 m/s2 · Atmosfera: não tem. LUA: dados mais relevantes Diferente da Terra, a Lua não tem vulcões ativos ou placas tectônicas em movimento. No entanto, sismômetros instalados pelos astronautas das espaçonaves Apollo, nos anos 70, registraram pequenos abalos em profundidades de algumas centenas de quilômetros. Os abalos provavelmente são causados por marés causadas pela atração gravitacional terrestre. Pequenas erupções de gás em algumas crateras, como a de Aristarco, também foram reportadas. Áreas magnéticas locais foram detectadas em torno das crateras, mas a Lua não tem um campo magnético semelhante ao da Terra. Uma descoberta surpreendente na missão da sonda exploratória Lunar Orbiter, nos anos 60, foi a revelação de fortes áreas de grande aceleração gravitacional localizadas sobre os mares circulares. Essas concentrações de massa podem ser causadas por camadas de lavas basálticas, mais densas, que enchem os mares Em 1988, a equipe de controle da espaçonave Lunar Prospector reportou a descoberta de água congelada em ambos os pólos da Lua. Impactos de cometas depositaram água na superfície do satélite, e parte dela migrou para áreas muito frias e muito escuras nos pólos. Resta muito a ser descoberto sobre a Lua. Os pesquisadores continuam a estudar as amostras e os dados obtidos nas missões do projeto Apollo e outras, bem como os meteoritos lunares. Atualmente o jipe robótico Yutu, da Agência Espacial da China, está operando na superfície da Lua. www.nasa.gov Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves 09 AstroNova . N.10 . 2016

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Término das inscrições 24/agosto (12h) www.facebook.com/cienciaeastronomia Notícias sobre ramos da Ciência e Astronomia ASTRONOMIA ASTROBIOLOGIA ASTROFÍSICA BIOLOGIA MEDICINA QUÍMICA TECNOLOGIA FÍSICA Hangout'sPromoçõesEventos www.cienciaeastronomia.com

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Via Láctea Astrofotógrafo: Armando Rossato 06/07/2013 Marialva - PR

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GEAHK GRUPO DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DO COLÉGIO HELENA KOLODY Observação Astronômica Amadora, Educação Científica em Astronomia, Astrofísica, Astronáutica e Astrobiologia. SARANDI - PARANÁ GRUPO DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DO COLÉGIO HELENA KOLODY SARANDI - PARANÁ HK www.facebook.com/GEAHKastro O estudo do Universo é uma viagem de autoconhecimento  CARL SAGAN

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Yara Laiz Souza yaralaizsouza@gmail.com Nossa atmosfera é tomada por nitrogênio. O oxigênio (O) que respiramos 2 corresponde a míseros um quinto de toda a atmosfera terrestre. Dentre as pesquisas recentes, que provaram que os picos de oxigênio começaram com o advento da fotossíntese, há um impasse sobre quando isso realmente aconteceu: alguns defendem que foi há 2,4 milhões de anos, outros afirmam que foi há 2,8 milhões de anos (durante o Grande Evento da Oxidação). Tal impasse nunca havia sido resolvido por falta de desenvolvimento de modelos seguros. Mas, pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA) estudam um tapete de micróbios que vive ASTROBIOLOGIA debaixo de uma grande placa de gelo na Antártica. A hipótese dos cientistas é que organismos iguais a esses tenham criado oásis de O há 2 2,4 milhões de anos. E de onde vem tanta certeza? Este é o primeiro modelo vivo de microrganismos semelhantes aos que existiam durante a Terra primitiva. Uma surpresa da Natureza que vai nos ajudar a descobrir como era o nosso planeta antes. No final de 2015, uma pesquisa de Edward Schieterman mostrou que o nitrogênio era o grande indicador de vida na Terra e que modelos feitos usando dados de telescópios poderiam servir para tentar encontrar vida em outros planetas. A razão para isso é: o nitrogênio estabiliza a atmosfera e permite o desenvolvimento da água liquida no solo. Visto isso, alguns pesquisadores que estavam com trabalhos e hipóteses engavetadas aproveitaram a oportunidade para trabalhar em suas ideias, mas, em outubro, antes dos resultados de Schieterman, a equipe da UCLA já estava publicando o seu trabalho na revista Geology. Os dois assuntos casaram, frutos de boas pesquisas e curiosidade genial. As primeiras descobertas mostram que a ascensão do O aconteceu devido o 2 trabalho intenso dos primeiros organismos, que começaram a produzir O 2 bentônico. Bentônico refere- se a todo organismo que vive em águas salgadas em contato com o seu substrato e não tem a capacidade de 13 TAPETE DE BACTÉRIAS TAPETE DE BACTÉRIAS

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Tapete de micróbios que vive debaixo de uma grande placa de gelo na Antártica podem responder dúvidas sobre o Grande Evento da Oxidação. nadar. Ou seja, o primeiro tipo de O da atmosfera foi 2 feito por algas primitivas, cianobactérias e tudo mais que vivesse nos primeiros mares fazendo fotossíntese sem se mexer. A camada primitiva de atmosfera era tomada por nitrogênio que veio, principalmente, dos processos vulcânicos. A atmosfera secundária, que conta com a presença de O, 2 apareceu bem depois. Estudar sobre isso era um tanto complicado, visto que as algas e corais nos mares estão passando por um momento delicado, cheio de consequências altíssimas AstroNova . N.10 . 2016 1214 proporcionados pelo aquecimento global e eles já evoluíram e mudaram bastante. A UCLA esteve empenhada em encontrar um modelo perfeito e encontrou o que queria em Lake Fryxell na Antártica. As cianobactérias são organismos muito parecidos com bactérias, mas fazem fotossíntese. As que estão em Lake Fryxell formam uma camada verde no gelo como um tapete. Durante o Verão, esse tapete fica mais espesso e nos fornece o primeiro modelo de produção de oásis de O 2 bentônicos, muito semelhantes aos que existiam na Terra primitiva. A questão importante sobre O 2 Pesquisas anteriores mostraram que o pico nos níveis de oxigênio, que é um pequeno veneno, e o Grande Evento da Oxidação aconteceram graças as cianobactérias. Elas foram, muito provavelmente, as primeiras produtoras de O 2 na Terra. Apesar disso, os primeiros microrganismos a dominarem a Terra tiveram o desafio de se adaptar a esse gás venenoso. Houve uma evolução para suportar o O e a descoberta sobre 2 como usar esse gás para liberar energia. Dawn Sumner, uma das pesquisadoras do trabalho, conta: O oxigênio é realmente crítico para a sobrevivência e evolução animal. O oxigênio fornece grandes quantidades de energia através da respiração. Muito do meu trabalho tem sido gasto na compreensão do processo de oxidação da Terra, em parte, para poder entender como chegamos até aqui . Como a compreensão de Camada verde de cianobactérias no gelo se dispõem como um tapete.

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13 Lara Susan 3 premiações no concurso de Astrofotografia do 11º EPAST 15 AstroNova . N.10 . 2016 como o O chegou na 2 conformidade atual da atmosfera ainda não está clara, os cientistas acreditam nos oásis de oxigênio: áreas isoladas onde o oxigênio era muito abundante antes de se tornar comum em todo o mundo. Esse processo, segundo os resultados, começou 400 milhões de anos antes do Grande Evento da Oxidação. Lake Fryxell Lake Fryxell é um lago coberto de gelo encontrado pela expedição Discovery, que aconteceu entre os anos 1901 a 1904. O lago é permanentemente coberto por gelo com camadas que tem entre 13 a 16 pés de espessura. Para explorar o lago e encontrar o tapete microbiano, Sumner e sua equipe tiveram que fazer um furo de 7 polegadas diâmetro no gelo e, em seguida, colocar um tubo de cobre com anticongelante para derreter mais a entrada. Dessa forma, alguns pesquisadores mergulharam para fazer as observações. Eles analisaram o tapete microbiano que é, até então, o único exemplo do primeiro oásis de oxigênio. Animais de grande porte estão extintos na Antártica por causa da glaciação e há o isolamento de outros continentes, por isso, olhando para esses lagos podemos olhar para um momento da ecologia da Terra em que não existia animais de grande porte , diz Sumner. Durante um dos mergulhos a 10,2 metros de profundidade, os pesquisadores encontraram o tapete microbiano. Eles tinham um verde brilhante que se sobressaia totalmente chamando atenção. Anne Jungblut, microbióloga do Museu de História Natural de Londres, identificou os organismos como cianobactérias, que geram camadas finas de O de um a 2 dois milímetros de espessura. Pesquisas futuras Essa descoberta não foi de todo uma coisa que estávamos procurando, foi um achado acidental , comenta Sumner. Pesquisas nesses locais totalmente inesperados, em que extremófilos são encontrados, sempre abrem janelas para a reflexão do quanto a vida é capaz de se adaptar e se reinventar, se refazer e se colocar a prova dos mais variados desafios. Essas cianobactérias irão ajudar na construção de um modelo ainda mais real da Terra primitiva e nos ajudará na maior compreensão de como chegamos até aqui. Os cientistas também descobriram que a produção de oxigênio excede sazonalmente o consumo de oxigênio e a perda do gás para o ambiente circundante. Os pesquisadores sugerem tapetes microbianos espalhados pelo mundo geraram vários oásis de O. A 2 junção de toda essa produção teria criado o Grande Evento da Oxidação. O próximo passo é voltar a Lake Fryxell e estudar como essas cianobactérias conseguem sobreviver ao inverno longo e escuro e como a sua química muda quando o verão chega novamente. E quem sabe a Natureza não nos presenteia de novo? Há presentes em várias partes do mundo, aguardando paciente para ajudar na reconstrução da História da Terra. Yara Laiz Souza é acadêmica de Ciências Biológicas-UEA. Coordena a página Ciência em Pauta. Sugestões de leitura: Antarctic Microbes Hold Clue to Earth's Oxygen Site Astrobiology Nasa: Antarctic microbial mats: A modern analog for Archean lacustrine oxygen oases. Site Geology O papel do nitrogênio na origem da Vida Revista AstroNova - Edição n.9 http://go.nasa.gov/24FVOXr http://bit.ly/1ZRUYai

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Messier 51 Astrofotógrafo: Delberson T. Souza Junho/2016 Silvânia - GO

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www.pb.utfpr.edu.br/geastro Gp x mruode Estudo, pesquisa eetensão em Astronoia

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1218 DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA Ocorreu no último dia 30 de abril, na Universidade La Salle (Unilasalle) em Canoas, o 1º Encontro Rio Grandense de Astronomia (ENASTRO). O Encontro foi organizado pelo projeto Ciência e Astronomia, coordenado pelo jovem Cristian Reis Westphal, estudante de Engenharia Química, divulgador científico e um dos colaboradores da Revista AstroNova. O evento iniciou-se com o discurso do Reitor Prof. Dr. Paulo Fossati saudando o público presente. Logo depois iniciou-se a apresentação dos palestrantes, começando com o professor César Schmitt, da Feevale de Novo Hamburgo, falando sobre o Big Bang e fundamentos de Cosmologia. Ao final apresentou um pouco sobre suas atividades de divulgação de Astronomia para crianças. O professor Valdir Boesel discorreu sobre buracos negros, principalmente como eles são formados e como estas regiões são previstas por equações matemáticas. Depois, uma palestra um tanto diferente. Subiram ao palco os fundadores da SARG, Sociedade Astronômica Rio Grandense, que foi fundada em 1979 e durante os anos 80 foi uma das principais entidades de divulgação de Astronomia no Brasil. No palco estavam Luciano Sclovsky, José Francisco Alves, Carlos Frab, Luís Astro 1º ENCONTRO RIO GRANDENSE DE ASTRONOMIA 30 de abril / Canoas-RS o 1EN Cristian Reis Westphal, organizador do 1º ENASTRO

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AstroNova . N.10 . 2016 1319 Frota, Luiz Machado e Luís Araújo. Cada um contou da alegria e das dificuldades de se divulgar Astronomia nos anos 80, época em que não havia internet, a revista era datilografada e fotocopiada, e os contatos para observações eram feitos por telefone ou telegrama. Inclusive na época conseguiram realizar o chamado ESRA, Encontro Sul Riograndense de Astronomia. A SARG estava com as atividades encerradas, mas nesta apresentação foi anunciada a sua volta e foi feito um convite ao Cristian para dar uma palestra na reabertura da SARG. O período da tarde começou com a palestra da professora Daniela Pavani da UFRGS sobre evolução estelar e a composição química do Universo. Em seguida, Yara Souza, Logo pela manhã o auditório já estava quase completamente lotado. Professor César Schmitt e sua palestra sobre o Big Bang.Professor Valdir Boesel explicando sobre buracos negros.

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AstroNova . N.10 . 2016 20 graduanda em Ciências Biológicas da Universidade do Estado do Amazonas, integrante do Ciência e Astronomia e também colaboradora da Revista Astronova. Sua palestra foi sobre o estudo da Astrobiologia como meio de analisar como a vida se adaptaria em outros locais do Universo. Inclusive foram apresentados seres da Terra que vivem em ambientes inóspitos como locais secos, quentes, frios e até uma bactéria que resiste a altas doses de radiação. O professor Jorge Quillfeldt, também um dos fundadores da SARG e professor da UFRGS, também falou de Astrobiologia em sua palestra Vida no Sistema Solar . Mas foi muito além, apresentando também a evolução no conhecimento dos exoplanetas, que já somam 2086 novos mundos identificados em outras estrelas e que atualmente a Astrobiologia é um dos mais desafiantes campos de estudo da Astronomia. A última palestra foi apresentada por Rafael Candido, colaborador da Revista Astronova, integrante do Projeto Ciência e Astronomia e doutorando no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). O assunto foi as descobertas que a missão Cassini- Huygens realizou e como isso trouxe informações importantes para os estudos de Astrobiologia sobre as condições de vida em Titã, maior satélite de Saturno. Ao fim do evento, houve a apresentação dos músicos Adrianne Simioni e Zózimo Os fundadores da SARG. Ao microfone, Luis Frota contando sobre a pasta que continha os documentos da fundação (chamados carinhosamente de Manuscritos do Mar Morto). Bolinhos temáticos de Astronomia, enfeitados com estrelinhas de açúcar. Hora do lanche, pessoal trocando contatos e os pôsteres de Astronomia ao fundo. Professora Daniela Pavani falando sobre a origem dos elementos químicos no núcleo das estrelas.

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Rech com músicas inspiradas pela Astronomia. O sucesso do evento mostra que há um grande interesse pelo estudo da Astronomia, seja de forma profissional ou amadora. Há muita gente curiosa a respeito destes assuntos e é de grande importância que os divulgadores científicos continuem atuando. No ENASTRO, além de pessoas da região da Grande Porto Alegre, vieram pessoas de cidades distantes e não apenas do Rio Grande do Sul, mas também de Santa Catarina. A meta é repetir o evento no próximo ano, porém com três dias de duração, para que venham mais palestrantes e tenha atividades como oficinas, mini-cursos e observação. Fotos: Thiago Fantinatti. Crédito da foto oficial: Comunicação Social Unilasalle. AstroNova . N.10 . 2016 Página da banda: http://www.astronomusic.com Yara Souza e sua palestra de Astrobiologia. No slide, alguns seres resistentes a ambientes extremos. Professor Jorge Quillfeldt e sua empolgante apresentação. No slide, as interações entre campos de estudo da Astronomia. Professor Rafael Candido, que ao final de sua palestra a dedicou à memória de Carl Sagan. A banda Astronomusic em sua apresentação no final do ENASTRO. Foto oficial do 1º ENASTRO. 21

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