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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 41 — páginas 21 a 25

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Assuntos identificados: foguete, motor, foguetes, reação, ultravioleta, satélite, líquido, espacial, local, combustível.

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23 WILHELM RITTER E A DESCOBERTA DO ULTRAVIOLETA Ricardo Francisco Pereira www.recursosdefisica.com.br Em 1800, William Hershel estudando a relação entre a luz e o calor descobriu que após o vermelho no espectro da luz visível, existia uma forma de luz não visível que posteriormente foi chamada de Infravermelho (ver Revista Astronova nº 40, pág. 09). Foi a primeira vez que foi provado a existência de uma forma de luz não visível ao olho humano. Em 1801, Wilhelm Ritter, um físico alemão, fazia pesquisas sobre a energia luminosa de diferentes partes do espectro, utilizando a luz solar filtrada através de diferentes materiais. Ele estava interessado em investigar os efeitos da luz solar sobre as substâncias químicas. Em um de seus experimentos Ritter passou a luz solar através de um prisma para decompor a luz branca em seu espectro de cores componentes e essa luz atingia tiras de papel embebecida em uma solução de cloreto de prata. Quando a luz atinge o cloreto de prata, ocorre uma reação química que produz minúsculos grãos de prata, que parecem pretos e por isso o cloreto de prata escurece. Seguindo a lógica que William Herschel usou no experimento que descobriu o infravermelho no ano anterior, Ritter decidiu verificar o que aconteceria se fizesse testes além da extremidade violeta do espectro, onde não se podia ver luz alguma. Ele acabou descobrindo que algo que estava além do violeta, ou seja, fora do espectro da luz visível e tinha a capacidade de causar mais reações químicas em algumas substâncias, como o cloreto de prata. Originalmente Ritter nomeou essa “luz invisível” como "raios químicos". Posteriormente essa “luz invisível” ficou conhecida como Ultravioleta e não difere fisicamente da luz visível, exceto pelo valor de ELETROMAGNETISMO www.esa.int

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Wilhelm Ritter (1776-1810). Imagem do Sol no Ultravioleta. Fonte: www.nasa.gov 24 AstroNova . N.41 . 2024 seu comprimento de onda que é mais curto do que o da luz visível. Para nós, o Ultravioleta é invisível, mas para alguns animais, tais como pássaros, répteis e insetos (por exemplo, abelhas), eles conseguem ver radiação ultravioleta. Muitos pássaros têm desenhos em suas plumagens que são invisíveis nos comprimentos de onda usuais da luz visível, mas podem ser vistos com o uso da luz ultravioleta. Os experimentos pioneiros de Ritter abriram caminho para o estudo sistemático da radiação Ultravioleta e para o desenvolvimento de tecnologias que exploram seus efeitos em uma variedade de campos, incluindo estudos da fotossíntese, sobre esterilização de ambientes ou objetos, síntese da vitamina D, medicina (diagnóstico médico), fotografia, indústria de semicondutores, detectores de fluorescência, impressão 3D e revestimentos, análise de materiais e controle de qualidade e logicamente, na Astronomia. Ricardo Francisco Pereira é professor do Departamento de Física da UEM. Graduado em Física, é mestre e doutor em Educação para a Ciência e Matemática. Mantém a página Recursos de Física. Para saber mais: Radiação Ultravioleta: https://pt.wikipedia.org/wiki/Radi ao_ultraviole ta Radiação Ultravioleta (UV) https://mundoeducacao.uol.com. br/fisica/radiacao-ultravioleta- uv.htm O experimento de Ritter: https://www.if.ufrgs.br/~riffel/not as_aula/ensino_astro/roteiros/R oteiro_Experimento_Ritter.htm A evolução da luz UV e o nosso cotidiano: https://uvproesterilizadores.com. br/blog/a-evolucao-da-luz-uv Esquema do experimento de Wilhelm Ritter que permitiu a descoberta do ultravioleta. O espectro visível Papel exposto à luz azul Papel exposto à luz violeta Papel exposto à ultravioleta ficou mais escuro

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REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA AstroNova é uma colaboração de entusiastas, estudantes, professores, astrônomos amadores e profissionais para a divulgação de Astronomia e Ciências da Natureza. É trimestral, com divulgação gratuita. É permitida sua reprodução total ou parcial desde que citada a fonte. Nos acompanhe nas redes sociais: Disponível em: www.astronova.com.br /revistaastronova /revistaastronova /rev_astronova/AstroNovaBrasil /astronova

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