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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 11 — páginas 1 a 20

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Assuntos identificados: terra, atmosfera, superfície, sistema, solar, estrela, temperatura, astronomia, nossa, nosso.

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REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL AGENDA DOS LANÇAMENTOS ESPACIAIS Tour pelo Sistema Solar Sol, a nossa estrela Tour pelo Sistema Solar Sol, a nossa estrela Origem da Lua Como surgiu o nosso satélite natural Origem da Lua Como surgiu o nosso satélite natural Tour pelo Sistema Solar Sol, a nossa estrela Tour pelo Sistema Solar Sol, a nossa estrela Ano 03 - Nº 11 - Setembro/2016 Astrobiologia Considerações sobre a Vida no Universo Astrobiologia Considerações sobre a Vida no Universo Astrobiologia Considerações sobre a Vida no Universo Astrobiologia Considerações sobre a Vida no Universo Chuva de Meteoros Dicas para uma boa observação Chuva de Meteoros Dicas para uma boa observação Chuva de Meteoros Dicas para uma boa observação Chuva de Meteoros Dicas para uma boa observação Origem da Lua Como surgiu o nosso satélite natural Origem da Lua Como surgiu o nosso satélite natural POR DENTRO DO ESO: OBSERVATÓRIO EUROPEU DO SUL

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Em uma época de tantas atribulações políticas e sociais em nosso país, onde temores e incertezas podem estar presente na memória de muitos. Temos orgulho de estarmos unindo uma grande comunidade de apaixonados pela Ciência, que através da Astronomia, lutam para proporcionar um aprendizado melhor para nossa população. Nessa edição faremos mais um tour pelo nosso Sistema Solar onde aprenderemos sobre o Sol. Aprenderemos também mais da origem da nossa Lua, e especularemos, com o pé no sólido chão da Astrobiologia, sobre a Vida no universo. E ainda poderemos disfrutar de ótimas dicas para a observação de chuvas de meteoros. Também um momento especial, pois nessa semana que se passou, completamos cinco anos de atividades públicas e de parceria entre CAEH e GCAA, que possibilitou a criação da revista AstroNova, e da experiência necessária para criarmos ferramentas de ensino de astronomia, e popularização da ciência. Desejamos a todos que possam desfrutar dessa edição, e que com entusiasmo, possam levar a Astronomia a outras pessoas, possibilitando cada vez mais uma popularização da ciência em nossa população. E que nossos caminhos ainda se cruzem pelos confins do universo, com aprendizado, paixão pela Astronomia e carinho com a Ciência. Que o céu continue limpo e sem poluição para todos, e que o conhecimento continue se enraizando em todos vocês. Aproveitem o que reservamos para vocês nessa edição. Maico Zorzan/CAEH AstroNova . N.11 . 2016 Editores: Maico A. Zorzan maicozorzan@outlook.com Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Redatores: Cristian Westphal cienciaeastronomia@gmail.com Rafael Junior eletrorafa@gmail.com Yara Laiz Souza mandesuapautaprayara@gmail.com Arte e Diagramação: Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Astrofotos: Alan Régis R. Albuquerque Ewertonn Dourado Valmir M. de Moraes EXPEDIENTE EDITORIAL Capa: Via Láctea, vista do norte do Chile (próx. Atacama) http://apod.nasa.gov/apod/ap160707.html Maico Zorzan CAEH

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SUMÁRIO Tour pelo Sistema Solar O Sol, a nossa estrela 08 15 19 23 ORIGEM DA LUA As hipóteses lançadas e a teoria atualmente aceita Titã As descobertas da missão Cassini-Huygens Astronomia Amadora Dicas para observar uma chuva de meteoros 31 Por dentro do ESO Conheça as principais instalações do Observatório Europeu do Sul Ano 3 | Edição nº 11 | 2016 11 ASTROBIOLOGIA Nascemos cedo demais!

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Principais Lançamentos do TrimestrePrincipais Lançamentos do Trimestre ASTRONÁUTICA Foguete: Longa Marcha 2F Carga: Estação Espacial Tiangong 2 Local: Base de Juiquan Data: 13/09/2016 CHINACHINA Foguete: Longa Marcha 5 Teste para missões interplanetárias Local: base de Wenchang Data: outubro/2016 Foguete: Atlas 5 Carga: satélite WorldView 4, para observação da Terra Local: base de Vandenberg Data: 15/09/2016 ESTADOS UNIDOS ESTADOS UNIDOS ÍNDIAÍNDIA Foguete: GSLV (ISRO) Carga: Insat 3DR, satélite geoestacionário meteorológico Local: Base de Sriharikota Data: 08/09/2016 Foguete: SOYUZ (Roscosmos) Tripulação da Expedição 48S da Estação Espacial Internacional Local: Cosmódromo de Baikonur Data: 26/09/2016Foguete: Rockot (Roscosmos) Carga: Sentinel 5p - satélite da ESA p/ observação da atmosfera da Terra Local: Cosmódromo de Pleletsk Data: 31/08/2016 RÚSSIARÚSSIA Foguete: Atlas 5 Carga: Sonda OSIRIS-REx (Nasa), para pesquisa e amostras do asteroide Bennu Local: Base do Cabo Canaveral Data: 08/09/2016 Foguete: VSB-30 (AEB) Carga: Op. Rio Verde, 8 experimentos científicos de microgravidade Local: Centro de Lançamentos de Alcântara Data: novembro/2016 BRASILBRASIL Foguete: VEGA (ESA) Carga: PeruSat 1 / SkySat, satélites de observação - gov. Peru/Google Local: Espaçoporto de Kourou Data: 15-16/09/2016 EUROPAEUROPA Foguete: Longa Marcha 2F Cápsula Shenzhou-11,leva taikonautas para Tiangong2 Local: Base de Juiquan Data: outubro/2016

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Principais atividades (fevereiro a maio)Principais atividades (fevereiro a maio) Próxima Expedição - Soyuz MS-02 (23/09)Próxima Expedição - Soyuz MS-02 (23/09)Tripulação atual Tripulação atual Estação Espacial Internacional (ISS)Estação Espacial Internacional (ISS) ASTRONÁUTICA Astronautas Jeff Williams e Kate Rubins realizaram caminhada espacial, onde foram instalados um radiador térmico retrátil e câmera de alta resolução na parte externa da nave. Astronautas Jeff Williams e Kate Rubins realizaram caminhada espacial, onde foram instalados um radiador térmico retrátil e câmera de alta resolução na parte externa da nave. Continuam pesquisas com a 1a impressora 3D que opera em ambiente de "gravidade zero" Continuam pesquisas com a 1a impressora 3D que opera em ambiente de "gravidade zero" Plantas são cultivadas em um sistema de "mini-estufa" da ESA para se estudar seu desenvolvimento em ambiente sem peso. Plantas são cultivadas em um sistema de "mini-estufa" da ESA para se estudar seu desenvolvimento em ambiente sem peso. A bióloga astronauta Kate Rubins (Nasa) configura microscópio que será usado no estudo de células cardíacas e seu comportamento no espaço. A bióloga astronauta Kate Rubins (Nasa) configura microscópio que será usado no estudo de células cardíacas e seu comportamento no espaço.

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Lua Crescente Astrofotógrafo: Valmir M. de Moraes 16/07/2016 Juazeiro do Norte - Ceará

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O SOLA Nossa Estrela Da Nasa Nosso Sol inspirou a mitologia de quase todas as culturas, incluindo os antigos egípcios, os astecas, os indígenas norte- americanos e os chineses. Sabemos agora que o Sol é uma esfera imensa e brilhante com cerca de 4,5 bilhões de anos de idade, composta primordialmente por gás ionizado, e é a estrela mais próxima da Terra, a uma distância de cerca de 150 milhões de quilômetros. A estrela vizinha, por ordem de distância, Proxima Centauri, fica 268 mil vezes mais longe. 0508 Existem milhões de estrelas semelhantes na Via Láctea, a nossa galáxia, e bilhões de galáxias no universo. Nosso Sol sustenta a vida na Terra. Propele a fotossíntese nas plantas e é a fonte primária de todos os alimentos e combustíveis fósseis. A conexão e a interação entre o Sol e a Terra movimentam o ciclo das estações, as correntes oceânicas e o clima. O Sol tem massa cerca de 333,4 mil vezes maior que a da Terra, e contém 99,86% da massa do sistema solar como um todo. A estrela se mantém concentrada devido à atração gravitacional, produzindo temperatura e pressão imensas em seu núcleo (mais de cinco bilhões de vezes superior à da atmosfera terrestre, com uma densidade 160 vezes maior que a da água). No núcleo, a temperatura é de 16 milhões de graus kelvin (K), o suficiente para sustentar reações de fusão termonuclear constantes. A energia liberada impede o colapso do Sol e o mantém em forma gasosa. A energia total irradiada é da ordem dos 383 sextilhões de kilowatts, o equivalente à energia gerada por 100 bilhões de toneladas de TNT explodindo a cada segundo. Um Tour pelo Sistema Solar SISTEMA SOLAR Um Tour pelo Sistema Solar

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Além do núcleo solar, produtor de energia, o interior da estrela é composto por duas outras regiões distintas: uma zona radiativa e uma zona de convecção. Dos limites do núcleo para fora, passando primeiro pela zona radiativa e a seguir pela zona de convecção, a temperatura do Sol decai de oito milhões de graus kelvin para 7.000 K. São necessárias algumas centenas de milhares de anos para que os fótons escapem do núcleo denso e atinjam a superfície. A "superfície" do Sol, conhecida como fotosfera, é apenas a camada visível, de 500 quilômetros de espessura, da qual a radiação e a luz do Sol enfim escapam, e é o lugar na qual localizamos as manchas solares. Acima da · Distância da Terra: 149.597.900 km · Raio equatorial: 695.500 km 183 · Volume: 1.142 x 10 km 30 · Massa: 1.989 x 10 kg 122 · Área: 6.0787 x 10 km · Temperatura na superfície: 5.504 ºC · Temperatura no núcleo: ~ 15.000.000 ºC SOL: dados principais fotosfera está localizada a cromosfera ("esfera da cor"), que pode ser vista por breves períodos, durante os eclipses solares, como um aro avermelhado, causado por átomos quentes de hidrogênio, em torno do Sol. A temperatura aumenta constantemente, com a altitude, até os 50 mil graus kelvin, enquanto a densidade se reduz a um grau 100 mil vezes menor que o da fotosfera. Acima da cromosfera localiza-se a corona ("coroa"), que se estende do Sol em direção ao espaço na forma de "vento solar", atingindo os limites do sistema solar. A corona é extremamente quente, atingindo temperaturas da ordem dos milhões de graus Kelvin. Já que é fisicamente impossível transferir energia térmica da superfície do Sol, mais fria, para a corona, muito mais quente, a fonte do calor da corona vem sendo um mistério científico há mais de 60 anos. Os cientistas acreditam que a transferência de energia teria de acontecer na forma de ondas ou de energia magnética. Prováveis soluções emergiram de recentes observações pelos satélites SOHO e TRACE, que localizaram indícios de transferência de energia magnética da superfície do Sol para a corona, acima. Os pesquisadores do projeto de ciência espacial Conexão Sol- Terra, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) norte- americana estudam esses misteriosos fenômenos. www.nasa.gov Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves 09 AstroNova . N.11 . 2016

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Término das inscrições 24/agosto (12h) www.facebook.com/cienciaeastronomia Notícias sobre ramos da Ciência e Astronomia ASTRONOMIA ASTROBIOLOGIA ASTROFÍSICA BIOLOGIA MEDICINA QUÍMICA TECNOLOGIA FÍSICA Hangout'sPromoçõesEventos www.cienciaeastronomia.com

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Yara Laiz Souza yaralaizsouza@gmail.com Existem vários motivos para acreditar que a vida na Terra é bastante especial: as questões de zona habitável e nascimento do Sistema Solar por pouco não elegeram a Terra como o lar de um tipo de vida baseado em carbono que respira, bebe água, cria tecnologias e sonha e explorar novos mundos. Num contexto biológico, não é difícil entender porque os esforços para encontrar vida fora do nosso planeta foram em vão; apenas conhecemos o nosso tipo de vida e nada mais. Nenhuma surpresa até você colocar a vida num contexto cosmológico. Avi- Loeb, do Centro Harvard- Smithsonian de Astrofísica, tem a resposta: a próxima geração de vida ao redor de um planeta semelhante à Terra irá acontecer daqui a VIDA NO UNIVERSO NASCEMOS CEDO DEMAIS! 11 10 trilhões de anos. Nossa existência é adiantada no Universo e explica um pouco do fracasso das buscas por vida simples e inteligente em outras parcelas do Cosmos. Nós somos especiais Como conhecedores apenas do tipo de vida baseado em carbono (o nosso próprio tipo de vida), não cabe em pesquisa alguma procurar por seres ou grandes civilizações perigosas baseadas em metano, por exemplo. Também não funciona sempre pensar que, em outros planetas ou luas, possa existir vida 'bacteriana', 'microbiana', 'fungos' ou até mesmo 'vírus': esse tipo de coisa é terrestre, só existe na Terra. Não dá pra dizer o que poderia existir em Europa, por exemplo: uma vida baseada em metano foge totalmente do modelo de vida que conhecemos. Caso haja, é totalmente diferente de bactérias, micróbios, fungos ou qualquer outra coisa. Utilizando essa justa visão, a pesquisa se desenrolou em tentar entender mais sobre a nossa participação no Universo. Pegando o modelo da vida baseada em carbono, Loeb e sua equipe traçaram uma linha do tempo lógica que tentasse responder a primeira pergunta: houve vida semelhante a nossa antes? No contexto cosmológico, a vida não teria chance nenhuma de ter nascido antes dos 10 milhões de anos após o Big Bang. Até a data, o Universo estava afundado em radiação térmica acima da temperatura da ebulição da NASCEMOS CEDO DEMAIS! Cena de "Interestelar" (2015)

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água. A temperatura só se tornou afável entre 10 a 17 milhões de anos após o Big Bang. O segundo passo é entender o papel de uma estrela para a vida baseada em carbono. O trabalho reuniu duas razões: a primeira é a necessidade de elementos pesados (como carbono, oxigênio, ferro etc) necessários para os planetas rochosos e para a química da vida na superfície; o segundo é o fornecimento de calor para alimentar a química da vida na superfície depois que a atmosfera permitiu que a água líquida se estabelecesse. A zona habitável também exerce um papel fundamental para o surgimento de vida. É a área que funciona como um meio termo: não é longe e nem perto demais da estrela. O surgimento das estrelas As primeiras estrelas do Universo que podemos ver ou Universo observável nasceram após 30 milhões de anos após o Big Bang. Até então, o Universo era uma bagunça sem luz. As estrelas trouxeram os primeiros fachos de luz do Cosmo e começaram a se aglomerar, morrer, passar por metamorfoses e surgiram pulsares, magnetares, supernovas. Depois, mais e mais estrelas nasceram de vários tamanhos e, e algum momento, o nosso Sol nasceu. As ditas estrelas de segunda geração surgiram de elementos dispersado pelas primeiras supernovas. O nosso Sol é uma estrela de segunda geração (foi resultante de uma supernova, ou seja, dos restos de uma estrela morta) e estrelas desse tipo são facilmente encontradas no halo da Via Lactea. O nosso Sol nasceu há 4,6 bilhões de anos e a vida na Terra surgiu há 3,4 bilhões de anos. Logo, sabendo que as estrelas de segunda geração no halo da galáxia podem abrigar planetas habitáveis e que planetas habitáveis também puderam existir no passado talvez a pergunta 'houve vida semelhante a nossa antes?' não seja a mais adequada a se fazer. A grande questão é: qual a probabilidade de surgir vida em função do tempo cosmológico? A resposta, até o momento, é compilação de contextos para a formação de vida: somos especiais. E a próxima remessa de vida semelhante a nossa só existirá daqui há 10 trilhões de anos. A Vida daqui há trilhões e trilhões de anos Essa próxima remessa de vida nascerá em condições um pouco mais diferentes a começar pela estrela hospedeira. Os cálculos realizados por Loeb e sua equipe mostram que estrelas de menor porte terão mil vezes mais chances de abrigar vida do que estrelas como o nosso Sol (que é uma estrela tipo G). Isso se explica pelo fato de que, num futuro distante, as estrelas de menor porte serão maioria no Universo e essas também serão as de maior tempo de vida do que as estrelas de maior porte. AstroNova . N.11 . 2016 12

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13 Os cálculos também mostram que uma variação de até um quarto de massa estrelar pode mudar totalmente as chances da estrela ter planetas que abriguem vida. Para a Próxima Centauri, por exemplo, os cientistas calcularam que evidências de vida no período cósmico atual ou antes da atual gira em torno dos 0,1%. Logo, a vida do futuro que nascerá fora da Terra será uma vida com estrela hospedeira pequena e de duração prolongada, talvez com mais chances de evolução para formas ou espécies de vida cada vez mais variadas por conta da adaptação a esse tipo de sol. A pesquisa aponta que os futuros trabalhos com bioassinaturas combinando O e CH em atmosferas de 2 4 planetas habitáveis poderá facilmente mostrar as probabilidades da próxima remessa de vida nascer em algum momento tardio do Cosmos. O outro lado da moeda para a questão da geração de vida do futuro distante é admitir que a vida ao redor de estrelas como o Sol é típico. Com isso, a estimativa teria uma pequena queda ao analisar que estrelas de pequeno porte emitem radiação UV capaz de desnudar rochas de planetas e atmosferas. Mesmo assim, a probabilidade de distribuição não seria tão alterada uma vez que iria introduzir uma variante pequena em todo o histórico de variação estrelar e levando em conta que a vida baseada em carbono é muito adaptável. Como uma pesquisa inicial, trabalhos futuros podem tornar essa estimativa de tempo ainda menor quando passarmos a entender, mais plenamente, sobre o nosso tipo de vida. Ainda não sabemos completamente sobre nossa origem e capacidade de distribuição e adaptação no Cosmos e, por conta disso, 10 trilhões de anos parece tempo suficiente. Quando tivermos as respostas para as perguntas atuais, pode ser que esse tempo tenha caído o suficiente para que ainda possamos realizar algum contato antes dos nossos dois prováveis fins: ou pela morte da nossa estrela ou pela do nosso planeta. Yara Laiz Souza é acadêmica de Ciências Biológicas-UEA. Coordena a página Ciência em Pauta. Sugestão de leitura: Relative Likelihood for Life as a Function of Cosmic Time no Aquivix 1313 AstroNova . N.11 . 2016 http://goo.gl/yJ4fcR Concepção artística de exoplaneta potencialmente habitável que orbita estrela anã vermelha Próxima Centauro - Crédito: ESO

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Galáxia do Escultor (NGC 253) Astrofotógrafo: Ewertonn Dourado 18/10/2016 Distrito de Cachoeira (Maranguape) - Ceará

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13 Lara Susan 3 premiações no concurso de Astrofotografia do 11º EPAST 15 Rafael Cândido Jr. eletrorafa@gmail.com Desde o advento da Geologia, além das hipóteses de formação da Terra, surgiram também as hipóteses para explicar a formação da Lua. De início, essas hipóteses eram meramente especulativas. Com as viagens espaciais e a análise de amostras de rochas lunares, foi possível validar e invalidar algumas destas hipóteses. Vamos conhecer algumas delas: Hipótese da fissão Foi proposta pelo astrônomo e matemático George Hipóteses sobre a ORIGEM DA LUA Hipóteses sobre a ORIGEM DA LUA Howard Darwin (Figura 1), filho do naturalista Charles Darwin. Conforme a hipótese da fissão, a Terra em seus primórdios tinha uma alta velocidade de rotação, o que fez que uma parte da Terra se 'descolasse' formando a Lua. Inclusive, era proposto que que o Oceano Pacífico teve sua formação nessa ejeção de massa. (Figura 2) Hoje se sabe que a crosta que forma o fundo do Pacífico é relativamente recente, de 200 milhões de anos aproximadamente, e que a Lua é muito mais velha. Esta hipótese foi considerada pois na época não havia sido formulada a Teoria da Deriva Continental. Realmente acreditava-se que a Terra tinha a mesma forma desde sua origem. Figura 1 - George Howard Darwin SISTEMA SOLAR

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Hipótese da captura Nesta hipótese, a Lua formou-se em alguma órbita próxima à Terra e foi capturada gravitacionalmente. A favor desta hipótese tem-se os fatos do tamanho da Lua, sua órbita e o travamento de maré (que faz o dia lunar durar exatamente o período de translação da Terra). Entretanto, se tivesse realmente ocorrido uma captura, o mais provável é que a Lua e a Terra tivessem se colidido. Para ser possível a captura da Lua, a Terra primitiva deveria possuir uma atmosfera muito extensa, que causaria um freamento do movimento da Lua para capturá-la. (Figura 3) Esta hipótese explica a captura de satélites pequenos e irregulares por Júpiter e Saturno e também a lua Tritão de Netuno, que tem uma órbita em direção oposta à da rotação de Netuno. Hipótese da co-formação ou da acreção Nesta hipótese, considera-se que a Lua se formou independentemente da Terra a partir do disco de acreção primordial do Sistema Solar. (Figura 4) Assim, conforme esta hipótese, a Terra e a Lua deveriam ter composições muito próximas. Porém não é isso que se verifica, a Lua tem um núcleo de ferro muito menor se comparado ao da Terra (25% do raio, enquanto o da Terra é 50%). E também, esta hipótese não explica o momento angular do sistema Terra-Lua. AstroNova . N.11 . 2016 16 Figura 2. Gravura antiga mostrando a hipótese da fissão. Figura 3. A captura da Lua só seria possível se a atmosfera da Terra tivesse sido muito maior que que é atualmente.

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Hipótese do impacto gigante (Big Splash) Conforme esta teoria, havia um planeta em formação na órbita da Terra a 4,5 bilhões de anos, localizado no ponto lagrangeano L4. (Figura 5) O nome Theia é proveniente da mitologia grega. Era a titânide, filha de Urano e Gaia e mãe de Selene, a deusa da Lua. Ao alcançar uma massa equivalente ao do planeta Marte, possivelmente de 20 a 30 milhões de anos após sua formação, a instabilidade na órbita iniciou um movimento equivalente ao de um pêndulo. De um lado a força gravitacional, do outro a força de Coriolis fazendo o planeta voltar. Porém cada vez mais se aproximando da Terra. (Figura 6) O impacto não foi de frente, entretanto, foi tão forte que o núcleo de Theia foi arrancado e afundou para dentro da Terra. Uma parte significativa do manto de Theia e da Terra foram ejetadas para o espaço. (Figura 7) O material que ficou em órbita da Terra, como o que restou de Theia e pedaços do manto da Terra formou a Lua em um tempo astronomicamente rápido, apenas 100 anos. Conforme simulações computacionais, aproximadamente 20% da massa de Theia formou um anel de debris em torno da Terra e cerca de 50% formou a Lua, os outros 30% passaram a fazer parte da Terra. Esse impactou aumento muito o momento angular e a massa da Terra. Estima-se que o período de rotação da Terra tenha sido de apenas 5 horas após o impacto. Alguns estudos sugerem que o anel de debris formou uma segunda lua menor no ponto lagrangeano L4 ou L5 da órbita da Lua. Após 10 milhões de anos do impacto, esta pequena lua entrou em rota de colisão com nosso satélite. Porém, esta colisão deve ter sido mais branda. Esta outra hipótese foi formulada para explicar a razão da menor espessura da crosta lunar no lado oculto da Lua. 1317 AstroNova . N.11 . 2016 Figura 4. Representação da acreção lunar na formação primordial do sistema solar. Figura 5. Formação do planeta Theia no ponto lagrangeano L4 da órbita da Terra.

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1218 AstroNova . N.11 . 2016 Seguem então as evidências que corroboram esta hipótese: - o giro da Terra e da Lua tem orientações semelhantes. - as amostras de rochas lunares indicam que a superfície lunar já esteve no estado fluido, ou seja, lava. - a Lua tem um núcleo de ferro muito pequeno para seu tamanho. - a densidade média da Lua é menor que a da Terra. - evidências de outros impactos similares no Sistema Solar e em outros sistemas estelares. - a proporção de isótopos estáveis em rochas lunares e terrestres é idêntica, o que implica em uma origem comum. Porém, assim como em todas as hipóteses, há algumas inconsistências não tão bem explicadas: - a presença de elementos voláteis presos em rochas da Lua, como a água, são difíceis de explicar devido ao imenso calor gerado no evento do impacto. - Se ocorreu a formação de um planeta no ponto lagrangeano L4 da Terra, por que não ocorreu a formação de algo equivalente em Vênus? Estas são inconsistências que podem ser explicadas no futuro, inclusive por outras hipóteses que possam surgir. No entanto, a hipótese do impacto gigante é a que mais explica fatos relativos à geologia e astrodinâmica do sistema Terra-Lua. Rafael Cândido Jr. é graduado e mestre em Engenharia Química pela USP e doutorando em Engenharia Aeroespacial pelo ITA Bibliografia recomendada: Erik M. Galimov, Anton M. Krivtsov. Origin of the Moon. New concept Geochemistry and Dynamics. De Gruyter. 2012. Dana Mackenzie. The Big Splat, or how our Moon came to be. John Wiley. 2003. Figura 6. Oscilação do planeta Theia em rota de colisão com a Terra. Figura 7. Representação artística do impacto entre Theia e a Terra.

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1319 Cristian Westphal cienciaeastronomia@gmail.com Se você é um profundo admirador de tudo o que a astronomia pode oferecer ou, em especial, das chuvas de meteoros, esse artigo certamente é para você! Se você nunca se interessou muito pelo assunto, talvez aqui estejam às dicas que faltavam para você começar a entender e observar o céu com outros olhos . A primeira dica é procurar saber quando as chuvas de Melhores formas de se observar uma CHUVA DE METEOROS meteoros estão programadas para acontecer. Com uma rápida pesquisa na internet, você terá acesso a todas as informações. As três maiores são a chuva das Quadrântidas, que ocorre em janeiro, das Perseidas, em agosto, e a das Geminidas, em dezembro. O segundo passo para conseguir ver com clareza uma chuva de meteoros, assim como para fazer qualquer observação mais detalhada das estrelas, é se esperar uma típica noite escura, sem luzes extras como a da lua, e com céu limpo, sem nuvens. Tente torcer para que as noites de chuvas de meteoros não estejam nubladas. Fique longe da luz brilhante das grandes cidades. Um ou dois quilômetros não são suficientes. Procure se afastar pelo menos 20 ou 30 km dos grandes centros urbanos. Além da luz de uma cidade, os prédios e qualquer objeto mais alto podem prejudicar ASTRONOMIA AMADORA

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AstroNova . N.11 . 2016 20 a visão do céu, portanto, deve-se procurar um ponto alto, como um morro ou montanha. Binóculos e telescópios limitam a visão a apenas um ponto, logo, não os utilize. A luz da Lua também pode prejudicar a observação, portanto o ideal é evitar o período de uma semana antes e uma depois da lua cheia. Os olhos levam pelo menos 20 minutos para se adaptarem a ambientes escuros, então permaneça esse tempo longe das luzes. Um ponto importante aqui é lembrar que celulares e componentes do painel de um carro, por exemplo, também são fontes de luz e que, a cada contato dos olhos com brilhos como esses, serão mais 20 minutos até que você recupere a sua visão totalmente. Uma observação como a de chuva de meteoros exige paciência. Não serão apenas cinco minutos para ver uma estrela-cadente e depois voltar para casa. Então levar uma cadeira e ficar confortável é essencial para conseguir ver tudo. Uma companhia pode ser interessante para debater sobre o céu e as constelações. Boas observações! Cristian Wesphal é acadêmico de Engenharia Química e coordenador do Projeto Ciência e Astronomia. Lua Cheia - Fonte da imagem: Arquivo Pessoal Cristian Westphal Flagrante fotográfico de um meteoro.

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www.grupocentauro.org Grupo Centauro de Astronomia Amadora Dois Vizinhos - Maringá (PR) Divulgando a Beleza do Universo revelada pela Ciência 1Anos1

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