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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 45 — páginas 1 a 20

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Assuntos identificados: calor, observador, relógio, terra, tempo, horizonte, local, equador, pulsar, latitude.

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REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL TIANGONG AGENDA DOS LANÇAMENTOS ESPACIAIS ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL Ano 12 - Nº 45 - Março/2025 REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL TIANGONG AGENDA DOS LANÇAMENTOS ESPACIAIS ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL PULSARES: OS MAIS PRECISOS "RELÓGIOS" DO UNIVERSO O RELÓGIO ASTRONÔMICO DE PRAGA COMO O CÉU PODE TE GUIAR EM UMA ILHA DESERTA OS MUITOS "CALORES"

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Conselho editorial: Adriane Casteleira Maico A. Zorzan Rafael Cândido Jr. Wilson Guerra Redatores desta edição: Adriane Casteleira Luiz Felipe Demétrio Rafael Cândido Jr. Ricardo Francisco Pereira Arte e Diagramação: Wilson Guerra Astrofotos: Adriane Casteleira Bruno Bonicontro Luiz Nacamura Ricardo Francisco Pereira Iniciamos 2025 com a edição n. 45 da revista AstroNova. Começamos esta edição com uma matéria da física e astrônoma Micheli Trindade Moura, que nos mostra o céu um tipo de GPS primordial, permitindo que nos localizemos em nosso planeta. Em seguida, Rafael Cândido trata sobre os Pulsares, objetos super densos, restos de estrelas de grande massa, que tem a peculiaridade de emitir sinais de rádio em uma regularidade cronométrica muito precisa. E já que foi citada a regularidade cronométrica, Rafael também trata nesta edição sobre o Relógio Astronômico de Praga, um artefato mecânico medieval repleto de astronomia em sua concepção. E finalmente, Luiz Felipe Demétrio nos traz um conteúdo de Física Básica e detalha conceitos e propriedades do calor, a energia térmica trocada entre sistemas e como isso influencia o nosso cotidiano. Claro que a Astronáutica, não fica de fora, com a agenda de lançamentos espaciais e um resumo das atividades nas estações espaciais Internacional e Tiangong. Uma boa leitura! AstroNova . N.45 . 2025 EXPEDIENTE EDITORIAL Capa: Cometa C/2024 G3 Atlas 26/01/2025 Astrofotógrafo: Maico Zorzan Wilson Guerra GCAA Wilson Guerra GCAA

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SUMÁRIO 09 25 Ano 12 | Edição nº 45 | 2025 19 COMO O CÉU PODE TE GUIAR EM UMA ILHA DESERTA OS MUITOS "CALORES" PULSARES: OS MAIS PRECISOS "RELÓGIOS" DO UNIVERSO 33O RELÓGIO ASTRONÔMICO DE PRAGA

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PRINCIPAIS LANÇAMENTOS DO TRIMESTREPRINCIPAIS LANÇAMENTOS DO TRIMESTRE Foguete: Falcon 9 (SpaceX) Satélites Starlink Local: Cabo Canaveral Data: 30/03/2025 Foguete: Falcon 9 (SpaceX) Crew Dragon: tripulação comercial Fram2 Local: centro espacial Kennedy Data: 01/04/2024 Foguete: Falcon 9 (SpaceX) Mantimentos para ISS Local: centro espacial Kennedy Data: 21/04/2025 EUAEUA Foguete: Angara 2.1 (Roscosmos) 1º vôo oficial: satélite militar Kosmos Local: Cosmódromo de Plesetsk Data: 28/04/2025 Foguete: Soyuz 2 (Roscosmos) Soyuz MS-27, tripulação da ISS Local: Cosmódromo de Baikonur Data: 08/04/2025 RÚSSIARÚSSIA Foguete: Soyuz 2 (Roscosmos) Progress MS-31; mantimentos para ISS Local: Cosmódromo de Baikonur Data: 03/06/2025 Foguete: Soyuz 2 (Roscosmos) Satélites Ionosfera 3 e 4 Local: Cosmódromo de Vostochny Data: 06/2025 Foguete: New Glenn (Blue Origin) Missão Escapade; 2 satélites para Marte Local: cabo Canaveral Data: 05/2025

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PRINCIPAIS LANÇAMENTOS DO TRIMESTREPRINCIPAIS LANÇAMENTOS DO TRIMESTRE ÍNDIAÍNDIA Foguete: GSLV-II (ISRO) Satélite NI-SAR observação da Terra por radar Local: Centro Espacial Satish Dhawan Data: 20/05/2025 Foguete: Longa Marcha 6 (CNSA) Satélite CASC Local: centro espacial de Taiyuan Data: janeiro/2025 Foguete: Longa Marcha 2F (CNSA) Shenzhou-20 com tripulação para estação espacial Tiangong Local: base de Jiuquan Data: 05/2025 CHINACHINA Foguete: Longa Marcha 2D (CNSA) Satélite CASC Local: base de Jiuquan Data: 01/04/2025 Foguete: Longa Marcha 3B (CNSA) Missão Tianwen-2; retorno de amostras de asteroide Local: centro espacial Xichang Data: 05/2025 EUROPAEUROPA Foguete: Vega C (Ariane Space) Satélite Biomass (observação da Terra) Local: Guiana Francesa Data: 29/04/2025

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Principais atividades: janeiro a março/2025 Principais atividades: janeiro a março/2025 ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONALESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL Soyuz MS-27: Roscosmos (08/04/2025)Soyuz MS-27: Roscosmos (08/04/2025) Próximas ExpediçõesPróximas Expedições Crew-11: SpaceX (07/2025)Crew-11: SpaceX (07/2025) Tripulação atualTripulação atual Retorno dos astronautas Suni Williams e Butch Wilmore, 8 meses após problemas na nave Boeing Starliner. Retorno dos astronautas Suni Williams e Butch Wilmore, 8 meses após problemas na nave Boeing Starliner. A astronauta Nichole Ayers coloca amostras de sangue em unidade de ambiente criogênico. A astronauta Nichole Ayers coloca amostras de sangue em unidade de ambiente criogênico. Astronauta Suni Williams realiza manutenção de equipamentos na parte externa da Estação. Astronauta Suni Williams realiza manutenção de equipamentos na parte externa da Estação.

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Estação Espacial TiangongEstação Espacial Tiangong Principais atividades: janeiro a março/2025Principais atividades: janeiro a março/2025 Tripulação atual (Shenzhou-19)Tripulação atual (Shenzhou-19) Taikonauta Cai Xuzhe instala equipamentos na parte externa da estação Tiangong. Taikonauta Cai Xuzhe instala equipamentos na parte externa da estação Tiangong. Instalação de instrumentação científica.Instalação de instrumentação científica. Tripulação dá sequência a experimentos científicos.Tripulação dá sequência a experimentos científicos.

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09 Micheli Trindade Moura [email protected] Imagine acordar em uma ilha deserta. Sem um mapa, bússola ou tecnologia. Além de atender às necessidades imediatas, como encontrar água e abrigo, identificar sua localização geográfica seria o próximo passo natural. Mas, como descobrir onde você está? Nesse cenário hipotético acompanharemos um observador na sua jornada de localização no globo terrestre, usando apenas Astronomia de posição e reconhecimento do céu. A capacidade de determinar com precisão onde estamos no vasto planeta Terra é um dos maiores triunfos da humanidade. No passado, esse desafio foi enfrentado pelos navegadores. Hoje contamos com o sofisticado Sistema de Posicionamento Global (GPS), que depende de satélites e conceitos desenvolvidos ao longo dos séculos, especialmente sobre a determinação precisa de posições e sua relação com a passagem do tempo. O primeiro "relógio" da humanidade Ao longo dos séculos, a humanidade demonstrou grande habilidade em compreender e registrar a passagem do tempo. Um exemplo disso está na ASTRONOMIA DE POSIÇÃO COMO O CÉU PODE TE GUIAR EM UMA ILHA DESERTA COMO O CÉU PODE TE GUIAR EM UMA ILHA DESERTA

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padrão se repete, como em um relógio. Como a Terra gira de oeste para leste em seu movimento diário, o nascer e o ocaso dos astros acontecem de leste para oeste. Isso é semelhante ao movimento de um carrossel: enquanto você gira em uma direção, as árvores e o ambiente ao redor parecem se mover na direção oposta. Conforme a Terra se desloca ao redor do Sol em seu movimento anual, o céu também muda, fazendo com que diferentes constelações se tornem visíveis em diferentes épocas do ano. Esse fenômeno também é parecido com o exemplo do carrossel: à medida que você se move, o que está à sua frente muda, e ainda é cíclico. Hemisférios e época do ano A jornada do observador para identificar sua localização começa olhando para cima e contemplando o céu noturno. Ele irá notar que o céu parece uma imensa cúpula, como se o céu envolvesse a Terra toda, com as estrelas dispostas em um domo de vidro, por exemplo, uma esfera celeste. Nessa esfera gigantesca envolvendo a Terra as 10 AstroNova . N.45 . 2025 transição do nomadismo para a vida sedentária, quando as populações passaram a se estabelecer em regiões propícias à agricultura e à domesticação de animais. Nesse momento, tornou-se essencial acompanhar os ciclos da natureza para prever períodos de chuva, seca e colheita. Para isso, as primeiras civilizações observaram o nascer e o ocaso do Sol, bem como as fases da Lua, utilizando esses fenômenos como referências mensuráveis da passagem do tempo. Além do Sol e da Lua, o céu noturno é aproximadamente imutável e, ao mesmo tempo, cíclico. As estrelas, organizadas na esfera celeste, marcam uma escala de tempo própria. As constelações — regiões do céu delimitadas por agrupamentos específicos de estrelas — se alteram ao longo do tempo. Para um observador em quase 1 qualquer ponto do planeta, noite após noite, algumas constelações desaparecem no horizonte oeste, enquanto novas constelações surgem ao leste. Em um intervalo de meses, grande parte do céu visível se tranforma completamente. E o mais importante: esse estrelas visíveis parecem estar fixas em sua superfície. Elementos geográficos da Terra, como o equador e os polos geográficos, são projetados nessa esfera, estabelecendo o equador celeste e os polos celestes, norte e sul. Dependendo da localização do observador na Terra, diferentes estrelas e constelações serão visíveis no céu. No hemisfério sul (HS), constelações como o Cruzeiro do Sul aparecem próximas do polo celeste sul (PCS), enquanto no hemisfério norte (HN), constelações como a Ursa Maior e a Ursa Menor estão próximas do polo celeste norte (PCN). As constelações que circundam os polos são chamadas de circumpolares porque giram ao redor do polo celeste correspondente. Como o polo celeste está sempre acima do horizonte, essas constelações também permanecem visíveis durante o ano todo. Porém, para latitudes próximas ao equador, nenhuma constelação se encontra permanentemente acima do horizonte, já que todas cruzam o horizonte em algum momento. Compreendendo o 1 Nas regiões próximas aos pólos geográfico, o movimento aparente dos astros se comportam de forma distinta do que é observado em outras latitudes.

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11 AstroNova . N.45 . 2025 movimento cíclico dos astros e desses conceitos de esfera celeste o observador pode identificar facilmente em qual hemisfério se encontra ao observar o conjunto de constelações visíveis. Se, ao olhar para o sul, avistar o Cruzeiro do Sul acima do horizonte, poderá confirmar que está na metade Sul do mundo. Por outro lado, se ao olhar para o norte reconhecer as constelações da Ursa Maior e Ursa Menor, saberá que está em terras ao norte do equador. Entretanto, há um caso particular na determinação do “Em que metade do planeta estou?” que é justamente quando o observador se encontra no equador. Se o observador estiver localizado nas imediações do equador geográfico, ele poderá observar simultaneamente, no horizonte norte e sul, as constelações circumpolares de ambos os hemisférios. Essa peculiaridade é exclusiva dos observadores próximos a essa faixa divisória do planeta. Dessa forma seria consideravelmente simples identificar a localização, se for possível observar na mesma noite o Cruzeiro do Sul e a Ursa maior acima do horizonte. Além de identificar o hemisfério onde está, o observador também pode querer saber qual a época do ano atual. Afinal, não sabemos quanto tempo se passou desde que o observador chegou na ilha, então essa informação pode ser relevante. Como o céu funciona como um calendário já que diferentes constelações se tornam visíveis ao longo do ano, é possível usá-las Representação de uma esfera celeste. À esquerda: A Terra está envolta por uma abóbada que contém as estrelas. O equador e os polos geográficos estão projetados nessa esfera. A região circumpolar sul é mostrada em vermelho, e o equador celeste está representado pela linha amarela dividindo os hemisférios celestes. À direita: A esfera celeste representada a partir da perspectiva de um observador. A linha amarela que cruza o horizonte indica o equador celeste, e a região circumpolar sul é destacada por um círculo vermelho próximo ao polo celeste sul. Fonte: Reprodução de https://astro.unl.edu Esfera celeste do ponto de vista de um observador no equador terrestre. À esquerda: Constelações da Ursa menor e do Cruzeiro do Sul em seus respectivos hemisférios celestes. À direita: O horizonte observado a partir do equador. Ambos polos e regiões circumpolares são vistas simultaneamente. O equador celeste cruza o céu de leste a oeste passando pelo ponto mais alto acima da cabeça do observador. Fonte: Reprodução de https://astro.unl.edu/.

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12 Figura 9 12 também para identificar de forma aproximada, a época do ano. No hemisfério sul, por exemplo, a constelação de Órion é altamente visível no verão, enquanto que a constelação de Escorpião predomina no inverno. Isso significa que, em dezembro, no auge do verão (para o hemisfério sul), Escorpião não aparece no céu noturno. Da mesma forma, no pico do inverno em junho, Órion não é visível acima do horizonte a noite. Conforme os meses vão passando, a constelação predominante durante estação vai descendo no horizonte noite após noite, até a outra assumir protagonismo. É importante lembrar que as estações são opostas nos hemisférios: quando é verão no hemisfério sul, é inverno no hemisfério norte. Assim, apenas com a observação dessas duas constelações — visíveis em ambos os hemisférios — é possível estimar aproximadamente a época do ano “Se está mais próximo do verão ou inverno”. Até o momento as estrelas funcionaram como um relógio ou calendário indicando a época do ano, e também atuaram como um mapa indicando a posição do observador no hemisfério da Terra. Mas o nosso observador almeja uma estimativa mais precisa da localização, e pra isso, é necessário entender a configuração dos astros na esfera celeste. Latitude Resolvido o problema de saber em qual metade do planeta nosso observador está, resta apenas identificar sua posição entre o Equador e o polo correspondente (norte ou sul). Esse intervalo determina a latitude do observador. A latitude é dividida em paralelos que representam diferentes porções dessa distância, variando de 0° no Equador a 90° nos polos. Já discutimos o caso particular da configuração do céu na latitude de 0°, onde as constelações circumpolares podem ser AstroNova . N.45 . 2025 Horizonte de um observador situado no hemisfério Sul. Região circumpolar Sul acima do horizonte. A constelação de Órion encontra- se visível acima do horizonte, indicando a época de verão para esse observador. Já a constelação de Escorpião encontra-se abaixo do horizonte, permanecendo oculta durante o mesmo período em que Órion é visível. Fonte: Reprodução de https://astro.unl.edu/.

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13 vistas simultaneamente nos horizontes norte e sul. Agora, consideremos as latitudes extremas próximas aos polos, onde o movimento das estrelas também apresenta características distintas. Para entender isso, pense no seguinte: enquanto no Equador ambos polos celestes aparecem no horizonte (altura mínima); para um observador situado em algum polo terrestre, os polos celestes e as constelações circumpolares atingem sua altura máxima em relação ao horizonte. Em outras palavras, se o observador estiver no Polo Sul da Terra e olhar para 2 cima no inverno, poderá ver o Cruzeiro do Sul bem alto no céu. Isso indica que a latitude é bastante elevada, sugerindo que o observador está muito mais próximo do Pólo Sul do que do Equador. O movimento das constelações circumpolares é um excelente indicativo da latitude. Com o limite inferior (Cruzeiro encostando no horizonte) e superior (Cruzeiro girando alto no céu) definidos, qualquer observação intermediária ajuda a estimar a latitude entre esses extremos. Para determinar a latitude no HS com maior precisão, é necessário medir a altura do Pólo Celeste Sul em relação ao horizonte. No Equador, essa altura é de 0°, enquanto nos polos ela é de 90°. Em latitudes intermediárias, deve-se localizar o ponto no céu onde está o polo celeste e estimar sua altura em graus, considerando o horizonte como 0° e o ponto diretamente acima da cabeça como 90°. No hemisfério norte, é mais fácil localizar o PCN, porque há uma estrela, a Polaris em Ursa Menor, que está exatamente sobre ele. A altura da Polaris no céu indica a latitude do local. No hemisfério sul, no entanto, não há uma estrela posicionada diretamente sobre o PCS, nem uma constelação com estrelas brilhantes próximas a essa região, o que torna o processo mais difícil. Por isso, uma estimativa aproximada usando o Cruzeiro do Sul é suficiente em uma situação de "perdido em uma ilha deserta no hemisfério sul". E com isso, nosso observador perdido e sem memória (lembre-se, ele não sabe quanto tempo se passou desde que chegou na ilha) saberá estimar com uma AstroNova . N.45 . 2025 Movimento noturno do Cruzeiro do Sul em diferentes latitudes. Quadro superior: Trajetória do Cruzeiro do Sul para um observador localizado no equador. Quadro central: Trajetória do Cruzeiro do Sul para um observador localizado em uma latitude intermediária, entre o equador e o PCS. Quadro inferior: A mesma trajetória para um observador localizado no polo sul terrestre. A posição exata do PCS (cuja altura indica a latitude) está indicada pelo eixo em azul na esfera celeste. Fonte: Reprodução de https://astro.unl.edu 2 Um leitor atento perceberá que é fundamental que a observação ocorra no inverno, caso contrário, o Sol impediria a observação. Aqui entende-se inverno como o intervalo escuro entre os equinócios de março e setembro.

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relativa maior precisão a sua latitude. Horas, dias e meses Nesse estágio, podemos reunir as informações obtidas pelo observador a partir da configuração do céu noturno. Ele será capaz de identificar seu hemisfério, a época do ano e a latitude aproximada, tudo isso a partir de uma única noite de observação sob um céu limpo. Digamos que o observador continue na ilha por mais algum tempo, para aprimorar sua compreensão AstroNova . N.45 . 2025 do local e obter informações mais detalhadas. Para isso o observador começa a perceber o movimento do Sol ao longo dos dias. A trajetória diária do Sol não apenas auxilia na determinação do horário, como também da época do ano de forma mais precisa. Para determinar o horário aproximado, é possível identificar o meio-dia solar verdadeiro observando o instante em que a sombra de um objeto atinge seu menor comprimento no dia. O observador pode utilizar uma haste vertical fixada no solo, como um graveto, a que ele chamará de gnômon, e acompanhar a variação da sombra ao longo do dia. Quando o Sol nasce no horizonte leste, a sombra do gnômon se orienta para o Oeste. Durante o pôr do Sol, no horizonte oeste, a sombra aponta para o Leste. Durante o meio-dia solar, a sombra de menor comprimento do dia estará alinhada na direção Norte-Sul. Além disso, o comprimento da sombra ao meio-dia varia também ao longo do ano: é mais curta no verão e mais longa no inverno para latitudes intermediárias entre o equador e o polo Movimento do Sol na esfera celeste a partir de um observador situado no hemisfério sul em uma latitude intermediária entre os polos e o equador. Quadro superior: Posição do Sol pela manhã, no solstício de inverno, nos equinócios de outono e primavera e no solstício de verão. O sol nasce exatamente no leste apenas nos equinócios. Quadro inferior: Posição do Sol ao meio dia solar verdadeiro nas mesmas datas dos solstícios e equinócios do quadro superior. A maior sombra do ano ocorre durante o solstício de inverno, enquanto que a menor sombra ocorre no solstício de verão. Fonte: Reprodução de https://astro.unl.edu 14

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correspondente. Assim como notado pelos povos antigos, o nosso observador também percebe que o Sol não nasce nem se põe sempre no mesmo ponto do horizonte leste e oeste ao longo do ano. Durante o verão no hemisfério sul, o Sol se desloca em direção ao sul, e no inverno segue na direção oposta, em direção ao norte. Esse ciclo se repete a cada seis meses. As datas de solstícios são marcadas pelos deslocamentos máximos do Sol em direção ao norte e sul. Observando consistentemente apenas a sombra do gnômon é possível identificar a proximidade dos solstícios. No solstício de verão, independente do hemisfério, a sombra ao meio-dia será a mais curta do ano, e de forma análoga, no solstício de inverno será a mais longa. A partir da observação sistemática da sombra do graveto gnômon, o observador poderá determinar inclusive o mês e o dia atual. A boa notícia para o observador é que conhecendo o movimento aparente do Sol na esfera celeste, ele percebe que pode usar outro método para determinar a latitude, complementando a medida obtida pela altura dos pólos celestes. A partir dos solstícios de dezembro e junho, que marcam os momentos de maior deslocamento do Sol, é possível identificar também os momentos intermediários desse movimento. Ou seja, durante o intervalo de seis meses entre os solstícios, existem períodos em que o Sol não se afasta para o norte ou para o sul, mas sim fica situado exatamente entre esses dois pontos cardeais. Nessas datas intermediárias, o Sol nasce exatamente no ponto cardeal Leste e se põe no ponto cardeal Oeste. Esses momentos correspondem aos equinócios, que ocorrem em março e setembro. Uma particularidade dos equinócios é que, nesses dois dias especiais do ano, é possível determinar a latitude utilizando a sombra de um gnômon. Nos equinócios, os raios solares incidem perpendicularmente no equador terrestre, e assim o Sol pode atingir a altura máxima de 90° em relação ao horizonte ao meio-dia. Dessa forma, a latitude pode ser calculada subtraindo a altura do Sol ao meio-dia solar de 90°, sendo assim: Latitude = 90° - altura do Sol. Até o presente momento, o observador perdido e sem memória encontra-se satisfeito por conseguir determinar com boa precisão a passagem do tempo e a latitude local usando apenas conceitos de Astronomia de posição e um graveto da ilha deserta onde se encontra. O próximo passo natural é determinar a longitude. Longitude De fato, a determinação da longitude representou um grande desafio para os navegadores ao longo da história, causando inúmeras dificuldades, acidentes e até mortes. Surpreendentemente, enquanto a latitude é relativamente fácil de estimar, a longitude permaneceu um problema complexo e sem solução por séculos. Essa questão se tornou tão crucial que no século XVIII a monarquia britânica anunciou um prêmio “O ato da longitude”, a quem conseguisse desenvolver um método preciso para calcular a longitude durante a navegação. A latitude é medida a partir dos paralelo partindo do equador, variando de 0° a 90° para norte ou para sul. A longitude por sua vez, é medida a partir de meridianos e varia de 0° até 15 AstroNova . N.45 . 2025

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360°, partindo de leste ou oeste. Diferentemente do equador, que é uma linha naturalmente definida por ser a metade exata da Terra, a escolha do meridiano zero é arbitrária. Por exemplo, Hipparcus, na Grécia Antiga, utilizou Alexandria como referência para o meridiano 0°. Durante a época das grandes navegações, cada porto servia como ponto inicial para medir a longitude. Para entender o cálculo, podemos dividir os 360° do globo em 24 partes iguais (devido ao período de rotação da Terra), isso corresponde a 15° para cada hora. Assim, a posição longitudinal de um ponto na Terra depende da diferença de tempo entre o local atual e o meridiano de referência definido como o meridiano 0°. Dessa forma, é indispensável saber o horário do porto de origem para calcular quantos graus (ou horas) o navegante se afastou daquele ponto inicial. O desafio de determinar a longitude estava diretamente relacionado à necessidade de medir o tempo com precisão em alto mar. Embora a Astronomia seja eficaz em medir a passagem do tempo em diferentes escalas, a determinação da longitude, por definição exige sempre de dois referenciais: o horário do porto de origem e o horário local medido pelo navegador. Então nosso observador em uma ilha deserta não conseguiria apenas com a latitude e o horário local obter tal informação, já que não teria como saber o horário no meridiano de partida. Ao longo da história, diversas soluções para determinar a longitude foram propostas com base na observação dos astros, como a utilização da posição da Lua em relação às estrelas ou até mesmo a partir do eclipse das luas de Júpiter. No entanto, todas essas soluções exigiam, necessariamente, a comparação entre a configuração dos astros em dois locais distintos e uma robusta precisão horária. Por fim, a solução definitiva para o problema da determinação da longitude em alto mar não veio da observação dos astros, mas sim da tecnologia. No século XVIII, com o desenvolvimento de relógios altamente precisos, capazes de funcionar de maneira confiável em condições marítimas, finalmente tornou possível calcular a longitude com impressionante exatidão. Por convenção e motivos históricos, o meridiano de referência atual é o que passa por Greenwich, na Inglaterra. Isso foi definido 16 AstroNova . N.45 . 2025 Constelação da Ursa Maior, visível no hemisfério norte. É importante ressaltar que nesse exemplo do observador em uma ilha deserta, grande parte dos conceitos abordados da Astronomia não vem de princípios primeiros. Em outras palavras, é necessário saber como é a constelação do Cruzeiro do Sul para poder reconhece-lá na região circumpolar Sul, e o mesmo é válido para constelações do hemisério norte, e outras constelações como Órion e Escorpião para saber a época do ano. Isso pressupõe que o observador já tenha familiaridade com os padrões do céu antes de aparecer na ilha deserta. http://www.star.ucl.ac.uk/~apod/apo d/ap170407.html

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durante a Conferência Internacional de Meridianos em 1884. Atualmente, para determinar a longitude de um local, usa-se o meridiano de Greenwich como referência. O Sistema de Posicionamento Global (GPS) utiliza tecnologias modernas para determinar a localização de um receptor na Terra, aproveitando a ideia fundamental que surgiu com a resolução do problema da longitude: a medição precisa do tempo. Hoje, o GPS depende de uma constelação de satélites em órbita ao redor da Terra, que continuamente transmitem sinais de rádio com informações de tempo precisas, baseadas em relógios atômicos. Ao receber esses sinais de múltiplos satélites, um receptor GPS pode calcular sua posição por meio da técnica de triangulação, determinando a distância até cada satélite com base no tempo que o sinal levou para viajar até o receptor. Esta tecnologia parte uma evolução direta dos conceitos astronômicos de medição de tempo e posição, onde o relógio ainda precisa ser preciso para calcular a longitude, mas agora em uma escala tecnológica muito mais avançada. A jornada até aqui, nesse ponto do espaço delimitado pelo tempo Nesse exemplo abordado acompanhamos a trajetória de um observador tentando se localizar no planeta Terra. Apesar do exemplo ser fictício, toda a construção de raciocínio pra identificar a passagem do tempo e sua relação com a determinação geográfica foi realizada de verdade ao longo da história da humanidade, com diferentes propósitos, desde identificar a melhor época para plantio olhando as constelações, até mesmo se orientar em alto mar, em grandes expedições astronômicas. Cada conceito abordado neste exemplo envolve uma série de princípios que foram desvendados ao longo do tempo, junto com a evolução da própria Astronomia. Um exemplo disso é que nenhum desses conceitos teria validade se a Terra não fosse redonda, tivesse outra inclinação axial, ou se estivesse fixa no espaço, sem translação. Embora esses fatos sejam amplamente compreendidos hoje, demonstrá-los na antiguidade não foi uma tarefa simples. Isso porque, na época, o que as pessoas realmente observavam era o movimento aparente do Sol e dos astros no céu ao longo dos dias, e não a movimentação da Terra ao redor do Sol. Até mesmo a determinação do meio-dia solar verdadeiro não é absolutamente simples como foi apresentado aqui utilizando o gnômon. O meio dia solar verdadeiro varia ao longo do ano, e a explicação dessa variação se deve a excentricidade da órbita da Terra ao redor do Sol. Embora já compreendamos essas questões hoje, até o século XVII, se desconhecia o real motivo desse comportamento. A mensagem comum entre o passado e o presente, entre o exemplo fictício e os acontecimentos reais, é que a observação do nascer e do ocaso dos astros nunca foi em vão. Micheli Trindade Moura é graduada em Física (IFPR), mestre (UTFPR) e doutoranda (UFRGS) em Astronomia. Para saber mais: 17 AstroNova . N.45 . 2025 Simulações apresentadas nas figuras: https://astro.unl.edu Stellarium: https://stellarium.org/

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Preparação para Eclipse Total da Lua Observatório Estrela do Sul Astrofotógrafo: Luiz Nacamura 13/03/2025 Sarandi - PR

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Cometa C/2023 A3 Tsuchinshan ATLAS Astrofotógrafo: Felipe Sérvulo 17/09/2024 Taperoá - PB Rafael Cândido Jr. [email protected] É muito provável que, através da cultura popular, seja pela música, poesia, séries, filmes e até mesmo animes; você já tenha ouvido falar sobre pulsares. Mas afinal, o que são pulsares e como foram descobertos? Neste artigo vamos conhecer um pouco mais sobre estes corpos celestes tão interessantes e resultantes de um cataclisma estelar. A descoberta dos pulsares Na década de 1960, a radioastronomia encontrava-se em franca expansão. Na Inglaterra, o Rádio Observatório de Mullard em Cambridge era uma referência pois contava com equipamentos modernos para a época e uma excelente equipe de trabalho. Em 1967, a equipe do professor Antony Hewish estava trabalhando na observação de quasares, que são fontes de rádio distantes e muito poderosas. Uma de suas orientadas de doutorado, Jocelyn Bell, notou um sinal de rádio estranho. Este sinal era extremamente regular com intervalos de 1,33 segundos entre cada pulso. Esta regularidade era tão precisa que, inicialmente, foi considerado que este sinal poderia ser de origem não- natural, ou seja, um sinal construído por alguma civilização extraterrestre. 19 ASTROFÍSICA PULSARES OS MAIS PRECISOS RELÓGIOS DO PULSARES OS MAIS PRECISOS RELÓGIOS DO UNIVERSO UNIVERSO

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Martin Ryle (27/09/1918 – 14/10/1984). Professor de Radioastronomia, auxiliou no estudo da descoberta dos pulsares. Também foi laureado com o Prêmio Nobel de Física de 1974. Cometa C/2023 A3 Tsuchinshan ATLAS Astrofotógrafo: Felipe Sérvulo 17/09/2024 Taperoá - PB 20 AstroNova . N.45 . 2025 Por brincadeira, o sinal foi denominado LGM-1 (Little Green Men 1, ou seja, homenzinhos verdes 1). Após análises mais detalhadas, foi verificado que a fonte de rádio era de uma fonte fixa no céu, descartando a hipótese de uma transmissão extraterrestre. Após descartar também a possibilidade de interferências terrestres, a equipe do rádio observatório concluiu que o sinal vinha de um objeto astronômico. A descoberta foi publicada em 1968 na revista Nature, o objeto foi descrito como uma estrela de nêutrons em rápida rotação sendo denominado CP 1919 (Cambridge Pulsar atRightAscension 19 h 19 min). Hoje sabe-se que CP 1919 é um pulsar localizado na constelação de Vulpecula, a aproximadamente 2000 anos-luz da Terra. Este é um dos pulsares mais estudados e o gráfico do seu sinal foi até mesmo usado na capa do álbum Unknown Pleasures da banda Joy Division, tornando-se um ícone da cultura pop. Como surgem os pulsares? Antes de compreendermos o que são os pulsares, é necessário entender como surgem. Este fato está ligado ao fim da vida de uma estrela massiva. Vamos detalhar esse processo. As estrelas com massa de 8 a 20 massas solares consomem seu combustível nuclear (hidrogênio, hélio, carbono) em reações de fusão nuclear. Quando o núcleo dessas estrelas começa a produzir o elemento ferro, a fusão nuclear se encerra, pois a fusão nuclear do ferro consome energia, ao invés de liberá-la. Desta forma, sem a pressão da fusão nuclear para Susan Jocelyn Bell Burnell (15/07/1943). Hoje ela é professora visitante de Astrofísica da Universidade de Oxford. Infelizmente não foi laureada com o Nobel de Física de 1974 pela descoberta dos pulsares. Antony Hewish (11/05/1924 – 13/09/2021). Foi o orientador de doutorado de Jocelyn Bell. Laureado com o Prêmio Nobel de Física de 1974 pela descoberta dos pulsares. Poster da clássica capa do primeiro álbum do Joy Division lançado em 1979. A figura é a representação gráfica dos sinais captados do primeiro pulsar descoberto.

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equilibrar a gravidade. O núcleo da estrela colapsa sob seu próprio peso. Esse colapso é tão violento que os prótons e elétrons do núcleo se fundem formando nêutrons, liberando uma quantidade colossal de energia causando uma explosão cataclísmica denominada supernova. Seu brilho é tão intenso que sua luminosidade chega a ser maior que a luminosidade da galáxia que contém a estrela. Nesse processo, a supernova ejeta as camadas mais externas da estrela com altíssima velocidade para o espaço enquanto o núcleo colapsado permanece como uma estrela de nêutrons. Se esse núcleo colapsado constituído de nêutrons tiver um campo magnético forte e estiver em rápida rotação, ela pode se tornar um pulsar. O campo magnético intenso acelera partículas carregadas próximas aos polos magnéticos, produzindo feixes de raios X, luz visível e ondas de rádio. Como o eixo magnético não está alinhado com o eixo de rotação, esses feixes varrem o espaço como um farol marítimo. Portanto, quando o feixe passa na direção da Terra, capta-se um pulso de radiação. Características específicas dos pulsares A rotação do pulsar é muito alta, chegando a centenas de voltas completas em apenas um segundo. Isto ocorre devido à conservação do momento angular. A estrela original era grande e girava devagar, mas ao colapsar sua rotação acelera. Com o tempo, ocorre uma desaceleração do pulsar devido à perda de energia. Em relação ao campo magnético, o campo de um pulsar é 1 trilhão de vezes mais intenso que o campo magnético terrestre. Para se ter uma ideia, 1 trilhão é 1 seguido de 12 zeros!! Há uma classe especial de pulsares denominados magnetares. Neles, o campo magnético é ainda maior, sendo 1000 vezes mais intenso que o campo de um pulsar. Em relação ao campo magnético terrestre, é 10 seguido de 15 zeros mais intenso (ou seja, 100 trilhões de vezes mais intenso que o campo magnético da Terra). A regularidade dos pulsos é tão precisa que rivaliza com relógios atômicos da Terra. 21 AstroNova . N.45 . 2025 O pulsar, poesia concreta de Augusto de Campos publicada em 1975 e posteriormente musicalizada por Caetano Veloso. Pulsar PSR B1509-58 localizado na Constelação do Compasso. Também denominado como “Mão de Deus”, é constituído do pulsar e de uma nuvem de gás e poeira remanescente da supernova que o formou. A nuvem vermelha é uma estrutura diferente captada no mesmo campo de visão. Este pulsar está localizado na constelação do Compasso. Nebulosa do pulsar PSR 0540-69. O anel de matéria são os restos da estrela que gerou o pulsar. Está localizado em outra galáxia, a Grande Nuvem de Magalhães, na constelação de Dourado.

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