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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 03 — páginas 1 a 20

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Assuntos identificados: astronomia, constelações, série, terra, rover, montagem, espacial, ciência, constelação, planeta.

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Ano 01 - Nº 03 - Agosto/2014 EQUIPAMENTOS PARA INICIANTES: PARTE 2 ATIVIDADES NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL AGENDA DOS LANÇAMENTOS ESPACIAIS Entrevista Cristóvão Jacques, astrônomo do Observatório SONEAR Entrevista Cristóvão Jacques, astrônomo do Observatório SONEAR Engenharia Espacial Os jipes robóticos na exploração do Sistema Solar Engenharia Espacial Os jipes robóticos na exploração do Sistema Solar Astronomia Amadora Os primeiros passos As constelações Astronomia Amadora Os primeiros passos As constelações Tour pelo Sistema Solar Vênus, a deusa do amor Tour pelo Sistema Solar Vênus, a deusa do amor CIÊNCIA E ARTE: PERSPECTIVA AS CONTRIBUIÇÕES DA ASTRONOMIA EDUCAÇÃO: APRENDENDO SOBRE NOSSO SOL AS ALEGRIAS DA ASTRONOMIA AMADORA Cosmos UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO-TEMPO A tão esperada nova versão da maior série científica de todos os tempos Cosmos UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO-TEMPO A tão esperada nova versão da maior série científica de todos os tempos Cosmos UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO-TEMPO A tão esperada nova versão da maior série científica de todos os tempos Cosmos UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO-TEMPO A tão esperada nova versão da maior série científica de todos os tempos CONSIDERAÇÕES SOBRE O 11º EPAST REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA

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O primeiro semestre de 2014 termina com boas notícias para os amantes da Astronomia no Brasil. Durante debate sobre divulgação de Astronomia no país, realizado no 11ºEPAST, a necessidade de uma mídia que canalizasse as atividades de Astronomia foi um dos pontos centrais na discussão. Eis que a AstroNova, que estava em sua segunda edição, mostra- se perfeitamente compatível para encarar este desafio. A partir de então nossa revista passa a contar com o compromisso de mais mentes contribuindo com esta pontual, mas firme e decidida iniciativa, que é a da divulgação do conhecimento astronômico e científico no Brasil. O semestre também fecha com a uma das mais completas edições do EPAST, o Encontro Paranaense de Astronomia. Um resumo da bióloga Jéssica Pauletti sobre o 11º EPAST, unanimemente reconhecido pelo seu sucesso de organização, é uma das matérias desta AstroNova. Continuando com o Tour pelo Sistema Solar, trataremos agora do planeta Vênus. Seguimos com a entrevista ao astrônomo Cristóvão Jacques, do SONEAR, e um dos descobridores do cometa que leva seu nome. Hemerson Brandão traz sua análise sobre a reedição da série Cosmos de Carl Sagan, agora apresentada por Neil deGrasse Tyson: Cosmos, A Spacetime Odyssey. Hemerson é a mente idealizadora da revista eletrônica pioneira em divulgação de astronomia no Brasil, a MacroCosmo, da qual devemos muita de nossa inspiração. Aprender um pouquinho sobre o Sol é a proposta voltada a educadores nesta edição. Também contemplaremos um histórico dos jipes robóticos (rovers), cada vez mais importantes para a exploração planetária atual. As contribuições da Astronomia na vida contemporânea e mais dicas de equipamentos ópticos dão continuidade ao conteúdo da AstroNova número 3. Iniciamos nesta edição a AstroNova . N.03 . 2014 Editores: Maico A. Zorzan, Wilson Guerra Redação: Augusto Adams, Cristóvão Jacques, Fernando Bortotti, Hemerson Brandão, Jéssica Pauletti, Maico Zorzan, Michel Corsi, Rafael Junior, Wilson Guerra Revisão: Armando Rossato Diagramação: Wilson Guerra Capa: cometa C/2014 E2 Jacques Contatos: wilsonguerra@gmail.com maicozorzan@outlook.com Sessão de Astrofotos, distribuídas ao longo da revista, com belíssimas imagens feitas por apaixonados em astronomia. Astronomia para iniciantes - reconhecimento de constelações, a influência da Arte Renascentista na construção da Ciência Moderna e a alegria da Astronomia Amadora concluem nossas matérias. Finalmente trazemos a tradicional agenda de lançamento de foguetes e o relatório das principais atividades na Estação Espacial Internacional. Uma boa e proveitosa leitura. Wilson Guerra GCAA - Maringá/PR Wilson Guerra GCAA - Maringá/PR Wilson Guerra Equipe AstroNova

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Wilson Guerra Graduado em Física (UEM) Pós-graduado em Astrobiologia (UEL) Membro fundador do CGAA e CAEH Professor de Física Michel Corsi Batista Graduado em Física (UEM) Doutor em Educação Científica Professor na UTFPR (Campo Mourão) Augusto Adams Astrônomo Amador Engenheiro Elétrico, ênfase Eletrônica e Telecomunicações pela UTFPR Jéssica Pauletti Graduanda de Biologia (UFFS - Realeza) Membro fundadora do ARCAA. Organizadora do 11º EPAST Rafael Cândido Jr. Engenheiro Químico pela USP Doutorando em Eng. Aeroespacial pela UFABC Membro honorário do ARCAA Membro do CASP Hemerson Brandão Comunicador Social pela FAAT Jornalista científico Editor da Revista MacroCosmo Cristóvão Jacques Astrônomo do observatório SONEAR Membro da equipe que detectou o cometa C/ 2014 E2 Jacques Fernando Bortotti Graduando em Física pela UEM Astrônomo Amador Membro do CAEH Maico Zorzan Graduado em Matemática pela UEM. Membro fundador do CAEH Professor de Matemática Contribuiram com esta edição:

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O 12º EPAST será sediado em Ponta Grossa no ano de 2015. A organização do evento ficará a cargo da SPCA - Sociedade Princesina de Ciências Astronômicas. 3, 2, 1... AND... LIFTOFF! Débora Regina, presidente do ARCAA (Realeza), passa estandarte do EPAST para Maurício Kaczmarech, presidente do SPCA, oficializando Ponta Grossa como a sede da 12ª edição do Encontro Paranaense de Astronomia.

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SUMÁRIO AstroNova . N.03 . 2014 Engenharia Espacial Os Jipes Robóticos Entrevista: Cristóvão Jacques, astrônomo do observatório SONEAR Tour pelo Sistema Solar VÊNUS, a deusa do amor 09 11 14 18 32 Iniciando-se na Observação do Céu As constelações 38 Perspectiva: A arte como fonte de inspiração no surgimento da Ciência Moderna Equipamentos Dicas para os iniciantes 23 Ensino de Astronomia Aprendendo um pouquinho sobre o Sol 25 A nova jornada de Cosmos Avaliação de Hemerson Brandão 29 As Contribuições da ASTRONOMIA 45 11º Encontro Paranaense de Astronomia Um evento "Real" 49 Um olhar para o céu As alegrias da astronomia amadora

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Principais Lançamentos PrevistosPrincipais Lançamentos Previstos ASTRONÁUTICA Lançador: SOYUZ FG (Roscosmos) Carga: Soyuz-TMA com 3 tripulantes (Expedição 40/ISS) Lançamento: Cosmódromo de Baikonur Data prevista: 30/09/2014 Lançador: ANTARES (Orbital Science Corp.) Carga: satélite WorldView 3 (para Observação da Terra) Lançamento: Base de Vandenberg Data prevista: 13/08/2014 Lançador: DELTA 4 (Nasa) Carga: cápsula Órion (vazia) (teste dos pára-quedas) Lançamento: Cabo Canaveral Data prevista: agosto/2014 Lançador: SOYUZ FG (Roscosmos) Carga: cargueiro Progress (mantimentos e equipamentos para a ISS) Lançamento: Cosmódromo de Baikonur Data prevista: 29/09/2014 JAPÃOJAPÃO Lançador: H-2A (Jaxa) Carga: sonda Hayabusa 2, que irá trazer à Terra um fragmento do asteroide 1999 JU3 Lançamento: Centro Espacial de Tanegashima Data prevista: dezembro/2014 RÚSSIA/ CASAQUISTÃO RÚSSIA/ CASAQUISTÃO Lançador: VEGA (ESA) Carga: teste com futuro veículo tripulado europeu, o iXV. Lançamento: Centro de Kourou Data prevista: outubro/2014 Lançador: ARIANE-5 (ESA) Carga: satélites Measat 3b & Optus 10 Lançamento: Centro de Kourou Data prevista: 05/09/2014 Veja mais em: www.spaceflightnow.com ESTADOS UNIDOS ESTADOS UNIDOS EUROPA/ GUIANA FRANCESA EUROPA/ GUIANA FRANCESA

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Estação Espacial Internacional (ISS)Estação Espacial Internacional (ISS) Principais atividades do períodoPrincipais atividades do período ASTRONÁUTICA Tripulação atual - Expedição 40Tripulação atual - Expedição 40Próxima Expedição - Soyuz TMA-14M (30/09)Próxima Expedição - Soyuz TMA-14M (30/09) Tripulação realiza experimento SPHERE-Z, que testa tecnologia de nanossatélites. Tripulação encontra tempo para acompanhar os jogos da Copa do Mundo no Brasil. Cosmonautas Oleg Artemyev e Alexander Skvortsov realizam caminhada espacial em 19 de junho com duração de 7 horas e 23 minutos, instalando experimentos no segmento russo da Estação Espacial Internacional. O astronauta alemão Alexander Gerst exibe feliz a quarta estrela da Seleção Alemã.

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08 Flávio Ruzza Lua, Pato Branco-PR/2014 ASTROFOTOGRAFIAASTROFOTOGRAFIA

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Da Nasa À primeira vista, se a Terra tivesse um irmão gêmeo, poderia ser Vênus. Os dois planetas são semelhantes em tamanho, massa, composição e distância do Sol. Mas as semelhanças acabam aí. Vênus não tem oceanos. O planeta é coberto por nuvens espessas, flutuando velozmente, que aprisionam o calor da superfície, criando um planeta escaldante e parecido com uma estufa, oferecendo temperaturas altas o bastante para derreter chumbo e pressão tão intensa que estar em Vênus equivaleria a nadar a uma profundidade de 900 metros nos oceanos terrestres. As nuvens que recobrem o planeta refletem a luz do Sol, além de aprisionar o calor. Porque Vênus reflete a luz a esse ponto, é em geral o planeta mais brilhante no 05 SISTEMA SOLAR 09 firmamento. A atmosfera consiste basicamente de dióxido de carbono (o mesmo gás que produz refrigerantes), gotículas de ácido sulfúrico e há uma completa ausência de vapor d'água -ou seja, o planeta não é muito favorável a pessoas ou plantas. Além disso, a atmosfera densa permite que o calor do Sol penetre, mas não o deixa escapar, o que resulta em temperaturas de superfície da ordem de 450 graus centígrados, mais quentes que as da superfície do planeta Mercúrio, que fica bem mais perto do Sol. A alta densidade da atmosfera resulta em pressão de superfície 90 vezes maior que a da Terra, e é por isso que as sondas que aterrissaram em Vênus sobreviveram por apenas algumas horas antes de serem esmagadas pela incrível pressão. Nas camadas superiores da atmosfera, as nuvens se movem mais rápido do que os furacões na Terra. Vênus gira preguiçosamente em torno do seu eixo uma vez a cada 243 dias terrestres, enquanto orbita em torno do Sol uma vez a cada 225 dias, o que implica que seu dia seja mais longo que o seu ano! Além disso, Vênus tem rotação retrógrada, ou seja, gira na direção oposta à de sua órbita em torno do Sol. Da superfície do planeta, o Sol pareceria nascer no oeste e morrer no leste. A Terra e Vênus são semelhantes em densidade e composição química, e ambos têm superfícies relativamente jovens, com Vênus aparentemente tendo passado por um completo recapeamento entre 350 milhões e 500 milhões de anos atrás. A superfície de Vênus está recoberta em 20% por planícies e terras baixas, 70% Um Tour pelo Vênus, a deusa do amor Sistema Solar Um Tour pelo Sistema Solar

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também são afetadas pela atmosfera densa: não existem crateras com menos de 1,5 a dois quilômetros de diâmetro em Vênus, em larga medida porque os menores meteoros se queimam completamente na densa atmosfera do planeta antes que possam atingir a superfície. Mais de mil vulcões ou centros vulcânicos com mais de 20 quilômetros de diâmetro pontuam a superfície do planeta. Pode haver até um milhão de centros vulcânicos com diâmetro de pelo menos um quilômetro. Boa parte da superfície está recoberta por grandes derrames de lava. No norte, uma região elevada conhecida como Ishtar Terra é uma bacia recoberta de lava com território superior ao dos Estados Unidos. Perto do equador, os planaltos da Aphrodite Terra, com mais de metade do tamanho da África, se estendem por quase 10 mil quilômetros. 10 colinas e 10% montanhas. Vulcanismo, impactos de meteoritos e deformação da crosta parecem ter determinado a formação da superfície. Não há indícios diretos de vulcões ativos no momento, ainda que as grandes variações na presença de dióxido de enxofre na atmosfera tenham levado alguns cientistas a suspeitar de que pode haver vulcões em atividades. Ainda que não haja chuva, oceanos ou ventos fortes para erodir as características de relevo superficial, há certa dose de desgaste e erosão. A superfície do planeta é varrida por ventos amenos, de apenas alguns quilômetros por hora, o que basta para movimentar grãs de areia, e imagens de radar mostram dunas de areia e o movimento dos ventos. Além disso, a atmosfera corrosiva provavelmente gera alterações químicas nas rochas. Crateras de impacto Os fluxos vulcânicos também produziram canais longos e sinuosos que se estendem com centenas de quilômetros de extensão. Com poucas exceções, a geografia de Vênus foi batizada com os nomes de mulheres de destaque em todas as culturas terrestres. O interior do planeta provavelmente se assemelha ao da Terra, e contém um núcleo de ferro de cerca de três mil quilômetros de raio e um manto de rocha derretida que recobre a maior parte do planeta. Os recentes resultados obtidos pela espaçonave Magalhães sugerem que a crosta de Vênus é mais forte e espessa do que se imaginava anteriormente. Vênus não tem satélites ou campo magnético intrínseco, mas o vento solar correndo pelo planeta cria um pseudocampo em torno dele. www.nasa.gov Tradução: George El Khouri VÊNUS: dados mais relevantes Sonda Messenger · Distância do Sol: 108.208.930 km 3 · Raio equatorial: 6,0518 x 10 km 11 3 · Volume: 9,284 x 10 km 24 · Massa: 4,8685 x 10 kg 8 2 · Área: 4,602 x 10 km 2 · Gravidade média na superfície: 8,87 m/s · Temperatura: 462 °C · Atmosfera:dióxido de carbono (96%), nitrogênio (3%), outros (1%) Superfície do planeta Vênus fotografada pela sonda soviética Venera 13 em 1982 AstroNova . N.03 . 2014

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11 Entrevista com Cristóvão Jacques Revista AstroNova Maico Zorzan: Clube de Astronomia Edmond Halley - Marialva/PR maicozorzan@outlook.com 1- O que te levou a gostar e a se dedicar a astronomia? A Astronomia é uma das poucas ciências que lida com o conhecimento de vários outros ramos da Ciência, portanto uma ciência completa. Existe muito o que descobrir e isto é o que me motiva mais para me dedicar a Astronomia. 2 - E por quê procurar cometas? O objetivo de nosso observatório não é o de procurar cometas. Estamos buscando descobrir asteroides que passam perto da Terra, os chamados NEOs (Near Earth Objects). Por acaso no transcorrer desta pesquisa e busca, podemos encontrar outros objetos, como no caso os cometas. 3 - Como você descreveria seu estilo de trabalhar? É um estilo dedicado e tem que ter muita paciência e perseverança. 4 - Com essa bagagem e toda essa experiência, como vê o cenário da astronomia amadora no Brasil? A astronomia amadora brasileira tem se desenvolvido muito ultimamente, principalmente na área de astrofotografia. Tenho visto vários talentos surgindo nesta área. Temos também gente muito boa fazendo imagens planetárias e muitos ATMs fazendo os seus próprios instrumentos. Em 2009 com o advento do Ano Internacional da Astronomia, coube aos astrônomos amadores um importantíssimo papel na divulgação da Astronomia. 5 - Pela facilidade de acesso a conteúdo e pela velocidade com que as informações são obtidas hoje, as novas gerações tendem a ter maior interesse pelo assunto? Ou essa facilidade acaba desestimulando os jovens a se aprofundarem? Creio que isto mais ajuda do que atrapalha. A facilidade da informação, faz com que além dela ser mais facilmente digerida  pela população interessada na ciência, também obriga a termos professores mais bem preparados para lidar com este assunto. 6 - Quais as maiores ASTRONOMIA OBSERVACIONALASTRONOMIA OBSERVACIONAL Astrônomo do Observatório SONEAR Entrevista com Cristóvão Jacques Astrônomo do Observatório SONEAR

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12 AstroNova . N.03 . 2014 dificuldades na sua opinião, para ampliarmos o número de astrônomos amadores fazendo pesquisa, atuando na divulgação e popularizando a astronomia no Brasil? A maior dificuldade é na aquisição de bons equipamentos para pesquisa, já que geralmente estes equipamentos não são fabricados no Brasil. Assim eles chegam com quase o dobro do custo do pais de origem. 7 - Quanto tempo levou fazer sua primeira descoberta significante? O Observatório começou as operações de busca em 18 de dezembro de 2013 e em 12 de janeiro de 2014, foi feita a descoberta do Cometa SONEAR. 8 - A descoberta dos cometas C/2014 A4 SONEAR e C/2014 E2 Jacques, feitas pela equipe do Observatório SONEAR, do qual você faz parte, tiveram uma grande repercussão em redes sociais e na comunidade ligada a astronomia. Imagino que foram longas noites de captura e estudo do céu para que essas descobertas viessem. Esse é um legado que vocês estão deixando para a astronomia brasileira e mundial. O que é preciso para procurar um cometa? Existem dois métodos para busca de cometas. O primeiro é antigo e está cada vez sendo menos usado, que é o método visual. Através de binóculos e telescópio, o astrônomo vasculha o céu em busca de objetos difusos, que não estejam catalogados. É uma busca muito cansativa. O segundo é o método eletrônico, que é usando uma câmera digital especifica para Astronomia chamada de CCD. Faz-se 3 imagens de uma mesma região, separada por um intervalo de tempo. Após estas 3 imagens, existe um outro software desenvolvido para encontrar imagens de objetos que estejam em movimento e que não estejam já catalogados. 9 - Acredita que algo deveria mudar para facilitar a prática da astronomia amadora? Apenas um maior incentivo do governo pela Ciência. 10 - Que mensagem gostaria de deixar para os leitores da revista AstroNova? Que sempre busquem realizar o seu sonho, não importando os obstáculos a serem vencidos. Tem que ter muita determinação e não desistir nunca.

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13 ASTROFOTOGRAFIAASTROFOTOGRAFIA Lara Susan 3 premiações no concurso de Astrofotografia do 11º EPAST

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14 A Arte como uma das fontes inspiradoras à Ciência Moderna Perspectiva A Arte como uma das fontes inspiradoras à Ciência Moderna Perspectiva Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Durante a Renascença, um novo olhar na expressão artística da pintura viria a mudar para sempre a técnica e as ciênicas: a perspectiva. Antes as pinturas medievais eram criadas com aquilo que ficou conhecido como "espaço agregado". Não importava a distância ao observador; o tamanho dos objetos retratados variava conforme o grau de importância dada a eles de acordo com a hierarquia social da Idade Média da Europa. Também era comum durante o medievo, a representação do céu em cor dourada. O céu e a terra eram sempre separados, desconectados, remetendo a existência de um mundo da perfeição e um da corrupção. Essa era a influência da visão aristotélica dicotômica para os movimentos celestes e terrenos, adotada e desenvolvida por toda a Idade Média européia (figuras 1 e 2). Com o uso da perspectiva como técnica na arte da pintura, a partir da Renascença, uma nova concepção de espaço surgira. Empregaram o chamado ponto de fuga, uma Figura 1: A Última Ceia - Ugolino da Siena; Nesta pintura, os apóstolos sentados mais próximos ao observador são menores do que os que estão mais adiante. ARTE E CIÊNCIAARTE E CIÊNCIA

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15 Flávio Ruzza Lua, Pato Branco-PR/2014 AstroNova . N.03 . 2014 convergência imaginária para onde rumavam todas as retas paralelas da pintura para ele, do teto e do solo. Engenheiros e técnicos passaram a usar esse artíficio também em seus trabalhos. Nessa representação do tridimensional no plano, céu e terra se encontravam no infinito, e o espaço já não tinha limites (figuras 3 e 4). A nova forma de se representar a geometria do espaço nas artes, substituindo a visão particular da Idade Média influenciou, assim, a nova concepção de mundo que a Ciência Moderna viria revelar. Expressou-se pela unificação do céu e da terra, da mecânica celeste e da mecânica terrestre, iniciada por Galileu e mais tarde sintetizada e concluída com Isaac Newton. A inédita concepção espacial adotada pela ciência não viria, portanto, do interior da filosofia natural, e sim do riquíssmo mundo das artes que florescia. A própria mecânica, que então passou a entender que os movimentos celestes e terrestres eram regidos por um mesmo princípio (a gravitação universal) foi herdeira de estudiosos e artistas que souberam conceber e construir um novo espaço. Referências: Breve História da Ciência Moderna: Convergência dos Saberes (Idade Média): Marco Braga, Andreia Guerra, José Claudio Reis. Breve História da Ciência Moderna: Das máquinas ao universo-máquina (séc. XV a XVII): Marco Braga, Andreia Guerra, José Claudio Reis. Figura 2: Chegada de Cristo a Jerusalém: Pietro Lorenzetti Céu e terra estão nitidamente separados. A perspectiva adotada ainda é confusa. Os personagens e figuras representados têm suas dimensões definidas por grau de importância hierárquica, sem relação com sua localização espacial. Figura 3: A Última Ceia - Leonardo Da Vinci As retas paralelas do chão, das paredes, da mesa e do teto se projetam a um ponto imaginário comum. Nesse ponto de confluência não há separação entre o céu e a terra, que se encontram. Figura 4: O casamento da virgem: Rafael O quadriculado no chão reforça a idéia de perspectiva, um artifício muito usando pelos artistas da Renascença. A idéia de espaço infinito fica denotada na obra, que também não separa elementos do céu e da terra.

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A equipe da revista AstroNova parabeniza todos os envolvidos na realização do 11º EPAST, em especial aos membros do ARCAA - Astrônomo Real Clube de Astronomia e Astronáutica - pelo sucesso e organização do evento.

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17 André Bertogna Faixa da Via Láctea Marilândia do Sul/2014 ASTROFOTOGRAFIAASTROFOTOGRAFIA

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18 EQUIPAMENTOS EQUIPAMENTOS PARA INICIANTES Augusto Mathias Adams superflankerctba@gmail.com A compra de um telescópio ou qualquer equipamento óptico é uma questão delicada até para astrônomos experientes. Para um iniciante é uma tarefa árdua que envolve muitos aspectos técnicos com os quais não está familiarizado. Para auxiliar a escolha de seu primeiro equipamento, preparamos uma lista de telescópios e binóculos, os quais servem perfeitamente para astrônomos iniciantes e intermediários. SÉRIE VIRTUOSO Refletor 114mm e Maksutov- Cassegrain de 90mm Pequeno, prático, leve e com auto-tracking: qualidades essenciais deste telescópio da Sky-watcher. Ideais para situações onde portabilidade é tudo, é mais que um telescópio, é um estilo de vida. A primeira opção é um telescópio newtoniano de uso geral, com objetiva de 114mm de alta qualidade, para observações do sistema solar e objetos de céu profundo. A segunda opção é o já consagrado Maksutov- Cassegrain de 90mm, ideal para observação planetária. A montagem dobsoniana do Virtuoso é uma montagem bastante estável e motorizada, podendo seguir objetos celestes automaticamente uma vez alinhado. O telescópio pode ser manuseado nos 2 eixos, pelo teclado da montagem, em 5 velocidades diferentes. Uma das características do Virtuoso é poder ser movimentado manualmente, sem perder seu posicionamento ou alinhamento, graças aos sensores que possui, dando ao observador grande flexibilidade durante as observações. Recentemente, o Armazém do Telescópio EQUIPAMENTOS PARA INICIANTES

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lançou um aplicativo para android, o App Virtuoso, capaz de gerenciar a montagem em conjunto com o software planetário SkySafari Plus ou Pro, bastando para isto um cabo USB(incluso na montagem) ou um dispositivo de comunicação bluetooth vendido no próprio Armazém do Telescópio. Além das excelentes qualidades para astronomia, a montagem do Virtuoso tem várias características inteligentes para astrofotografia: Câmera em modo Cruzeiro: Tire até 6 fotos pré-programadas automaticamente com sua câmera DSLR. A montagem irá parar a cada uma das posições pré-determinadas e automaticamente disparar a câmera. Vídeo em modo cruzeiro / 19 AstroNova . N.03 . 2014 Fotos de alta exposição: a montagem pode mover sua câmera de vídeo a até 6 posições pré-programadas sem nenhuma pausa, com seleção de até 5 velocidades. Modo panorama: a montagem pode controlar uma câmera DSLR para tirar fotos de longa distância de até 360°. Vantagens: Tanto o refletor 114mm quanto o Maksutov- Cassegrain 90mm tem óptica excepcional, mostrando imagens claras de nebulosas, planetas e aglomerados, dentro da limitação imposta pela abertura. A montagem Virtuoso é bastante precisa, permitindo acompanhamento por até meia hora com drift minimo, quando operada sem nenhum computador adicional. Quando operada através do App Virtuoso + SkySafari, esta precisão aumenta sensivelmente. Montar o telescópio é muito fácil: apenas prenda o tubo no dovetail da montagem, coloque a buscadora red dot e já está pronto. Simples assim. Em conjunto com o App Virtuoso e com o auxílio de uma cunha, pode-se transformar a montagem Virtuoso em uma montagem equatorial de baixo custo, aproveitando os benefícios que uma montagem equatorial é capaz de fornecer. Objetos observáveis: Estruturas das manchas solares, com filtro solar apropriado; As fases de Mercúrio. As cordilheiras lunares e crateras com menos de 4km de diâmetro; As calotas polares de Marte e as maiores estruturas escuras durante oposições; Várias faixas adicionais em Júpiter, além das sombras das luas galileanas durante os trânsitos; A divisão de Cassini nos anéis de Saturno, além de 4 ou 5 luas de Saturno; Urano e Netuno visíveis como pequenos discos; Estrelas duplas separadas por 1.5 arcossegundos ou menos com boas condições de visibilidade; Estrelas fracas com magnitude até 12; SÉRIE VIRTUOSO Refletor 114mm e Maksutov-Cassegrain de 90mm www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/home/telescopios/114heritage-detail Câmera em modo Cruzeiro Vídeo em modo cruzeiro Modo panorama

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20 Dúzias de aglomerados estelares, nebulosas de emissão, nebulosas planetárias e galáxias; Todos os objetos do catálogo Messier e muitos dos mais brilhantes do Catálogo NGC, de um céu bem escuro (Com alguns detalhes internos visíveis em muitas nebulosas, embora as galáxias pareçam riscos de fumaça); Poréns: A montagem Virtuoso requer certa prática por parte do utilizador. É necessário configurá-la para aproveitar o máximo da montagem. O App Virtuoso, assim como o Synscan, precisa de experiência e conhecimento do céu para sua operação correta. ð·A buscadora red dot somente serve para apontamento dos objetos mais fortes, pois além de não ter nenhuma óptica especial, é pequena e escura o bastante para não permitir a busca de objetos fracos. Indicação: ideal para situações onde portabilidade é a questão crucial. Ideal para iniciantes avançados, pois é um telescópio repleto de recursos a um preço acessível. AstroNova . N.03 . 2014 TELESCÓPIO SKYWATCHER REFLETOR 150mm com montagem EQ3-2 Tripé Metálico Montagem equatorial www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/home/telescopios/bkp15010-detail TELESCÓPIO SKYWATCHER REFLETOR 150mm com montagem EQ3-2 O telescópio SkyWatcher 150mm F/5 possui um espelho primário com distância focal de 750mm (com tubo de 75cm de comprimento) e combina praticidade, confiabilidade e boa abertura por um preço acessível para um telescópio grande. A distância focal possibilita o alcance de maiores ampliações sem a necessidade de usar oculares de distancia focal muito curta. É menos suscetível a problemas de colimação e tem um menor grau de coma inerente comparado à razões focais mais curtas. Em locais de observação com boas condições, é possível ver não apenas os objetos mais brilhantes, como luas e planetas, mas também diversos objetos de céu profundo como aglomerados abertos e fechados, algumas nebulosas e galáxias. A montagem equatorial

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