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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 03 — páginas 41 a 52

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Assuntos identificados: astronomia, constelações, série, terra, rover, montagem, espacial, ciência, constelação, planeta.

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Andromeda, Andrômeda Antlia, Bomba de Ar Apus, Ave do Paraíso Aquarius, Aquário Aquila, Águia Ara, Altar Aries, Áries (Carneiro) Auriga, Cocheiro Boötes, Pastor Caelum, Buril de Escultor Camelopardalis, Girafa Cancer, Câncer (Caranguejo) Canes Venatici, Cães de Caça Canis Major, Cão Maior Canis Minor, Cão Menor Capricornus, Capricórnio (Cabra) Carina, Quilha (do Navio) Cassiopeia, Cassiopéia (mit.) Centaurus, Centauro Cepheus, Cefeu Cetus, Baleia Chamaeleon, Camaleão Circinus, Compasso Columba, Pomba Coma Berenices, Cabeleira Corona Austrina, Coroa Austral Corona Borealis, Coroa Boreal Corvus, Corvo Crater, Taça Crux, Cruzeiro do Sul Cygnus, Cisne Delphinus, Delfim Dorado, Dourado (Peixe) Draco, Dragão Equuleus, Cabeça de Cavalo Eridanus, Eridano Fornax, Forno Gemini, Gêmeos Grus, Grou Hercules, Hércules Horologium, Relógio Hydra, Cobra Fêmea Hydrus, Cobra macho Indus, Índio Lacerta, Lagarto AS 88 CONSTELAÇÕES OFICIALMENTE ADOTADAS PELA UNIÃO ASTRONÔMICA INTERNACIONAL, NA ORDEM ALFABETICA (NOME EM LATIM E PORTUGUÊS) Leo, Leão Leo Minor, Leão Menor Lepus, Lebre Libra, Libra (Balança) Lupus, Lobo Lynx, Lince Lyra, Lira Mensa, Montanha da Mesa Microscopium, Microscópio Monoceros, Unicórnio Musca, Mosca Normai, Régua Octans, Octante Ophiuchus, Ofiúco (Caçador de Serpentes) Orion, Órion (Caçador) Pavo, Pavão Pegasus, Pégaso (Cavalo Alado) Perseus, Perseu Phoenix, Fênix Pictor, Cavalete do Pintor Pisces, Peixes Piscis Austrinus, Peixe Austral Puppis, Popa (do Navio) Pyxis, Bússola Reticulum, Retículo Sagitta, Flecha Sagittarius, Sagitário Scorpius, Escorpião Sculptor, Escultor Scutum, Escudo Serpens, Serpente Sextans, Sextante Taurus, Touro Telescopium, Telescópio Triangulum, Triângulo Triangulum Australe, Triângulo Austral Tucana, Tucano Ursa Major, Ursa maior Ursa Minor, Ursa Menor Vela, Vela (do Navio) Virgo, Virgem Volans, Peixe Voador Vulpecula, Raposa 41 AstroNova . N.03 . 2014 isso estes meteoros são chamados de lirídeas. Em 2013 uma estrela que não era visível a olho nu repentinamente tornou-se dezenas de milhares de vezes mais brilhante. Este fenômeno é denominado pelos astrofísicos de Nova. Trata-se de uma estrela que absorve gravitacionalmente material de alguma estrela vizinha até um limite crítico onde reações adicionais de fusão termonuclear iniciam- se, conferindo um aumento extraordinário e repentino de seu brilho. Esta nova surgiu nos limites da constelação do Golfinho (Delphinus, em latim), e por isso foi chamada de Nova Delphinus. Devemos lembrar sempre que quando se diz que determinado astro ou fenômeno ocorre em uma certa constelação, isto não significa que o evento ocorreu fisicamente lá. No caso dos exemplos anteriores, Marte fica muitíssimo mais próximo da Terra (em nossa vizinhança planetária) do que as estrelas das constelações onde foi visto. Trata-se apenas um efeito de perspetiva: as estrelas da constelação estão muitíssimo ao fundo, e o planeta, à frente. No caso dos meteoros, mais ainda: meteoros são fenômenos que ocorrem dentro da atmosfera terreste, a apenas

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42 AstroNova . N.03 . 2014 algumas dezenas de quilômetros de nós. Somente no caso da Nova citado é que o fenômeno ocorreu no céu mais profundo, em uma estrela a anos-luz de distância (veja novamente a figura 1). AS CONSTELAÇÕES ZODIACAIS Como discutido na edição passada, alguns astros possuem movimento diferente do conjunto das estrelas. Os planetas, por exemplo, ocupam posições distintas em relação às estrelas no decorrer do tempo. O mesmo ocorre com o Sol. Assim, mais ou menos a cada mês o Sol nasce "em cima" de uma constelação diferente. É relativamente fácil perceber a constelação ocupada pelo Sol em uma determinada época observando a constelação presente na direção do Sol um pouco antes do nascente ou um pouco depois do poente. No decorrer do ano, esse movimento que o Sol faz descreve uma linha que representa sua trajetória: a eclíptica do Sol. A linha desta eclíptica "corta" 13 constelações. Isso os antigos já conheciam muito bem, e usavam essas observações para marcar a chegada das estações do ano. Doze das constelações atravessadas pela eclíptica são, por isso, chamadas de Constelações Zodiacais (ou do Zodíaco). A 13ª constelação é a de Ofiúco (ser mitológico grego), que por razões práticas não foi considerado no grupo do Zodíaco. As Constelações Zodiacais são: Aquário, Áries, Câncer, Capricórnio, Gêmeos, Leão, Libra, Peixes, Sagitário, Escorpião, Touro e Virgem. ALGUMAS DAS PRINCIPAIS CONSTELAÇÕES VISÍVEIS NO HEMISFÉRIO SUL Além das constelações zodiacais há um conjunto de fácil identificação no hemisfério sul. Esse reconhecimento é feito a olho nu, já que constelações ocupam grande área na esfera celeste e por isso o uso de instrumentos não é apenas desnecessário, mas até impossibilita a busca. Cruzeiro do Sul Junto com as estrelas alfa e beta do Centauro, formam o conjunto mais visível do hemisfério sul. Touro Sua estrela vermelha Aldebarã (a-Touro), forma a base de uma letra A. Órion As Três Marias, bastante conhecidas no Brasil, permite localizar falcilmente a constelação do caçador mitológico Órion. A estrela vermelha Beltelgeuse é a mais brilhante da constelação (a-Órion). Órion é visível no verão. Escorpião Uma grande constelação que em seu centro tem a estrela mais vermelha do céu, Antares (a-Escorpião). Escorpião é visível no inverno. a g d qe a e x m q h i i c l n s a b a b g d e Polo Celeste Sul Cruzeiro do Sul Alfa e Beta do Centauro a g b Aljunina d ex As 3 Marias

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43 AstroNova . N.03 . 2014 INDO A CAMPO Se você não conhece os pontos cardeais, faça uso de uma bússola. Se conseguir localizar o Cruzeiro do Sul, oriente-se por ele, preferencialmente. A partir daí, para começar a reconhecer as constelações é aconselhável o uso de cartas celestes, disponíveis em muitos anuários impressos de astronomia divulgados em revistas especializadas ou sites que as disponibilizem para impressão. Para auxiliar a leitura faça uso de lanterna vermelha, cuja cor impacta menos na adaptação noturna de nossa visão. O uso de softwares de astronomia é uma ótima alternativa. O Stellarium (PC) pode ser instalado em um notebook e simula o céu local em qualquer horário ou época do ano. Basta apenas informar as coordenadas geográficas. Há também aplicativos para tablet e smartphone, como o Google Sky Maps ou o Star Chart. Estes últimos tem a vantagem de usar os recursos tecnológicos disponíveis no hardware instalado (sensores de movimentos) e permitem a reprodução em tempo real do céu local simplesmente movendo o dispositivo na direção desejada. Todos esses softwares também contam com sistema de visualização noturna (caracteres avermelhados) para melhor se adaptar à nossa visão em ambiente escuro. E a melhor parte: são gratuitos! Referências: Astronomia na Época dos Descobrimentos: Ronaldo Rogério de Freitas Mourão Manual do Astrônomo: Ronaldo Rogério de Freitas Mourão Enciclopédia Ilustrada do Universo: Edição Brasileira Astronomia e Astrofísica: http://astro.if.ufrgs.br Ambiente do aplicativo Google Sky Map. Ambiente do aplicativo Star Chart, ou Carta Celeste. Ambiente do simulador Stellarium, para PC.

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Carlos Aparecido Domingues NGC 3372 Sarandi-PR/2014 ASTROFOTOGRAFIAASTROFOTOGRAFIA 44

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45 Jéssica Pauletti jessicapauletti@hotmail.com Na edição anterior da Astronova os organizadores solicitaram um texto a respeito da expectativa e informações a respeito do 11º EPAST, que aconteceria na cidade de Realeza no mês de junho. A proposta foi aceita e a matéria "A Realeza do universo a seu dispor" foi publicada. Agora a ideia é demonstrar a veracidade desse título em um texto do pós-EPAST. Os dias 19, 20 e 21 de junho ficarão marcados na história e memória dos astrônomos amadores que criaram essa atividade e outros que, ao longo dos anos, foram se inserindo nesse universo que busca desbravar o cosmos. Após 3 dias de evento, as conversas "pelos corredores" já demostravam que o evento tinha alcançado os objetivos, dentre os quais encontravam-se: palestras empolgantes (tanto para um público leigo como profissionais das áreas da Astronomia); interação entre diversas culturas; acolhimento e acomodação dos participantes, além de despertar o interesse de muitos sujeitos por esse assunto. Para provar que este não é apenas um olhar de uma pessoa do clube organizador do evento, o Astrônomo Real Clube de Astronomia e EPAST 2014EPAST 2014 11º ENCONTRO PARANAENSE DE ASTRONOMIA Um evento "Real"Um evento "Real" 11º ENCONTRO PARANAENSE DE ASTRONOMIA

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Astronáutica Amadora (ARCAA), solicitou, por meio da rede social facebook, que os participantes do evento que desejassem escrever uma frase sobre o significado do EPAST deste ano em suas vidas, que assim o fizessem. As frases criadas apresentaram vários aspectos, no entanto, todos em algum momento apontaram pontos positivos. Mediante as colocações, é válido explicar alguns tópicos que levaram ao reconhecimento do evento e algumas surpresas agradáveis durante sua realização. Uma delas foi a presença de um surdo- mudo, o qual não imaginávamos que se faria presente. Juntamente com ele, houve o acompanhamento de uma intérprete, que fez as "traduções" das palestras e conversas à ele. Outro ponto fundamental foi o "céu limpo", que possibilitou a visualização de um cosmos maravilhoso, estando os planetas marte e saturno ao alcance de telescópios, além de constelações e a Via Láctea. Ademais, a logística permitiu que em pouco tempo e de forma econômica (a pé) fosse possível transitar entre o alojamento, a Casa da Cultura (palestras) e o restaurante (almoço). Quando necessitou-se o deslocamento até a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), contou- se com o auxílio da prefeitura, a qual disponibilizou o ônibus sem custo aos participantes.Ainda, a comissão organizadora contou com a ilustre ajuda de diversos apoiadores e patrocinadores da cidade local e região. Sendo assim, foi possível custear as despesas que um evento desse porte exige. As palestras abordaram 46 AstroNova . N.03 . 2014 "EPAST um evento estrategicamente PERFEITO!" Karine de Barros "Melhor EPAST estrelado que já participei!" Lucas Souza "Diante da vastidão do tempo e da imensidão de Realeza, foi um imenso prazer para mim dividir um planeta e 3 dias com vocês." Lara Susan "11º Epast: onde a Astronomia não tem limites!" Wilson Guerra "O 11º EPAST me apresentou a Via Láctea, estrada tão bonita!" Rafael Elétrico "É sempre um prazer mostrar as maravilhas do universo para tantas pessoas em um céu realmente escuro, numa noite impecável!" Augusto Adams

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diferentes assuntos, enfocando temas como a Astronomia Amadora, o Sol, lixo espacial, Planetas Extrassolares e Astrobiologia, Tecnologia Espacial, meios de comunicação, entre outros assuntos. Os minicursos e as oficinas voltaram-se à construção de foguetes (com lançamentos durante o evento), confecção de Radio- Galena, atividades voltadas ao Ensino da Astronomia, Classificação de meteoritos e montagem de espectroscópio didático. A divulgação do evento ocorreu antes, durante e após sua realização, principalmente por meio dos jornais regionais e do site da UFFS, os quais dispuseram espaço para divulgação das informações referentes ao ocorrido. Ademais, a relação direta dos membros do ARCAA com os acadêmicos da universidade proporcionou um convite direto para o evento, bem como a parceria com o grupo Acordos Vocais (música) e La Broma (teatro), que encantaram no espaço reservado à demonstração cultural. Salienta-se também que por meio do 11o EPAST e do ARCAA foi possível doar à UFFS um meteorito, que fará parte do acervo do museu a ser construído. Das alegrias do evento, sempre fica a experiência e a reflexão dos desafios que o ARCAA e toda a comunidade de astrônomos amadores enfrenta diariamente, como: envolver a comunidade e as escolas para que participem de eventos com essa temática; dispor aos acadêmicos, principalmente aos ligados à licenciatura, a importância deste assunto e continuar explorando as belezas diárias e noturnas do que nos é proporcionado todos os dias, uma vez que o "céu não tem limites". AstroNova . N.03 . 2014 "Foi a porta de entrada para outro mundo, lugar onde todos vivem suas diferenças e ainda assim criam a união de um grupo. Viva ao 11º Epast! O meu primeiro, de muitos outros que ainda virão..." Débora Seibel "Proporcionou para mim o primeiro contato com o fantástico mundo do universo solar, uma viagem encantadora pela Via Láctea." Andressa Masseto Céu limpo e pessoas apaixonadas por astronomia é sempre uma combinação perfeita. Em Realeza perfeito é pouco, começo a acreditar em conspiração do universo." Karla Roch "Desde quando nos propusemos a sediar o 11º EPAST, soube que teríamos muito trabalho a fazer. Batalhamos, corremos atrás e suamos a camisa. No fim, tudo valeu muito a pena! Faria tudo novamente" Charline Barbosa 47

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48 Matheus Leal Castanheira Faixa da Via Láctea Curitiba/2014 ASTROFOTOGRAFIAASTROFOTOGRAFIA

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49 Maico Zorzan maicozorzan@outlook.com Astrônomos amadores podem ser descritos como pessoas com as mais diversas formações e profissões, que movidos por um instinto curioso, e um prazer incondicional ao observar o céu, se aprofundam, muitas vezes por conta própria e com muito esmero, na busca por conhecimento e técnicas de observação celeste. Mas são mais que isso. Astrônomos amadores são apaixonados pela natureza, pelo nosso planeta e pelo universo, e que movidos por essa paixão são capazes de contribuir de forma significativa para a aproximação entre a ciência e a população. ASTRONOMIA AMADORAASTRONOMIA AMADORA As alegrias que a astronomia amadora proporciona nas noites frias e de céu limpo Um olhar para o céuUm olhar para o céu As alegrias que a astronomia amadora proporciona nas noites frias e de céu limpo Existe quem aprecie uma boa pescaria, fotografias, observar aves, colecionar selos, moedas, figurinhas, soltar pipa, andar de moto, etc. Todos são hobbies, assim como a astronomia amadora, e não existe nada errado nisso. Astronomia amadora é um dos hobbies que exigem mais paciência, dedicação e coragem. As noites são frias, solitárias muitas vezes, e o aprendizado tem que ser constante, mas as recompensas são inúmeras. Existe uma grande diferença entre o que a gente chama de entusiasta por astronomia e astrônomo amador. O fato de o alguém comprar um telescópio não o transforma em um astrônomo amador, esse é o entusiasta. E não existe nada de errado em se iniciar como entusiasta, todos começamos assim, e a aquisição de um telescópio é apenas uma das etapas, talvez até a mais cara delas, longe de ser a mais importante para a prática da astronomia. Temos astrônomos amadores que observam ocasionalmente em datas especiais, e temos aqueles que fazem observações sistematicamente, temos aqueles que fazem observações visuais, temos os que preferem registos fotográficos de objetos de interesse, os que procuram descobrir asteroides e cometas, os que trabalham divulgando a astronomia, entre outros. O astrônomo amador, ao contrário do Lara Susan/2014

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astrônomo profissional, tem uma liberdade maior de observar o que quer, na hora que quer, pelo tempo que quiser, podendo mudar sua área de trabalho, de acordo com sua necessidade e equipamento. Quando falamos em astronomia amadora, o termo amador é relacionado ao fato dela ser feita como passatempo, e não tenha caráter de profissão ao praticante, não devemos confundir com amadorismo na prática de astronomia. Temos gente que tenha começado há poucos meses e quem já tenha acumulado várias décadas de conhecimento e experiência, a variedade e profundidade de conhecimentos é imensa entre a comunidade de astrônomos amadores. A astronomia é uma prática que ensina paciência e humildade, onde é necessário estar sempre preparado para aprender. O universo é indiferente a sua vontade, não antecipa, atrasa ou acelera eventos, as nuvens encobrindo o céu podem frustrar algumas vezes, os objetos que sonha ver, muitas vezes são pequenos e fracos, seu equipamento pode ser limitado por condições diversas, e é preciso ter paciência para encontrar as melhores condições para observar um objeto. Mas ainda assim é uma prática viciante, de uma forma saudável, onde você irá interagir com o universo onde vivemos, e que chamamos de lar. Quanto mais tempo permanecer no escuro observando o firmamento, mas entenderá que somos parte do universo em que vivemos, e o quanto nosso planeta é apenas um torrão perdido numa imensidão pouco conhecida por nossos olhos. É uma prática cativante, capaz de aproximar pessoas simples do conhecimento de séculos adquirido pela nossa civilização, numa atividade gostosa, educativa e envolvente. Olhar para o céu é uma experiência única, que remete a um exato momento na história do universo, onde não existirão dois céus idênticos. Cada estrela cintilando no céu te mostrará a luz emitida por um determinado momento da vida daquela estrela, cada meteoro que cruzar os céus diante dos seus olhos será único, assim como cada passagem de cometa, cada eclipse, cada supernova, cada ocultação de estrela e planeta, e cada noite será única para seus olhos. Observar as estrelas é uma forma gratuita e bela de se observar um passado distante, de objetos longínquos. Abra a janela, saia no seu quintal, ou vá a uma área rural, e observe o céu, vale a pena. Pratique astronomia, contemple o céu, aprenda e ensine. O céu noturno é um presente que o universo nos dá para ser maravilhado, e é disponível a todos. 50 AstroNova . N.03 . 2014

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As inscrições para participação e apresentação de trabalhos no 17º ENAST já estão abertas. As inscrições vão até o dia 30 de setembro de 2014 e as vagas são limitadas. O valor da taxa de inscrição é de R$ 25,00 (vinte e cinco Reais). Para efetivar a inscrição o participante deverá seguir as instruções na página de inscrições. INSCRIÇÕES ABERTAS!INSCRIÇÕES ABERTAS! www.enast.org.brwww.enast.org.br 7, 8 e 9 de novembro/2014

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REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA AstroNova é uma colaboração de estudantes, professores, astrônomos amadores e profissionais para a divulgação de Astronomia e Ciências da Natureza. Tem lançamento trimestral, é totalmente pública, gratuita e de direitos livres. Disponível em: www.caeh.com.br www.grupocentauro.org

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