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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 21 — páginas 41 a 44

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Assuntos identificados: astronomia, estrela, estrelas, sistema, terra, história, espacial, netuno, solar, planeta.

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41 AstroNova . N.21 . 2019 azul é a estrela AG Carinae, para a qual estima-se que tenha ejetado até 40 massas solares em 8 milhões de anos. Ao perder suas camadas mais externas, a estrela tem sua atmosfera com pouco ou nenhum hidrogênio, tendo linhas de emissão espectrais de elementos como o hélio, carbono, nitrogênio e oxigênio. Quando isso ocorre, tem-se uma estrela de Wolf-Rayet. Outra característica muito peculiar destas estrelas é a grande variação de massa. Conforme simulações, uma estrela que tenha 100 massas solares na Sequência Principal, pode chegar a massa de 10 massas solares quando está na fase de Wolf- Rayet. Isto ocorre porque as estrelas mais massivas têm ventos solares tão intensos que as camadas mais exteriores contendo hidrogênio são totalmente eliminadas. Em casos extremos, a estrela nem passa pelas fases de supergigante ou variável luminosa azul, tornando-se uma estrela de Wolf-Rayet. Final cataclísmico Na última fase da estrela Estrela AG Carinae registrada pelo Telescópio Espacial Hubble. Sua luminosidade é 1,5 milhões de vezes maior que a luminosidade solar. Poucos antes de colapsar, a estrela supergigante vermelha apresenta uma distribuição de elementos dispostos em camadas. Esta configuração também é chamada de camadas de cebola. Gravura fora de escala. Exemplo de reações nucleares que sintetizam istótopos ricos em nêutrons Queima nuclear ocorrem entre diferentes camadas Estela Gigante Vermelha Próximo do fim de sua existência uma estrela massiva apresenta camadas em uma estrutura “tipo cebola”, antes de explodir numa supernova

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42 AstroNova . N.21 . 2019 massiva,acontece no núcleo a fusão do silício em ferro. Este processo dura apenas alguns dias! Ao esgotar o silício, a fusão do ferro não gera mais energia. De modo que o equilíbrio entre a pressão da gravidade e a da energia obtida na fusão termina e a estrela colapsa em seu próprio peso. Ao chegar nesse ponto, o núcleo colapsa rapidamente devido a pressão gravitacional, este processo dura apenas alguns segundos! Estrela de Wolf-Rayet, WR-31a, registrada pelo Telescópio Espacial Hubble. Sua luminosidade é 1.820.000 vezes maior que a solar e sua temperatura superficial é estimada em 30.000K. A 'bolha azul' em torno da estrela evidencia sua perda de massa. Durante este colapso gravitacional, ocorrem reações nucleares que formam átomos mais pesados que o ferro através do processo de captura de nêutrons e prótons. É aí que surgem elementos mais pesados que o ferro, como o ouro, chumbo e urânio. A energia liberada neste processo é tão alta que a estrela praticamente explode. Suas camadas mais exteriores são espalhadas à velocidade de até 10% da velocidade da luz. A luminosidade é tão alta que estes restos da estrela brilham mais que a galáxia que a contém. Este evento é Supernova SN 1994D e a galáxia NGC 4526. Imagem registrada pelo Telescópio Espacial Hubble.

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prótons e elétrons que ainda estejam no núcleo da estrela, formando nêutrons. Nas estrelas de 9 a 30 massas solares, o núcleo contrai até um determinado limite. Nesse ponto, a matéria 43 AstroNova . N.21 . 2019 a supernova. Quanto ao núcleo, a pressão da gravidade continuará atuando de modo a aproximar cada vez mais os núcleos atômicos. Isso causará a reação entre constituinte da estrela é apenas nêutrons. Forma-se assim uma estrela de nêutrons, com uma massa um pouco maior que a massa do Sol, comprimida em uma esfera de apenas algumas dezenas de quilômetros. Esta estrela apresenta um campo magnético milhares de vezes mais forte que o campo magnético da Terra e uma densidade tão alta, que uma colher de chá desse material pesaria tanto quanto 900 pirâmides de Gizé! Nas estrelas com mais de 30 massas solares, o colapso gravitacional continuará até formar um buraco negro, estrutura a partir da qual nada escapa porque a velocidade de escape é maior que a velocidade da luz. Rafael Cândido Jr. é membro fundador do grupo Arcturus. É graduado e mestre em Engenharia Química (USP) e doutorando em Engenharia Aeroespacial (ITA). Bibliografia recomendada: Fundamental Astronomy Hannu Karttunen - Springer Representação esquemática do campo magnético e da rotação de um pulsar, uma estrela de nêutrons a partir da qual podem ser detectadas emissões periódicas de ondas de rádio (pulsos). Concepção artística de um buraco negro.

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AstroNova é uma colaboração de estudantes, professores, astrônomos amadores e profissionais para a divulgação de Astronomia e Ciências da Natureza. É trimestral, com divulgação pública e gratuita. Disponível em: www.grupocentauro.org Acompanhe nossa página no Fabebook www.facebook.com/AstroNovaBrasil REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA

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