Cometas são corpos celestes rochosos com muitos materiais voláteis congelados, principalmente gelo de água, que conforme se aproximam do Sol são aquecidos, liberando gases desses materiais e partículas de rochas, formando longas e brilhantes caudas quando vistas da Terra. Já asteroides são rochas praticamente secas, desprovidas de materiais voláteis e, por isso, incapazes de criar as brilhantes estruturas dos cometas.
O asteroide Phaethon, porém, quando está num ponto muito próximo do Sol em sua órbita (uma posição semelhante a órbita do planeta Mercúrio) tem seu brilho significativamente aumentado. Isso chamou a atenção dos astrônomos, já que Phaethon não possui água ou materiais voláteis.
Mas um estudo recente publicado pelo Caltech na revista The Planetary Science Journal mostra que o sódio presente em Phaethon explica o fenômeno. Próximo do seu periélio (quando está mais perto do Sol), a temperatura da superfície atingida pela luz solar chega a 750ºC, onde substâncias voláteis como água ou gelo seco já teriam sido vaporizadas. Simulações e testes com materiais rochosos mostraram que o sódio evaporado dessas rochas nessas circunstâncias podem explicar o comportamento observado. O vapor de sódio liberado do subsolo do asteroide pode também levar consigo pequenos fragmentos de rocha e poeira, reforçando a aparência cometária desse asteroide. Muitos outros asteroides conhecidos de periélio muito próximo do Sol podem passar também por esse processo.
Fonte: Nasa – https://www.nasa.gov/feature/jpl/fizzing-sodium-could-explain-asteroid-phaethon-s-cometlike-activity

