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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 49 — páginas 21 a 36

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Assuntos identificados: espacial, catálogo, mecanismo, estrelas, objetos, interkosmos, terra, primeiro, engrenagens, espaço.

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Constelação de Órion 16/01/2026 Sarandi - PR - Brasil Astrofotógrafo: Adriane Casteleira Constelação de Órion 16/01/2026 Sarandi - PR - Brasil Astrofotógrafo: Adriane Casteleira

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25 Rafael Cândido Jr. [email protected] Quando pensamos na cor do planeta Terra, lembramos da famosa frase dita por Gagarin no primeiro voo espacial em 1961: "A Terra é azul!" Mas a Terra certamente nem sempre foi dessa cor. Neste artigo vamos conhecer uma interessante hipótese sobre a atmosfera e a vida primitiva do nosso planeta. As premissas da hipótese A Terra Violeta é uma hipótese de Astrobiologia proposta pelo biólogo ASTROBIOLOGIA molecular indiano Shiladitya Das Sarma em 2007. Conforme esta hipótese, as primeiras formas de vida da Terra realizavam fototrofia (obtenção de energia através da luz). Porém não eram baseadas em clorofila, mas sim em uma molécula mais simples, o retinal. Isso faria com que a biosfera da Terra fosse predominantemente violeta. Estima-se que ocorreu entre 3,5 a 2,4 bilhões de anos atrás, durante o éon Arqueano, antes do Grande Evento de Oxigenação e da Glaciação Huroniana. Fototrofia de arqueias Atualmente, existem seres vivos que utilizam o retinal como forma de obtenção de energia, as arqueias da classe Haloarchaea. Este processo, denominado fototrofia utiliza uma proteína específica da membrana celular, a bacteriorrodopsina, a qual contém como pigmento o retinal. O processo de transformação da luz em energia ocorre em três passos: - Absorção: quando um fóton de luz, na frequência A HIPÓTESE DA TERRA VIOLETA

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26 AstroNova . N.49 . 2026 aproximada de 568 nm (cor verde), atinge o retinal, este é absorvido e sua energia provoca uma alteração molecular denominada isomerização. - Bombeamento: no processo de isomerização, ocorre o bombeamento de íons H+ para fora da célula. - Geração de energia: ao se formar uma diferença de concentração com mais íons H+ fora da célula do que dentro, ocorre a reentrada destes íons através da membrana celular, na qual a enzima ATP-sintase forma ATP, armazenando energia para o funcionamento da célula. Como as membranas celulares de Haloarchaea contém retinal e a absorção é de luz verde, são refletidas as componentes vermelha e azul da luz, resultando em uma cor violeta. Para comparação, a clorofila presente em vegetais, algas verdes e cianobactérias, absorve as componentes vermelha e azul da luz e reflete a cor verde. Do violeta ao azul da cor do mar Microrganismos com fotopigmentos roxos e verdes frequentemente coexistem em colônias estratificadas conhecidas como tapetes microbianos, onde podem utilizar faixas complementares do espectro solar. É possível que a biosfera da Terra primitiva tenha sido inicialmente dominada por colônias de arqueias com fotossíntese baseada em retinal, que absorviam toda a luz verde, permitindo que outras bactérias que vivessem mais abaixo do “tapete” de arqueias nos oceanos, evoluíssem utilizando o espectro residual de luz vermelha e azul. No entanto, quando estas bactérias evoluíram e começaram a realizar fotossíntese, o oxigênio foi liberado e começou a se acumular, primeiro no oceano e depois na atmosfera. Ao longo de um bilhão de anos, quantidades suficientes de oxigênio foram produzidas. Assim, a atmosfera, que antes era fortemente redutora, tornou-se permanentemente oxidante, com abundância de moléculas de oxigênio. Este evento foi denominado Grande Evento de Oxigenação. Isso coincidiu com o início de uma era glacial global de 300 milhões de anos no início do Proterozoico, conhecida como Glaciação Huroniana, que também pode ter sido parcialmente causada pelo esgotamento do metano atmosférico, um potente gás de efeito estufa, devido à oxigenação da atmosfera. Essa glaciação devastou muitas espécies de microrganismos anaeróbicos. Porém, ainda Professor Shiladitya Das Sarma (Universidade de Maryland, campus Baltimore). Cultura isolada em frasco erlenmeyer e tubo de ensaio com os componentes da membrana celular de Haloarchaea.

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27 AstroNova . N.49 . 2026 existiam nichos em que estes se adaptaram. Isso forçou os anaeróbios sobreviventes a ocuparem zonas de mínimo oxigênio, como águas profundas ou com baixo oxigênio dissolvido; ou viverem em simbiose com microrganismos aeróbios, cujas colônias consumiam o oxigênio livre criando bolsões de hipóxia onde os anaeróbios podiam prosperar. Isso pode ter aberto o caminho para uma endossimbiose de longo prazo entre arqueias anaeróbias e bactérias aeróbias. O sucesso subsequente de organismos clorofílicos mais avançados (particularmente algas verdes e plantas primitivas) na colonização terrestre criou uma biosfera verde em toda a Terra. Procurando exoplanetas violetas Astrobiólogos sugerem que o pigmento retinal pode ser considerado como uma bioassinatura, um sinal detectável remotamente de vida extraterrestre em exoplanetas. Historicamente, os cientistas buscavam planetas que refletiam luz esverdeada como possíveis planetas com organismos fotossintéticos, devido à presença implícita de clorofila. A hipótese da Terra violeta sugere que os métodos de busca devem ser expandidos para planetas que refletem luz azul e vermelha, uma vez que a evolução da fototrofia baseada no pigmento retinal também é provável, ou possivelmente até mais plausível do que a evolução de fotossíntese baseada em clorofila. Rafael Cândido Jr. é graduado e mestre em Engenharia Química. Integra o grupo de astronomia Arcturus, da UFABC. Lagunas salinas ricas em Haloarchaea na orla da baía de São Francisco; próximo à Fremont, Califórnia. Representação artística da Terra no éon Arqueano com a hidrosfera violeta. Autor: Oleg Kuznetsov. Para saber mais:

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Nebulosa Cabeça de Cavalo 07/03/2026 Maringá/PR - Brasil Astrofotógrafo: Ricardo Francisco Pereira Nebulosa Cabeça de Cavalo 07/03/2026 Maringá/PR - Brasil Astrofotógrafo: Ricardo Francisco Pereira

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29 Adriane Casteleira [email protected] Quem já fez uso de aplicativos de reconhecimento celeste, como Stellarium e Star Chart, com certeza, já se deparou com nomenclaturas assim: C 77 - NGC 5128 - PGC 46957 - Arp 153 - ESO 270-9. Apesar de parecer com placas de carros, essas sequências de letras e número indicam os catálogos astronômicos nos quais o objeto foi inserido. Portanto, o mesmo objeto pode pertencer a mais de um catálogo. O que é um catálogo astronômico? "Um catálogo astronômico é uma lista ou tabulação de objetos astronômicos, tipicamente agrupados por tipo, morfologia, origem, meio de detecção ou método de descoberta." - Compendium of Practical Astronomy, editado por Günter D. Roth. Pense no catálogo astronômico como um tipo de "inventário" do universo. Um catálogo astronômico é, essencialmente, uma lista organizada de objetos celestes (estrelas, galáxias, nebulosas, aglomerados, etc.) que compartilham uma característica comum ou foram observados durante um levantamento específico, incluindo descrições de suas características e localização, como constelação, ascensão reta e declinação e servem para unificar as informações ASTRONOMIA AMADORA CATÁLOGOS ASTRONÔMICOS O que são? Onde vivem? Para quê servem?

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30 Palestra do 36º Encontro Internacional de Astronautas na UFABC entre os astrônomos do mundo todo. Diferente de um atlas, que é um mapa visual mostrando onde os objetos aparecem no céu, um catálogo serve como um banco de dados de referência, usado para identificar, medir e comparar objetos. Todo observatório, telescópio e missão espacial depende de catálogos para apontar, rastrear e calibrar com precisão. Existem vários tipos de catálogos, gerais e específicos para classificar diferentes objetos de uma mesma classe, como os catálogos de estrelas. Surgimento Os catálogos astronômicos surgiram da necessidade humana de mapear o cosmos para fins de navegação, cronometria e, em tempos antigos, astrologia. Os primeiros registros do céu não eram como os catálogos modernos, mas listas de constelações e eventos celestes usados para prever ciclos agrícolas e presságios, como o Enuma Anu Enlil, uma série de 68 a 70 tabletes cuneiformes da Babilônia datado do 1º milênio a.C., interpreta movimentos da Lua, Sol, planetas e clima para prever o destino do rei e do Estado, sendo fundamental para a astrologia mesopotâmica. Idade antiga O catálogo astronômico com fim científico surgiu quando os astrônomos antigos, especialmente os gregos, começaram a medir posições dos objetos, além de apenas listar nomes. Hiparco de Niceia (século II a.C.), creditado como o pai da astronomia moderna, registrou de forma sistemática cerca de 850 estrelas com o intuito de deixar um registro para futuras gerações compararem mudanças no céu. O Catálogo de Estrelas de Hiparco é tido como o catálogo astronômico mais antigo e embora o manuscrito original de Hiparco tenha se perdido por séculos, seu trabalho sobreviveu de forma indireta através do Almagesto de Cláudio Ptolomeu (século II d.C.), que ampliou e Tablete cuneiforme babilônico. Fonte: wikipedia. ¹ Um palimpsesto é um manuscrito em pergaminho ou papiro, comum na Idade Média, que teve seu texto original apagado (raspado ou lavado) para ser reutilizado para uma nova escrita Hiparco de Niceia em efígie esculpida em uma gema datada do século XIX. Fonte: Wikipedia AstroNova . N.49 . 2026

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AstroNova . N.49 . 2026 31 aprimorou os registros de Hiparco. Recentemente, em 2022, investigações realizadas pela Biblioteca Eletrônica de Manuscritos Antigos e pelo Projeto Lázaro, da Universidade de Rochester, nos EUA,utilizando imagens multiespectrais, descobriram fragmentos do catálogo original de Hiparco escondidos sob textos religiosos em um palimpsesto¹, o Codex Climaci Rescriptus. Hiparco foi o primeiro a utilizar um sistema de coordenadas e a escala de magnitude (brilho) que usamos até hoje. Idade Média Durante a Idade Média, enquanto a Europa Ocidental focava nos aspectos teológicos, o Mundo Islâmico e a China levaram a catalogação a um novo patamar de precisão. Astrônomos árabes e persas não apenas traduziram o Almagesto de Ptolomeu, mas contestaram seus dados. Construíram observatórios e instrumentos, como o astrolábio, para recalibrar as posições estelares O astrônomo persa Al-Sufi (903–986 d.C.), em sua principal obra, o “Livro das Estrelas Fixas”, revisou e atualizou os dados gregos, corrigindo posições e magnitudes. É por causa de Al-Sufi que, hoje, muitas estrelas têm nomes árabes, como Betelgeuse, Rigel e Aldebaran, além de ter sido o primeiro a registrar galáxia de Andrômeda, séculos antes da invenção do telescópio, a qual ele chamou de “Pequena Nuvem”. Em Samarcanda (atual Uzbequistão), Ulugh Beg (1394–1499), trabalhando em seu próprio observatório, compilou um catálogo que se tornou conhecido na Europa nos anos 1500 e foi impresso lá em 1665. Paralelamente, na China, era mantido o registro contínuo de eventos celestes mais longo do mundo. Os astrônomos chineses catalogaram meticulosamente supernovas e cometas. O exemplo mais famoso é a Supernova de 1054, que deu origem à Nebulosa do Caranguejo. Enquanto a Europa mal a registrou, os astrônomos da dinastia Song descreveram seu brilho com precisão de dias. A catalogação moderna A partir do século XVII com as contribuições de Galileu Galilei e Tycho Brahe, a precisão ficou ainda mais acurada. O último e melhor catálogo da era pré-telescópio foi feito pelo habilidoso observador dinamarquês Tycho Brahe (1546–1601), cujas anotações foram incluídas nas Tabelas Rudolfinas do astrônomo e matemático Johannes Kepler. O catálogo de Tycho foi o primeiro em que letras gregas foram atribuídas às estrelas para indicar seus brilhos relativos dentro de cada constelação. Em 1725, o astrônomo inglês John Flamsteed publicou seu catálogo Historia Coelestis Britannica algumas designações ainda estão em uso como, por exemplo, 61 Cygni para a estrela que tem a 61ª maior ascensão reta na constelação de Cygnus. Página do Livro das Estrelas Fixas, de Al-Sufi. “O rosto nas estrelas que brilham no céu”.

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Catálogo de Messier: Entre 1764 e 1781, o astrônomo francês Charles Messier, conhecido por observar e investigar cometas, compilou 110 objetos celestes, com o objetivo de auxiliar a si mesmo e outros astrônomos listando todos os objetos que pôde identificar e que poderiam ser facilmente confundidos com cometas transientes. A publicação tinha ,originalmente, o título "Catálogo de Nebulosas e Aglomerados Estelares Observados entre as Estrelas Fixas sobre o Horizonte de Paris”. Dos 110 objetos do Catálogo Messier, 40 são galáxias, 29 são aglomerados globulares, 27 são aglomerados abertos, 11 são nebulosas, sendo 6 difusas, 4 planetárias e um remanescente de supernova, além de três outros objetos: Messier 24 que é uma parte destacada de um dos braços da Via-Láctea; Messier 40, uma estrela dupla e Messier 73 é um asterismo de quatro estrelas.O Catálogo de Messier ainda é usado nos dias de hoje para referenciar objetos celestes. Catálogos Contemporâneos O Catálogo Henry Draper (HD), elaborado no final do século XIX e início do século XX no Observatório de Harvard, deu início à atual classificação (de Harvard) de estrelas por tipo espectral. Em 1989, a Agência Espacial Europeia (ESA) lançou o satélite Hipparcos. A partir da enorme quantidade de dados sobre posições estelares obtidas pelo Satélite Hipparcos, dois catálogos estelares foram gerados: O Catálogo Hipparcos (HIC), com 118.218 estrelas, e o Catálogo Tycho- 2 (TYC), que registrou 2.539.913 estrelas. Dos catálogos gerais modernos, o “Novo Catálogo Geral de Nebulosas e Aglomerados de Estrelas” (NGC) é um dos mais conhecidos e completos atualmente. Em 1888, John Louis Emil Dreyer publicou o catálogo que contava com compilações e revisões do trabalho de William Herschel e seu filho John Herschel, adicionando descobertas de outros astrônomos da época, contendo um total de 7.840 objetos. Diferente do Nebulosa do Caranguejo, resultado da explosão de uma supernova em imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA, designada como M1 no Catálogo de Messier e como NGC 1952 no Novo Catálogo Geral. Fonte: Wikipedia 32 AstroNova . N.49 . 2026

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33 catálogo Messier, que foca no que é brilhante, o NGC tentou ser um inventário completo de tudo o que os telescópios do século XIX podiam ver: galáxias, AstroNova . N.49 . 2026 nebulosas de todos os tipos e aglomerados estelares. Alguns anos mais tarde, Dreyer publicou dois suplementos ao NGC, em 1895 e 1908, conhecidos como Index Catalogues (IC), descrevendo outros 5.386 objetos astronômicos. Milhares desses objetos são mais conhecidos por seus números NGC ou IC, que Os objetos do Catálogo Caldwell são organizados por declinação: C1 é um objeto do hemisfério norte (NGC 188, em Cepheus), e C109 é um objeto localizado no hemisfério sul (NGC 3195, em Chamaeleon). Dados de mais de 1,8 bilhão de estrelas foram usados ??para criar este mapa de todo o céu. Ele mostra o brilho total e a cor das estrelas observadas pelo satélite Gaia da ESA e divulgadas como parte do Pacote de Dados Antecipados 3 (Gaia EDR3). Fonte: ESA

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34 AstroNova . N.49 . 2026 permanecem amplamente utilizados. Em 1995, o astrônomo britânico Patrick Moore propôs o Catálogo de Caldwell (C), criado como complemento moderno à lista de Messier, destacando objetos brilhantes do céu profundo, incluindo os objetos do hemisfério sul. Moore organizou os objetos por declinação, isto é, pela distância que aparecem ao norte ou ao sul no céu. Assim, a numeração vai do Objetos de Céu Profundo M Messier 110 objetos brilhantes (os "clássicos" para amadores). NGC New General Catalogue 7.840 galáxias, nebulosas e aglomerados. IC Index Catalogue Suplemento do NGC com mais 5.386 objetos. Abell Catálogo de Abell 4.073 aglomerados de galáxias (objetos muito distantes). C Caldwell 109 dos objetos mais bonitos, incluindo objetos do hemisfério sul, para a observação de astrônomos amadores. Estrelas HD Henry Draper Mais de 225.000 estrelas e suas classificações espectrais. HIP Hipparcos Dados de alta precisão (paralaxe) de 118.000 estrelas. SAO Smithsonian Astr. Obs. Catálogo de estrelas usado para navegação e busca. TYC Tycho-2 Mais de 2,5 milhões de estrelas com posições precisas. Gaia Missão Gaia O catálogo moderno definitivo: mais de 1,8 bilhão de estrelas em 3D. Outros Objetos WDS Washington Double StarEspecializado em estrelas duplas/binárias. Kepler / TOITESS Focados em exoplanetas (planetas fora do sistema solar). PGC Principal Galaxies CatalogueFocado exclusivamente na morfologia de galáxias norte para o sul, e não pela ordem de descoberta ou brilho, com o tintuito de facilitar o planejamento de observações em diferentes latitudes, ajudando astrônomos de ambos os hemisférios a saber o que é visível em sua região. A Missão Gaia Gaia foi um ambicioso projeto da Agência Espacial Europeia (ESA) lançado em 2013, que operou um telescópio espacial para criar o mapa 3D mais preciso da Via Láctea. O objetivo é mapear cerca de 2 bilhões de estrelas, o que mal chega a 1% da Via Láctea, registrando posições, movimentos, cores e distâncias para revelar a composição, formação e evolução da nossa galáxia. O telescópio encerrou suas atividades científicas em janeiro de 2025 após a conclusão de seu objetivo. Adriane Casteleira é astrônoma amadora e membro dos grupos Gama e Gedal. Referências: https://www.britannica.com/science/s tar-catalog https://simbad.cds.unistra.fr/simbad/ https://jornal.usp.br/atualidades/pesq uisadores-localizam-evidencias- docatalogo- estelar-de-hiparco-o-pai- daastronomia- antiga/ https://starwalk.space/pt/news/astron omical-catalogs https://www.esa.int/Space_in_Memb er_States/Portugal/Visualizacao_Da_ Cartografia_Estelar_Da_ESA https://sci.esa.int/web/gaia

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Galáxia do Sombrero 25/03/2020 Maringá/PR - Brasil Astrofotógrafo: Bruno Bonicontro Galáxia do Sombrero 25/03/2020 Maringá/PR - Brasil Astrofotógrafo: Bruno Bonicontro

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REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA AstroNova é uma colaboração de entusiastas, estudantes, professores, astrônomos amadores e profissionais para a divulgação de Astronomia e Ciências da Natureza. É trimestral, com divulgação gratuita. É permitida sua reprodução total ou parcial desde que citada a fonte. Nos acompanhe nas redes sociais: Disponível em: www.astronova.com.br /revistaastronova /revistaastronova /rev_astronova/AstroNova

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