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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 43 — páginas 21 a 36

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Assuntos identificados: constelações, constelação, einstein, gravidade, centro, planetário, relatividade, teoria, estrelas, galáctico.

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Cometa C/2023 A3 Tsuchinshan ATLAS Astrofotógrafo: Mateus Castanheira 16/10/2024 Ponta Grossa - PR

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Cometa C/2023 A3 Tsuchinshan ATLAS Astrofotógrafo: Maico Zorzan 02/10/2024 Marialva - PR

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PLANETÁRIO Planetário PROFESSOR CARLOS ALFREDO ARGÜELLO é inaugurado no campus sede da UEM Planetário PROFESSOR CARLOS ALFREDO ARGÜELLO é inaugurado no campus sede da UEM Adriane Casteleira [email protected] No dia 8 de outubro, em uma solenidade que reuniu diversas autoridades e convidados sob o Sol ardente, foi inaugurado, durante o evento Paraná Faz Ciência 2024, o Planetário Prof. Carlos Alfredo Argüello, o segundo planetário da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Fruto de um projeto maior idealizado em 1991 pelo Professor Doutor Marcos César Danhoni Neves, Coordenador do Planetário UEM, o planetário deve atender toda a comunidade com sessões diárias, tornando-se um centro de divulgação científica da astronomia. “É 25 muito importante para o ensino da ciência (o planetário), especialmente em tempos de negacionismo científico e de desestímulo à Ciência”, afirma o Prof. Dr. Marcos Cesar Danhoni Neves, denunciando o crescente negacionismo científico e a falta de apoio das autoridades governamentais. A idealização O primeiro projeto surgiu em 1991, idealizado, também, pelo Prof Dr. Marcos César Danhoni Neves, era de uma estrutura muito maior, que se chamaria Praça do Céu ou Praça da Ciência. Nessa praça, além do planetário, haveria alguns parques de ciências laterais e uma estrutura maior para observação empírica do passar dos dias e das estações do ano, como uma “mini Stonehenge”, como o próprio Prof. Danhoni comparou, e um observatório astronômico. O planetário seria um edifício que, além da cúpula, comportaria sala de exposições, banheiros, almoxarifado, sala de direção, etc. Essa época, contudo, foi marcada por grande crise econômica e o projeto não conseguiu sair do papel. Foi no ano de 2003, por meio de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que foi conseguido o recurso para

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montar o primeiro planetário, o Circus Stellarium. Com uma estrutura bem mais modesta, feita com lonas e um projetor analógico, o Circum Stellarium ainda é funcional e atende alunos de graduação e pós-graduação da UEM. O novo planetário Em 2023, com recursos obtidos através de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o segundo 26 planetário foi viabilizado. A estrutura circular com uma cúpula vermelha e pintura artística externa assinada por René Meirim se destaca no campus. Tem capacidade para quase 40 pessoas e conta com uma sala climatizada equipada com assentos reclináveis e um projetor digital da Full Dome, famosa empresa brasileira do ramo. Batizado de Planetário Professor Carlos Alfredo Argüello, uma homenagem ao professor argentino naturalizado brasileiro, e ex- orientador de mestrado do Prof Danhoni, que teve uma brilhante carreira como professor de física e na divulgação da ciência. Argüello, falecido em 2020, foi diretor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), da Unicamp (Campinas-SP). Segundo Danhoni, seu ex-orientando, “O Arguello foi um grande educador. Criou o Núcleo Interdisciplinar para a Melhoria do Ensino de Ciências no Parque Taquaral, em Campinas, com um grande planetário e um grande museu de ciências, criando uma forte interação com a comunidade escolar, em todos os níveis.” Danhoni e Argüello trabalharam juntos em um projeto de capacitação de professores e leigos na região do Araguaia. “Ele era um grande indigenista, também um grande freireano (...), um navegador e um grande astrônomo. Então, por todas essas qualidades, como homem, como cientista e humanista, estamos honrando a sua memória com o planetário”, declara o professor Danhoni. Agora, com a inauguração do Planetário Prof. Carlos Alfredo Argüello e a manutenção do Circus Stellarium como um planetário-escola, a UEM é a única universidade no Brasil a possuir dois planetários funcionais. Visitas Durante o evento Paraná Faz Ciência 2024, o planetário, logo após sua inauguração, abriu sessões aos participantes e comunidade. A agenda do planetário e o agendamento de visitas escolares ficarão disponíveis no link Prof. Marcos Danhoni discursa na inauguração do planetário. O prof. Marcos Danhoni instrui seus alunos que irão dirigir as sessões. AstroNova . N.43 . 2024 planetario-uem.blogspot.com

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Cometa C/2023 A3 Tsuchinshan ATLAS Astrofotógrafa: Adriane Casteleira 01/10/2024 Mandaguari - PR

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Aglomerados constelação de Mensae Astrofotógrafo: Fernando Oliveira de Menezes Outubro/2024 Munhoz - MG

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29 Iniciando-se na Wilson Guerra [email protected] Na edição anterior entendemos como diferenciar, pelo menos preliminarmente, as estrelas dos planetas, e como se dá o movimento dos astros no céu no decorrer de um dia ou de uma noite. Serão abordados agora alguns termos e conceitos relacionados com a sistematização da esfera celeste. AS CONSTELAÇÕES As estrelas que visíveis na esfera celeste, mesmo a olho nu, são muitíssimas: um pouco mais de oito mil. Para por ordem neste aparente caos, as várias civilizações, de maneira totalmente independente, procederam da mesma forma: organizaram as estrelas mais visíveis e brilhantes em grupos. Estes agrupamentos são chamados de constelações. Os povos antigos faziam esses agrupamentos desenhando imagens, como em um liga-pontos, criando figuras imaginárias que representavam elementos de seu cotidiano e de sua cultura. Por exemplo, o que conhecemos aqui no Brasil por "As Três Marias" eram, para os gregos da antiguidade clássica, o cinturão de um caçador mitológico chamado Órion; na cultura árabe, eram a cintura de um conjunto maior chamado "O Gigante"; na China compunham a constelação das "Três Estrelas"; para o povo da Polinésia, no Oceano Pacífico, eram o centro da "Cama de Gato"; e para os indígenas Tupi-Guarani, representava uma das pernas da constelação do "Homem Velho". Mas independente "do que" os antigos viam, uma aplicação importante estava por trás desta prática: esta era uma maneira de organizar o céu e se localizar nele. As estrelas que compõem as constelações não possuem ligação entre si. As distâncias entre elas também variam muito: umas mais próximas de nós, outras muito mais distantes (figura 1). A impressão de As constelações OBSERVAÇÃO DO CÉU ASTRONOMIA AMADORA

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que as estrelas estão dispostas umas ao lado das outras sobre uma superfície esférica é uma aparência de perspectiva. A estrela mais brilhante de uma constelação é a alfa (a). A segunda mais brilhante, a beta (b), e assim por diante, seguindo as letras do alfabeto grego (a,b,g,d,e...). Exemplo: a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior é a alfa de Cão Maior, também chamada de Sírius, a estrela mais brilhante do hemisfério sul. Em 1929 a União Astronômica Internacional adotou 88 constelações oficiais. Estas constelações englobam várias culturas, de seres mitológicos da grécia clássica, como a constelação do Centauro, até instrumentos científicos modernos, como a constelação do Microscópio. Todas as constelações foram definidas por Claudius Ptolomaeus(150 d.C.), Johann Bayer (1572-1625), Johannes Hevelius (1611- 1689) e Nicolas Louis de Lacaille (1713-1762). Cada constelação tem uma área delimitada, de modo que qualquer outra estrela ali presente faz parte daquela constelação. Dependendo do hemisfério da Terra que o observador se encontra, várias constelações do outro hemisfério não serão observáveis. A maioria das pessoas que vivem no hemisfério sul jamais verá por exemplo as constelações da Ursa Menor e de Cefeu. Já um observador nas altas latitudes do hemisfério norte nunca verá o Cruzeiro http://astro.if.ufrgs.br/const.htm 1. 2. 3. 1. As estrelas que compõem a constelação de Órion; 2. A região da constelação de Órion; 3. A real disposição das estrelas que compõem Órion. Esfera celeste Constelações do Hemisfério Sul do Sul. Apenas um observador localizado no equador (latitude zero grau) poderá ver praticamente todas as constelações, no decorrer de um ano. A concepção das constelações e as histórias mitológicas nelas envolvidas foram importantes para os navegadores. Ajudavam os marujos a localizarem-se no céu para poderem fazer medições de interesse náutico, necessárias para se calcular as coordenadas por onde navegavam. Na mitologia grega, por exemplo, Órion era um caçador que aterrorizada a floresta de uma deusa. Esta então enviou um escorpião gigante para matá-lo, iniciando uma longa perseguição. É por isso que as constelações de Órion e Figura 1 AstroNova . N.43 . 2024 30

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Marte Marte Lua Figura 2 Figura 3 A constelação de Órion. No centro as "três marias" formam seu cinturão. Foto de Lucas Souza. Escorpião estão em posições opostas do céu. Quando o Escorpião surge, Órion se põe. Quando o Escorpião se põe, é Órion que surge. Portanto, reconhecer uma destas constelações já permite estimar onde está a outra, e assim se constrói uma rede de referências para as medições náuticas. AS CONSTELAÇÕES COMO REFERÊNCIA Tendo as constelações devidamente "mapeadas", pode-se usá-las como referência para localizar outros astros ou determinar a posição de fenômenos. Eis algumas situações. No dia 6 de julho de 2014, próximo das 22h30min, o planeta Marte e a Lua se localizavam na constelação da Virgem (figura 2). Já na noite de 17 de agosto, no mesmo horário, Marte estava sobre a constelação de Libra, e a Lua sequer era visível neste horário (figura 3). As chamadas "chuvas de meteoros" tem seus nomes derivados das constelações de onde parecem se originar. Nas noites de 14 e 15 de dezembro deste ano ocorrerá o máximo de uma chuva de meteoros que, olhando no céu, pareciam vir da constelação da Gêmeos. Por isso esta chuva de meteoros é chamado de geminídeas. Constelações do Hemisfério Norte AstroNova . N.43 . 2024 31

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Andromeda, Andrômeda Antlia, Bomba de Ar Apus, Ave do Paraíso Aquarius, Aquário Aquila, Águia Ara, Altar Aries, Áries (Carneiro) Auriga, Cocheiro Boötes, Pastor Caelum, Buril de Escultor Camelopardalis, Girafa Cancer, Câncer (Caranguejo) Canes Venatici, Cães de Caça Canis Major, Cão Maior Canis Minor, Cão Menor Capricornus, Capricórnio (Cabra) Carina, Quilha (do Navio) Cassiopeia, Cassiopéia (mit.) Centaurus, Centauro Cepheus, Cefeu Cetus, Baleia Chamaeleon, Camaleão Circinus, Compasso Columba, Pomba Coma Berenices, Cabeleira Corona Austrina, Coroa Austral Corona Borealis, Coroa Boreal Corvus, Corvo Crater, Taça Crux, Cruzeiro do Sul Cygnus, Cisne Delphinus, Delfim Dorado, Dourado (Peixe) Draco, Dragão Equuleus, Cabeça de Cavalo Eridanus, Eridano Fornax, Forno Gemini, Gêmeos Grus, Grou Hercules, Hércules Horologium, Relógio Hydra, Cobra Fêmea Hydrus, Cobra macho Indus, Índio Lacerta, Lagarto AS 88 CONSTELAÇÕES OFICIALMENTE ADOTADAS PELA UNIÃO ASTRONÔMICA INTERNACIONAL, NA ORDEM ALFABÉTICA NOMES EM LATIM E EM PORTUGUÊS Leo, Leão Leo Minor, Leão Menor Lepus, Lebre Libra, Libra (Balança) Lupus, Lobo Lynx, Lince Lyra, Lira Mensa, Montanha da Mesa Microscopium, Microscópio Monoceros, Unicórnio Musca, Mosca Normai, Régua Octans, Octante Ophiuchus, Ofiúco (Caçador de Serpentes) Orion, Órion (Caçador) Pavo, Pavão Pegasus, Pégaso (Cavalo Alado) Perseus, Perseu Phoenix, Fênix Pictor, Cavalete do Pintor Pisces, Peixes Piscis Austrinus, Peixe Austral Puppis, Popa (do Navio) Pyxis, Bússola Reticulum, Retículo Sagitta, Flecha Sagittarius, Sagitário Scorpius, Escorpião Sculptor, Escultor Scutum, Escudo Serpens, Serpente Sextans, Sextante Taurus, Touro Telescopium, Telescópio Triangulum, Triângulo Triangulum Australe, Triângulo Austral Tucana, Tucano Ursa Major, Ursa maior Ursa Minor, Ursa Menor Vela, Vela (do Navio) Virgo, Virgem Volans, Peixe Voador Vulpecula, Raposa Em 2013 uma estrela que não era visível a olho nu repentinamente tornou-se dezenas de milhares de vezes mais brilhante. Este fenômeno é denominado pelos astrofísicos de Nova. Trata-se de uma estrela que absorve gravitacionalmente material de alguma estrela vizinha até um limite crítico onde reações adicionais de fusão termonuclear iniciam- se, conferindo um aumento extraordinário e repentino de seu brilho. Esta nova surgiu nos limites da constelação do Golfinho (Delphinus, em latim), e por isso foi chamada de Nova Delphinus. Devemos lembrar sempre que quando se diz que determinado astro ou fenômeno ocorre em uma certa constelação, isto não significa que o evento ocorreu fisicamente lá. No caso dos exemplos anteriores, Marte fica muitíssimo mais próximo da Terra (em nossa vizinhança planetária) do que as estrelas das constelações onde foi visto. Trata-se apenas um efeito de perspetiva: as estrelas da constelação estão muitíssimo ao fundo, e o planeta, à frente. No caso dos meteoros, mais ainda: meteoros são fenômenos que ocorrem dentro da atmosfera terreste, a apenas algumas dezenas de AstroNova . N.43 . 2024 32

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quilômetros de nós. Somente no caso da Nova citado é que o fenômeno ocorreu no céu mais profundo, em uma estrela a anos-luz de distância (veja novamente a figura 1). É importante ter clareza que uma constelação é apenas uma direção e não um local, já que suas estrelas não tem ligação entre si. AS CONSTELAÇÕES ZODIACAIS Alguns astros possuem movimento diferente do conjunto das estrelas. Os planetas, por exemplo, ocupam posições distintas em relação às estrelas no decorrer do tempo. O mesmo ocorre com o Sol. Assim, mais ou menos a cada mês o Sol nasce "em cima" de uma constelação diferente. É relativamente fácil perceber a constelação ocupada pelo Sol em uma determinada época observando a constelação presente na direção do Sol um pouco antes do nascente ou um pouco depois do poente. No decorrer do ano, esse movimento do Sol descreve uma linha que representa sua trajetória: a eclíptica do Sol. A linha desta eclíptica passa por várias constelações. Os antigos usavam essas observações para marcar a chegada das estações do ano. Doze das constelações atravessadas pela eclíptica são, por isso, chamadas de Constelações Zodiacais (ou do Zodíaco). Uma 13ª constelação é a de Ofiúco, que por razões práticas não foi considerado no grupo do Zodíaco na antiguidade. As Constelações Zodiacais são: Aquário, Áries, Câncer, Capricórnio, Gêmeos, Leão, Libra, Peixes, Sagitário, Escorpião, Touro e Virgem. ALGUMAS CONSTELAÇÕES DO HEMISFÉRIO SUL Há um conjunto de constelações de fácil identificação no hemisfério sul. Esse reconhecimento é feito a olho nu. Cruzeiro do Sul Junto com as estrelas alfa e beta do Centauro, formam o conjunto mais visível do hemisfério sul. Touro Sua estrela vermelha Aldebarã (a-Touro), forma a base de uma letra A. Órion As Três Marias, bastante conhecidas no Brasil, permite localizar falcilmente a constelação do caçador mitológico Órion. A estrela vermelha Beltelgeuse é a mais brilhante da constelação (a-Órion). Órion é visível no verão. Escorpião Uma grande constelação que em seu centro tem a estrela mais vermelha do céu, Antares (a-Escorpião). Escorpião é visível no inverno. a g d qe a e x m q h i i c l n s a b a b g d e Polo Celeste Sul Cruzeiro do Sul Alfa e Beta do Centauro a g b Aljunina d ex As 3 Marias AstroNova . N.43 . 2024 33

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INDO A CAMPO Se você não conhece os pontos cardeais, faça uso de uma bússola. Se conseguir localizar o Cruzeiro do Sul, oriente-se por ele, preferencialmente. A partir daí, para começar a reconhecer as constelações é aconselhável o uso de cartas celestes, disponíveis em muitos anuários impressos de astronomia divulgados em revistas especializadas ou sites que as disponibilizem para impressão. Para auxiliar a leitura faça uso de lanterna vermelha, cuja cor impacta menos na adaptação noturna de nossa visão. Mas o uso de softwares e aplicativos de astronomia são alternativas mais práticas. O Stellarium (PC) pode ser instalado em um notebook e simula o céu local em qualquer horário ou época do ano. Basta apenas informar as coordenadas geográficas. Há também aplicativos para tablet e smartphone, como o Google Sky Maps ou o Star Chart, além do próprio Stellarium. Estes últimos tem a vantagem de usar os recursos tecnológicos disponíveis no hardware instalado (sensores de movimentos) e permitem a reprodução em tempo real do céu local simplesmente movendo o dispositivo na direção desejada. Todos esses aplicativos também contam com sistema de visualização noturna (caracteres avermelhados) para melhor se adaptar à nossa visão em ambiente escuro. E a melhor parte: são gratuitos! Wilson Guerra é professor. Graduou-se em Física, tem especialização em Astrobiologia e é mestre em Educação para a Ciência e a Matemática. Referências: Astronomia na Época dos Descobrimentos: Ronaldo Rogério de Freitas Mourão Manual do Astrônomo: Ronaldo Rogério de Freitas Mourão Enciclopédia Ilustrada do Universo: Edição Brasileira Astronomia e Astrofísica: http://astro.if.ufrgs.br Ambiente do aplicativo Google Sky Map. Ambiente do aplicativo Star Chart, ou Carta Celeste. Dimulador Stellarium, disponível para PC e Startphone Android. AstroNova . N.43 . 2024 34

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www. RECURSOSdeFÍSICA .com.br Página que socializa produção de recursos de ensino adaptados à sala de aula e aos professores. Material produzido nas disciplinas do curso de Licenciatura em Física da UEM e em outros projetos coordenados pelo prof. Dr. Ricardo Francisco Pereira.

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REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA AstroNova é uma colaboração de entusiastas, estudantes, professores, astrônomos amadores e profissionais para a divulgação de Astronomia e Ciências da Natureza. É trimestral, com divulgação gratuita. É permitida sua reprodução total ou parcial desde que citada a fonte. Nos acompanhe nas redes sociais: Disponível em: www.astronova.com.br /revistaastronova /revistaastronova /rev_astronova/AstroNovaBrasil

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