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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 06 — páginas 1 a 20

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Assuntos identificados: astronomia, órbita, telescópio, espacial, terra, júpiter, meteoros, observação, velocidade, brasileira.

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Espectro Eletromagnético As várias faces da luz revelando-nos o Universo Espectro Eletromagnético As várias faces da luz revelando-nos o Universo Ano 02 - Nº 06 - Maio/2015 REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL AGENDA DOS LANÇAMENTOS ESPACIAIS BRAMON, O OBSERVATÓRIO DE METEOROS DO BRASIL ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL AGENDA DOS LANÇAMENTOS ESPACIAIS Telescópios O que precisamos saber antes de comprar um Telescópios O que precisamos saber antes de comprar um Tour pelo Sistema Solar Júpiter, o deus dos deuses Tour pelo Sistema Solar Júpiter, o deus dos deuses BRAMON, O OBSERVATÓRIO DE METEOROS DO BRASIL ARCAA: O ENCANTO COM O CÉU PSEUDOCIÊNCIAS: A FARSA DA ASTROLOGIAPSEUDOCIÊNCIAS: A FARSA DA ASTROLOGIA Astronáutica Introdução à Mecânica Orbital Astronáutica Introdução à Mecânica Orbital ENTREVISTA: ASTRONAUTA MARCOS PONTES OBA: OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA Telescópios O que precisamos saber antes de comprar um Telescópios O que precisamos saber antes de comprar um

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Descobertas sempre impulsionaram a ciência e tornaram nossa civilização no que é hoje. Trabalhos como o de Copérnico, Kepler, Newton, Halley, Hubble e Einstein moldaram a astronomia, mas tão fundamental quanto a descoberta, é a transmissão desse conhecimento para outras pessoas. A divulgação da ciência é tão fundamental quanto a descoberta, pois é a divulgação que alfabetiza cientificamente as pessoas, e as iluminam para sair da escuridão do misticismo e da ignorância. O conhecimento não pode, e não deve ficar restrito, sendo a maior herança deixada pela nossa espécie, e que deveria estar ao acesso de todos. É com essa perspectiva da ciência que dentro de nossas oportunidades e condições, organizamos e tornamos realidade a revista AstroNova, surgida há um ano, com o amadurecimento de uma ideia já antiga, durante uma observação de recepção de estudantes de uma universidade local, e que hoje é uma realidade muito superior ao que sonhamos naquele momento. Em uma época de intolerância, quando vemos a educação marginalizada aos olhos de nossos governantes, temos a certeza que estamos no caminho certo. Um caminho tortuoso e difícil, mas que leva ao oásis do conhecimento, onde as trevas da ignorância, do misticismo e da pseudociência perdem lugar para o pensamento e o método científico. E nesse clima de aniversário, preparamos uma edição recheada de assuntos voltados tanto para o iniciante como para o mais experiente dos amantes da astronomia. Além de uma entrevista exclusiva com o astronauta Marcos Pontes, falando sobre os rumos do programa espacial brasileiro, e de suas experiências com a Missão Centenário. Espero que aproveitem essa edição, e que ela possa ser útil para o desenvolvimento de novos astrônomos amadores, e principalmente amantes do cosmos. Bons céus limpos, e pouca poluição luminosa para todos! Maico Zorzan/CAEH AstroNova . N.06 . 2015 Editores: Maico A. Zorzan maicozorzan@outlook.com Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Redatores: Charline Barbosa chaarline.barbosa@gmail.com Jéssica Pauletti jessicapauletti@hotmail.com Maico A. Zorzan maicozorzan@outlook.com Rafael Junior eletrorafa@gmail.com Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Revisão: Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Arte e Diagramação: Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Astrofotos: Augusto César Araújo Matheus Leal Castanheira Newton Cesar Florencio Capa Aglomerado de galáxias de Coma EXPEDIENTE EDITORIAL Maico Zorzan CAEH apod.nasa.gov/apod/ap150301.html

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SUMÁRIO Astronomia Amadora Sou iniciante e quero comprar um telescópio. Mas qual? Tour pelo Sistema Solar JÚPITER, o deus dos deuses 07 09 11 15 31 Astronáutica Noções básicas de Mecânica Orbital43 Entrevista Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro BRAMON Rede Brasileira de Observação de Meteoros Astronomia Amadora Encanto não se explica 23 Espectro Eletromagnético As várias faces da luz! 19 Pseudociências A astrologia funciona... SÓ QUE NÃO! Ano 2 | Edição nº 06 | 2015 37 Educação Conheça a OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

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Principais Lançamentos do TrimestrePrincipais Lançamentos do Trimestre ASTRONÁUTICA Foguete: PROTON (Roscosmos) Carga: Turksat 4B - satélite de comunicações Local: Cosmódromo de Baikonour Data: 30/06/2015 Foguete: VEGA (ESA/ASI) Carga: Sentinel 2A - satélite p/ observação da Terra Local: Espaçoporto de Kourou Data: 11 ou 12/06/2015 RÚSSIARÚSSIA ÍNDIAÍNDIA Foguete: GSLV Mk. 2 (ISRO) Carga: GSAT-6, satélite de comunicação geoestacionario Local: Base de Sriharikota Data: maio/2015 EUROPA/ GUIANA FRANCESA EUROPA/ GUIANA FRANCESA Foguete: FALCON 9 (SpaceX) Carga: Jason 3 - satélite para altimetria oceânica Local: Base de Vandenberg Data: 22/07/2015Foguete: DELTA 4 (Nasa) Carga: GPS 2F-10, satélite de posicionamento global Local: Base do Cabo Canaveral Data: 16/06/2015 ESTADOS UNIDOS ESTADOS UNIDOS Foguete: SOYUZ FG (Roscosmos) Carga: Soyuz TMA-17M (Expedição ISS/43S) Local: Cosmódromo de Baikonur Data: 26/05/2015 Foguete: PSLS (ISRO) Carga: IRNSS 1E, satélite de posicionamento regional Local: Base de Sriharikota Data: maio/2015 Foguete: ARIANE-5 (ESA/Cnes) Carga: satélites Star One 4 / MSG4 SO4 - TV, operado pela Embratel MSG4 - meteorológico, da Europa Local: Espaçoporto de Kourou Data: 02/07/2015

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Estação Espacial Internacional (ISS)Estação Espacial Internacional (ISS) ASTRONÁUTICA Nanossatélite AESP-14, totalmente desenvolvido no Brasil, foi lançado com sucesso da Estação Espacial Internacional Nanossatélite AESP-14, totalmente desenvolvido no Brasil, foi lançado com sucesso da Estação Espacial Internacional Astronauta Samantha Cristoforetti (ESA) toma o primeiro café espresso feito no espaço, concluindo estudos feitos sobre o comportamento de fluidos em ambiente de microgravidade. Astronauta Samantha Cristoforetti (ESA) toma o primeiro café espresso feito no espaço, concluindo estudos feitos sobre o comportamento de fluidos em ambiente de microgravidade. Astronauta Scott Kelly e cosmonauta Mikhail Kornienko são as "cobaias" para estudo dos efeitos da microgravidade no corpo humano em longo prazo. Astronauta Scott Kelly e cosmonauta Mikhail Kornienko são as "cobaias" para estudo dos efeitos da microgravidade no corpo humano em longo prazo. Caminhada espacial realizada dia 23/02 pelos astronautas da Nasa, Wilmore e Virts. Eles instalam um novo sistema de comunicação na parte externa da ISS. Caminhada espacial realizada dia 23/02 pelos astronautas da Nasa, Wilmore e Virts. Eles instalam um novo sistema de comunicação na parte externa da ISS. Próxima Expedição - Soyuz TMA-17M (26/05)Próxima Expedição - Soyuz TMA-17M (26/05)Tripulação atual - Expedição 43Tripulação atual - Expedição 43 A tripulação "One-Year" já está na ISS.A tripulação "One-Year" já está na ISS. Principais atividades do período (fevereiro a abril/2015)Principais atividades do período (fevereiro a abril/2015)

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Da Nasa Com suas numerosas luas e vários anéis, o sistema Júpiter é um "minissistema solar". Júpiter é o maior planeta do nosso sistema e em composição se assemelha a uma pequena estrela. De fato, se Júpiter fosse entre 50 e 100 vez maior, ele se tornaria uma estrela em vez de um planeta. Em 7 de janeiro de 1610, enquanto observava o céu de seu jardim em Pádua, Itália, o astrônomo Galileu Galilei ficou surpreso em ver quatro pequenas "estrelas" perto de Júpiter. Ele tinha descoberto as quatro maiores luas do planeta, agora chamadas Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Coletivamente, estas quatro luas são conhecidas hoje como satélites galileanos. 05 SISTEMA SOLAR 07 Galileu ficaria espantado com o que descobriu-se sobre Júpiter e suas luas nos últimos 30 anos. Io é o corpo mais ativo vulcanicamente em nosso sistema solar. Ganimedes é a maior lua planetária e possui seu próprio campo magnético. Pode haver um oceano líquido sob a crosta congelada de Europa. Um oceano gelado também pode existir sob a crosta de Calisto. Apenas em 2003, os astrônomos descobriram 21 novas luas orbitando o planeta gigante. Júpiter agora possui oficialmente 61 luas -disparadamente o maior número no sistema solar. Muitas das luas exteriores são provavelmente asteróides capturados pela gravidade do planeta gigante. À primeira vista, Júpiter parece listrado. Estas listras são cinturões escuros e zonas de luz criados pelos fortes ventos leste-oeste na atmosfera superior de Júpiter. Dentro destes cinturões e zonas há sistemas de tempestades que atuam há anos. A Grande Mancha Vermelha do hemisfério sul existe há pelo menos cem anos e talvez mais, já que Galileu relatou ter visto uma característica semelhante pelo menos 400 anos atrás. Três Terras cabem na Grande Mancha Vermelha. O núcleo de Júpiter provavelmente não é sólido, mas um líquido quente e denso com a consistência de uma sopa espessa. A pressão dentro de Júpiter pode ser 30 milhões de vezes maior do que a JÚPITER Um Tour pelo Sistema Solar O deus dos deuses

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Júpiter estão inseridos em um intenso cinturão de radiação de íons e elétrons presos no campo magnético. A magnetosfera joviana, que compreende estas partículas e campos, se estende mais de um bilhão de quilômetros além de Júpiter -até a órbita de Saturno. Descobertos em 1979 pela espaçonave Voyager 1 da Nasa, os anéis de Júpiter foram uma surpresa: um anel principal chato e uma anel interno em forma de nuvem, chamado halo, ambos compostos de pequenas partículas escuras. Um terceiro anel, conhecido como anel de gaze devido à sua transparência, é na verdade três anéis de detritos microscópicos de três pequenas luas: Amaltea, Tebe e Adrastea. O sistema de anéis de Júpiter pode ser formado por poeira desprendida à medida que 08 pressão na superfície da Terra. Enquanto Júpiter realiza sua rotação, um campo magnético gigante é gerado em seu interior líquido condutor de eletricidade. Presas dentro da magnetosfera de Júpiter -a área na qual as linhas do campo magnético envolvem o planeta de pólo a pólo- estão partículas carregadas suficientes para tornar as regiões internas da magnetosfera do planeta no ambiente radioativo mais mortal encontrado em qualquer um dos planetas, tanto para seres humanos como para equipamentos eletrônicos. A "cauda" do campo magnético de Júpiter -a porção que se estende atrás do planeta à medida que o vento solar passa por ele- já foi detectada atingindo a órbita de Saturno. Os anéis e luas de meteoros interplanetários colidem contra as quatro pequenas luas internas do planeta gigante. O anel principal provavelmente vem da minúscula lua Metis. Em dezembro de 1995, a espaçonave Galileu da Nasa lançou uma sonda na atmosfera de Júpiter. Carregando seis instrumentos científicos, a sonda sobreviveu à pressão esmagadora e ao calor incinerador por quase uma hora, coletando as primeiras medições diretas da atmosfera de Júpiter, os primeiros dados reais sobre a química de um planeta gasoso. Após o lançamento da sonda, a espaçonave Galileu iniciou uma órbita de vários anos em Júpiter, observando de perto cada uma das luas maiores várias vezes. · Distância do Sol: 778.412.020 km 4 · Raio equatorial: 7,1492 x 10 km 15 · Volume: 1,4255 x 10 km³ 27 · Massa: 1,8987 x 10 kg 10 · Área: 6,21796 x 10 km² 2 · Gravidade: 20,87 m/s · Temperatura:-148°C · Atmosfera: hidrogênio (90%), hélio (~10%) Imagens mais recentes do telescópio espacial Hubble (Nasa/ESA) mostram que a grande mancha de Júpiter vem diminuindo de tamanho. AstroNova . N.06 . 2015 JÚPITER: dados mais relevantes www.nasa.gov Tradução: George El Khouri

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09 ENTREVISTAENTREVISTA Primeiramente gostaríamos de agradecer a oportunidade dada a iniciativa da revista AstroNova, e parabenizar pelo esforço e pelas contribuições que ajudam muito a comunidade astronômica brasileira. É um prazer tê-lo conosco. 1 Como foi seu despertar para a ciência? >> Através da aviação. Eu imaginava como seria ser piloto/astronauta e como seria o desenvolvimento da tecnologia envolvida. 2 As novas gerações, elas estão sendo bem estimuladas para ter interesse pela astronomia e astronáutica? >> No Brasil, infelizmente, não. Há muito interesse em como utilizar  a tecnologia e pouco estimulo para criar  tecnologia. Não existem projetos com a devida ênfase e constância para estímulo à educação científica dentro do Programa Espacial e outros programas C&T no Brasil. 3 - O que você diria a um jovem que gostaria de se dedicar a ser um astronauta? Qual caminho ele deve seguir? >> Ter confiança na sua capacidade, estudar muito e não esperar por muito apoio. 4 O que você acha do desenvolvimento amador de experimentos na área de foguetes e propulsores? >> É uma excelente iniciativa. 5 Qual o sentimento de olhar o nosso planeta do espaço? E passar sobre o Brasil emociona? Qual a melhor sensação tida nessa viagem? >> Magnífica sensação (veja descrição detalhada no meu livro Missão Cumprida. A história completa da primeira missão espacial brasileira ). 6 Como foi sua preparação para representar o Brasil no espaço? >> Ser selecionado pela NASA Marcos Pontes O PRIMEIRO ASTRONAUTA BRASILEIRO Marcos Pontes O PRIMEIRO ASTRONAUTA BRASILEIRO Vinogradov, Pontes e WilliamsTreinamento na RússiaAntes do lançamento

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Chegada na ISS Atividades em órbitaRetorno à Terra 10 AstroNova . N.06 . 2015 para uma turma de astronautas exige um currículo pesado (veja meu currículo em www.marcospontes.com.br). Depois, a formação de um astronauta profissional é bastante intensa (2 anos de curso e vários anos de treinamento especializado). Lembre-se que, além de conhecimento, a competência necessária para voos espaciais inclui habilidades especiais e a atitude correta. Portanto o treinamento inclui 70% de conhecimento técnico em sistemas, 15% de preparação emocional, 10% de preparação fisiológica e 5% de condicionamento físico. 7 O que é mais difícil nesse processo todo? >> Depender da vontade e do conhecimento político para manter o programa ativo e conseguir executar missões para o país. 8 Na sua opinião, qual a importância da corrida espacial na divulgação científica? >> Em todos os países desenvolvidos, a pesquisa espacial é usada como um incentivo à ciência e tecnologia e, pelo natural interesse público que desperta, funciona bem para a divulgação cientifica. 9 Como você vê o futuro da astronáutica no Brasil? >> É necessário primeiro renovar os quadros políticos para que a importância dessa e de outras áreas de P&D sejam compreendidas e apoiadas. 10 Que mensagem gostaria de deixar para os leitores da revista? >> Como cidadãos, somos 100% responsáveis pelas decisões e destinos do país, sejam elas boas ou ruins. Não existem instituições, projetos ou programas de governo, existem instituições públicas. Mais uma vez, os editores da revista AstroNova agradecem pela entrevista. Marcos Cesar Pontes é engenheiro aeronáutico pelo ITA e piloto da Força Aérea Brasileira. Em 1998 encerrou carreira militar quando foi selecionado como astronauta pela Agência Espacial Brasileira. Inicia então seus treinamentos na Nasa. Em 2005, um acordo entre Brasil e Rússia permite que Marcos Pontes ingresse no Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, na Cidade das Estrelas, próximo de Moscou. Em 6 meses, estava apto a voar nas naves Soyuz. Em 30 de março de 2006 embarca na nave Soyuz TMA8 para a Estação Espacial Internacinal (ISS). Inicia-se a Missão Centenário. Nos 7 dias que permaneceu na ISS realizou 10 experimentos: - 4 pesquisas tecnológicas: UFSC e UFPE; - 4 pesquisas científicas: EMBRAPA; Faculdade de Engenharia Industrial; UERJ; Centro de Pesquisas Renato Archer; - 2 experimentos educacionais. Soyuz TMA-8

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13 Lara Susan 3 premiações no concurso de Astrofotografia do 11º EPAST 11 Charline Barbosa Jéssica Pauletti ARCAA (Realeza/PR) Na última quarta-feira (11/03), nas dependências da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)  Campus Realeza foi realizada uma observação noturna do Céu, organizada pelo Astrônomo Real Clube de Astronomia e Astronáutica Amadora (ARCAA), em Realeza. Esta observação tinha por finalidade atender a solicitação realizada por uma professora de Ciências/Biologia, Francieli Carla Soares. A mesma trabalha na Escola Tesouro Encantado, localizada no município de Realeza/PR e, por meio de diálogo com alguns integrantes do grupo, questionou se o mesmo mediaria uma Observação Astronômica com seus alunos(as) do 5º ao 9º ano. Assim, diante de um dos maiores objetivos da ONG ARCAA, que é divulgar a Astronomia para a comunidade, este pedido foi prontamente e felicitamente atendido! A observação foi marcada para as 20 horas e 15 minutos da noite. O fim da tarde daquele dia se mostrava seriamente indeciso. Não sabíamos se choveria, se o Céu ficaria nublado, se os raios que se apresentavam iriam trazer uma tempestade ou se teríamos um lindo Céu com estrelas, planetas e o pedacinho da nossa maravilhosa Via Láctea. No entanto, logo as nuvens desapareceram, os raios sumiram, as estrelas deram a cara , os planetas se fizeram luzir em cena e os sorrisos completaram o que seria uma linda noite. Chegado o momento, se faziam presentes no local cerca de 50 pessoas, dentre elas pais, mães, professores(as) da escola e alunos(as), bem como alguns dos membros do ARCAA. A observação ocorreu na praça da UFFS, em frente ao laboratório 02, que se trata de um local viável para uma aula prática de Astronomia . ASTRONOMIA AMADORA ENCANTO NÃO SE EXPLICA! Estudantes da Educação Básica se admiram com o Céu de Realeza

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AstroNova . N.06 . 2015 12 Aos participantes, dois telescópios e um binóculo estavam disponíveis, além de muita vontade e a curiosidade dos(as) alunos(as). Enquanto alguns dos(as) membros do Clube cuidavam dos telescópios para acertar a localização do que estava sendo observado, os(as) demais membros questionava grupos de alunos(as) por meio de curiosidades do universo. Tais como: Porque não observamos a Lua no Céu nesse momento? O que é uma Estrela? Ela pisca? Quantas estrelas existe no Sistema Solar? E a partir das respostas outras perguntas/dúvidas surgiram. Durante a observação um menino questionou sobre a fabricação de telescópios; outro já queria entender como sabíamos o nome das constelações e foi assim por diante que houve uma ótimo diálogo entre membros e alunos(as). As crianças relataram que não haviam parado para observar o Céu de Realeza e que passariam a fazer isso com mais frequência, também pediram para que em outras observações elas fossem chamados. Assm, o ARCAA muito agradece a professora Francieli por entrar em contato com o grupo, bem como aos(as) alunos(as) que participaram da observação. Posteriormente, em diálogo com a professora, percebemos que foi um momento gratificante para todas as partes envolvidas. Diante de nossa satisfação, certamente serão realizadas outras parcerias com a Escola Tesouro Encantado, bem como com outras Instituições, Entidades e com a comunidade em geral. Na sequência, confiram alguns momentos da Observação Astronômica. Os registros ficaram por conta de Maiara Vissoto, integrante do Clube.

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www.pb.utfpr.edu.br/geastro Gp x mruode Estudo, pesquisa eetensão em Astronoia

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Cinturão de Órion e Nebulosa de Órion 20/02/2014 Londrina - PR Newton C. Florencio

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15 Iniciada no País a pouco mais de um ano, rede de observação e registros de meteoros alcança o patamar único na América Latina e figura como uma das mais importantes redes de observação de meteoros no mundo. Bramon Brazilian Meteor Observation Network ou Rede Brasileira de Observação de Meteoros é uma iniciativa de astrônomos amadores que começou no país em Janeiro de 2014 com a implantação de câmeras para registro e catálogo de meteoros no Hemisfério Sul. Devido a maior concentração de grupos de pesquisa e equipamentos instalados no hemisfério norte, os estudos referentes aos meteoros esporádicos e às chuvas no hemisfério sul são antigos, raros e imprecisos. Foi neste contexto que surgiu a BRAMON; figurando como uma rede com o intuito de preencher uma lacuna existente neste ramo de pesquisa, complementando com informações antes nunca vistas em toda a base de estudo destes fenômenos em nível mundial. O surgimento da Bramon veio após pesquisas às iniciativas anteriores realizadas no País desde 2006 quando as primeiras câmeras foram colocadas em testes. Devido a diversos fatores, até o ano de 2014, não existia uma rede de observação e estudos; apenas algumas iniciativas individuais de registros do fenômeno em vídeo. No final de 2013, o projeto de implantação de uma rede no país foi iniciado com parcerias das redes já conhecidas e consolidadas na Europa tais como Ukmon, Cement/Edmond. ASTRONOMIA PROFISSIONALASTRONOMIA PROFISSIONAL Rede Brasileira de Observação de Meteoros

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16 AstroNova . N.06 . 2015 Esta parceria contribuiu para que a Bramon alavancasse suas operações com uma base de conhecimento avançada, que somada com os testes iniciais por parte de alguns integrantes que a fundaram, permitiu a rede operar com o melhor custo x benefício em termos de hardware Estação de observação e registros de meteoros padronizados pela Bramon Suas câmeras além da atuação na área de vídeo meteoros também têm contribuído para um dos maiores acervos de dados sobre (Eventos Transientes Luminosos TLE), descargas elétricas na alta atmosfera terrestre; estudos no país deste tipo de evento são dos mais raros. através de aquisição via importação de um modelo específico de câmera 90% mais barato que o modelo amplamente difundido em diversas redes mundiais e software de detecção. Com isso foi possível iniciar uma estação em menor tempo e melhor custo x benefício; para fins de comparação uma estação de monitoramento de meteoros em 2008 custava em torno de R$ 1.600,00 (hardware) e hoje após a atuação da Bramon este valor foi reduzido para R$ 500,00 (aproximadamente). A Bramon está constantemente a procura de equipamentos para atender a demanda da rede e sua pesquisa consiste na adoção de um equipamento padronizado para aperfeiçoar as capturas dos dados gerados pelas estações, uma tendência mundial. O conceito de rede de observação de meteoros é importante, pois une a astronomia amadora em conjunto com a profissional para o desenvolvimento de pesquisas na área, sendo a observação e registros de meteoros uma das poucas atividades científicas que pode ser desenvolvido por amadores na astronomia e de fato as redes de observação de meteoros amadoras contribuem com a maior fatia de dados mundiais a respeito das naturezas dos meteoros. Com um banco de dados centralizados de todas as estações que permite melhor análise das capturas, a Bramon prepara em 2015 a publicação de artigos, onde trata o primeiro ano da rede e estudos mais avançados.

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AstroNova . N.06 . 2015 17 Em breve novas funcionalidades permitirão que os operadores da rede recebam alertas de meteoros detectados por suas câmeras; simultaneamente a ocorrência do evento; bem como uma consulta aos dados obtidos de forma mais rápida e precisa, visando a divulgação e produção de estudos. Também será possível acompanhar ao vivo cada estação da rede operando, sendo este recurso muito interessante para os que desejam acompanhar as famosas chuvas de meteoros em seus dias de pico. Atualmente a Bramon está testando sua quarta geração de câmeras; sendo previsto para o segundo trimestre a primeira estação com câmera em alta definição da rede e uma das poucas no mundo. Toda a infraestrutura é planejada e executada através do trabalho voluntário dos participantes da Bramon e já tem sua importância reconhecida no Brasil e no exterior e pode ser expressa em gráficos dos dados já registrados pela rede. Os gráficos a seguir mostram que, antes da existência da Bramon, existia uma lacuna nos estudos de meteoros no hemisfério sul do planeta observado pela rede Dois anos de registros de meteoros da rede Japonesa (SonotaCo) evidenciando a lacuna no hemisfério sul e a necessidade que havia em uma rede atuando no hemisfério sul terrestre; hoje a Bramon figura como a única rede do hemisfério sul capaz de preencher esses dados ao longo dos anos. Os trabalhos da rede finalizaram o ano de 2014 com o total de 22 estações operando 25 câmeras em nove estados Brasileiros (AL, SP, MG, RJ, ES, SC, MT, GO, DF). Hoje a rede conta com 26 estações a operar 30 câmeras. O balanço inicial de 2014 conta com 25.286 meteoros individuais catalogados sendo deste total: !7.721 meteoros pareados entre duas ou mais estações. !3.756 órbitas de meteoros calculadas com base em triangulações. !Uma média de 2,06 estações para cada órbita adquiridas. Acima Meteoros catalogados pela Bramon em 2014 e seus radiantes. Abaixo Mapa de triangulações da rede no ano de 2014, os pontos amarelos/vermelhos são os meteoros triangulados entre duas ou mais estações da rede. RADIANTE Esporádicos South Iota Aquarids Eta Aquarids Alpha Capricornids Eta Eridanids South. Delta Aquarids Perseids Sigma Hydrids August iota Cetids Orionids Geminids Microscopids Dec. Comae Berenicids Leonids ÓRBITAS REGISTRADAS 2.512 182 99 76 56 48 37 32 26 26 25 24 20 20

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18 AstroNova . N.06 . 2015 japonesa SonotaCo; agora esta lacuna está sendo preenchida a cada dia pela rede Brasileira e sua atuação em nove estados do país. Recentemente a Bramon teve uma atuação notória e precisa em definir os locais de quedas dos destroços do foguete Falcon-9 bem como determinar o local de queda do meteorito Porangaba; feitos inéditos no país. Com o constante aprimoramento da rede, seus equipamentos e infraestrutura, a Bramon espera se consolidar como uma das maiores redes de observação, registro e estudos de meteoros no mundo, junto com Sonotaco (Japão), Edmond (Europa), Cams (EUA), Ukmon (Reino Unido). E para isso, a rede está empenhada em pesquisa e desenvolvimento de equipamentos e materiais Implantação de banco de dados da Bramon, em breve alertará sobre bólidos avistados e registrados por suas câmeras no exato momento do evento, bem como permitirá transmissões ao vivo das estações e cobertura de chuvas de meteoros já catalogadas. Acima; registro em 3 estações de um mesmo meteoro. que se adaptem a economia/realidade do país. O objetivo da rede a cada dia está se cumprindo, e a versatilidade dos equipamentos permite que qualquer pessoa interessada em uma estação possa integrar a Bramon, bastando possuir um computador (dedicado), placa de captura, câmera apropriada e software de operação. A rede conta com um site (www.bramon.org) bem como página no facebook para os interessados em saber mais sobre o projeto.

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Maico Zorzan maicozorzan@hotmail.com As pessoas abrem seus jornais preferidos todas as manhãs, e nele veem as notícias do dia, tudo que aconteceu no dia anterior, o que está previsto para o dia atual, e também para muitos como os astros influenciarão suas vidas profissionais, pessoais e amorosas. Uma cena do cotidiano de muita gente, mas que se ampara em uma influência cósmica sem nenhum fundamento científico, chamada astrologia. A astrologia sempre foi uma forma da espécie humana suprir sua necessidade de tentar prever o que irá acontecer com o seu futuro e com o de sua sociedade. Antever, por exemplo, que o ano seguinte seria chuvoso tinha, pelo menos hipoteticamente, certa vantagem sobre os demais. Com certeza, isso ajudaria na agricultura na caça, no reparo das moradias, na estocagem de alimentos, e em muitos outros fatores fundamentais para a perpetuação da espécie. Os povos antigos perceberam que o sol era essencial para as necessidades do homem, então eles concluíram que outros corpos celestes também deveriam ser. Ao olhar para o céu, era possível verificar as estações do ano. O que se definia com isso era o momento de caçar, pescar, estocar alimento, plantar, colher. Determinadas plantas e frutas deveriam ser plantadas no outono, outras somente produzem no verão. Com o começo da civilização, saber a chegada da época das chuvas era fundamental para reparar os telhados, achar local para amparar os animais, guardar lenha seca para as fogueiras, e outros cuidados pertinentes, tornaram a vida mais fácil para todos. O problema é que ao estudar o movimento dos astros, os antigos também esperavam para determinar a vontade dos deuses e assim prever o futuro em um âmbito mais individualista. Se os corpos celestes se mudassem de uma certa maneira e certos eventos acontecessem em 19 ASTROLOGIA FUNCIONA... PSEUDOCIÊNCIASPSEUDOCIÊNCIAS SÓ QUE NÃO! ASTROLOGIA FUNCIONA... ASTROLOGIA FUNCIONA... SÓ QUE NÃO!SÓ QUE NÃO!

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seguida, então da próxima vez que eles se mudaram dessa forma, as coisas semelhantes deveriam acontecer. Isso é totalmente possível quando olhamos para o clima, ou para a produção de certos alimentos, mas se torna totalmente inútil quando tentamos prever o futuro de reinos, nascimento de príncipes, vitórias em batalhas e na arrumação da cama real. Na antiguidade, os gregos estudaram os corpos celestes matematicamente e cientificamente  e definiram os signos do Zodíaco. Nessa mesma época os nomes dos deuses gregos e romanos foram então atribuídos aos planetas. Astrologia é a alegação de que os planetas abrigam no momento de nosso nascimento influência profunda em nossa vida e futuro. Os astrólogos eram empregados apenas pelo 20 AstroNova . N.06 . 2015 estado e em muitos povos tornava-se uma ofensa mortal se alguém que não era o astrólogo oficial lesse os presságios dos céus. A astronomia e a astrologia nem sempre foram tão distintas, na maior parte da história, uma se sobrepôs à outra, mas chegou uma época em que a astronomia escapou do confinamento da astrologia, as duas tradições começaram a divergir na vida e na mente de Johannes Kepler, que foi quem desmistificou os céus ao descobrir que há uma força física por trás do movimentos dos planetas, sendo ele o primeiro astrofísico e o último astrólogo científico. Mesmo com essa separação que varreu as bases intelectuais da astrologia, ocorrida há mais de 300 anos, ela ainda possui força e popularidade em uma sociedade ainda pautada pela vontade de acreditar e pelo misticismo. A prova disso é a quantidade de revistas especializadas nessa prática, existente nas bancas. Também jornais, praticamente todos, possuem colunas diárias de astrologia, assim como programas de variedades na Tv e rádio. E para muitos ela satisfaz a vontade de ter suas vidas ligadas ao universo. Realmente estamos ligados ao universo, mas não da forma como a astrologia sonha. Nossa espécie, e toda a vida do nosso planeta, depende da energia do Sol, assim como a Lua influencia diretamente a dança das marés. Mas essa ligação não é responsável pelo dia ruim que você teve, pelo namorado que arranjou, pelo emprego que perdeu. Para a parcela dos leitores de jornal que leem e acreditam em astrologia, se questionados sobre sua confiabilidade, responderão que muitas vezes seus dias foram exatamente como descritos em seu horóscopo. Mas também com textos vagos, mensagens genéricas e frases de auto ajuda barata, tudo isso em um texto tão óbvio e cheio de lacunas que dói aos olhos. Textos cheios de palavras como: amigos, amor, ajuda, mente, melhor, pronto, energia, vida, segurança e sucesso, entre outras, fica fácil interpretar James Randi é um ilusionista norte-americano especializado em desmascarar fraudes. Neste vídeo, disponível no YouTube, ele demonstra como as previsões de horóscopos induzem ao autoengano. Com textos genéricos compatíveis com tudo, acabam por dizerem nada. Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=hg5TMYOdSUA James Randi - Astrologia

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21 uma previsão que lhe agrade, e isso unido com o fator psicológico de quem está lendo, com certeza teremos gente acreditando nessa técnica. Mas tudo bem, algumas pessoas querem e precisam acreditar em algo. Como já disse Carl Sagan, a astrologia dá significado cósmico às rotinas dessas pessoas e, dentro de suas estranhas mentes, elas acreditam que seu destino e sorte são controlados pelas estrelas. Carl Sagan também exemplifica na série Cosmos, que a astrologia pode furar em coisas simples, como a vida de gêmeos nascidos com apenas alguns segundos ou minutos de diferença, sobre a suposta influência dos mesmos astros, e que possuem vidas, com carreiras, profissões, amores e problemas tão diferentes. E até mesmo gêmeos onde um tenha morrido na infância, e outro que teve uma vida longe e próspera. A falta de critérios científicos da astrologia também é visível diretamente ao se abrir os jornais. Ao compararmos duas colunas de horóscopo, em jornais distintos, com total e absoluta certeza teríamos previsões opostas, e até contraditórias para cada signo. Talvez isso ocorra pelo fato de desprezarem que temos 13 constelações zodiacais, e não 12 como os astrólogos usam, pelo fato de desprezarmos nossas estrelas mais próximas, a influência gravitacional de buracos negros, talvez aquele cometa que era para dar espetáculo e foi pulverizado pelo Sol alterou todo seu destino. Ou o trivial e mais sensato, que é admitir o fato que seu horóscopo não está submetido ao método científico, e nada mais é que uma forma lucrativa de engodo adotada por um astrólogo perto de você. Curandeiros, xamãs, bruxos, videntes, astrólogos, e toda a classe de charlatães surgiram, e ainda vão surgir, para realizar essa árdua tarefa de prever o futuro com o uso de cartas de tarô, borras de café, búzios, posição dos astros em relação ao signo do cliente , formato da "freada na cueca", ruínas antigas, formato das linhas da mão, etc. E para eles, quanto menos as pessoas questionem suas falhas, melhor, pois enquanto existir crédulos, existirá lucro nessas práticas. Videntes falham, sempre! Se quiser virar um vidente de verdade, só faça previsões genéricas e bem amplas. As chances de erros são nulas. Caso erre em alguma previsão, diga que houve uma mudança no futuro! Essas práticas acontecem desde o início da civilização, e enquanto não tivermos uma população totalmente alfabetizada cientificamente, dificilmente elas perderão seu espaço. Mas não nos custa prever  e sonhar com o dia em todos terão consciência de perceber que a única coisa que nos conecta aos planetas e estrelas são os átomos que nos constroem. AstroNova . N.06 . 2015 Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=dO53EpePCjk Carl Sagan sobre Astrologia (Cosmos) Na série original de Cosmos, o astrobiólogo Carl Sagan dedica parte do terceiro episódio para discorrer sobre a astrologia, suas contradições e incompatilibidades científicas.

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