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Acervo textual da Revista AstroNova

Edição 07 — páginas 21 a 40

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Assuntos identificados: astronomia, saturno, anéis, sistema, terra, foguete, velocidade, nomenclatura, caminho, espacial.

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21 ENTREVISTAENTREVISTA Primeiramente gostaríamos de agradecer a oportunidade dada a iniciativa da revista AstroNova, e parabenizar pelo esforço e pelas contribuições que ajudam muito a comunidade astronômica brasileira. É um prazer tê-lo conosco. 1 - Como foi seu despertar para a física e para a astronomia? Desde criança, eu sempre tive o enorme interesse em Ciências de maneira geral, mas devido ao meu avô Altamiro, que sempre falava e me ensinava sobre Física e Matematica, eu me interessei cada vez mais por Física. E acho que o fato de eu me interessar muito sobre o espaço, passa um pouco pela minha busca de querer saber mais da origem das coisas, saber meu lugar e como eu vim a existir. Luis Felipe Longo Micchi O ESTUDANTE BRASILEIRO QUE REALIZOU DESCOBERTA COM O TELESCÓPIO HUBBLE Luis Felipe Longo Micchi O ESTUDANTE BRASILEIRO QUE REALIZOU DESCOBERTA COM O TELESCÓPIO HUBBLE 2 - O que é uma "supernova"? Supernovas são explosões de estrelas, ou seja, uma das formas de uma estrela "morrer". Elas são muito brilhantes , por isso o nome super, e nova porque olhando da Terra, pode se ver um brilho novo no cé, parecendo uma nova estrela, daí o nome. 3 - Qual foi sua descoberta? E o que você pesquisa? A minha descoberta foi achar uma supernova nunca antes registrada. Embora tenha tido feito essa descoberta, meu trabalho não é procurar supernovas. Eu estava estudando sobre quasares. Quasares são o tipo de galáxia mais luminosa que existe. Minha pesquisa busca entender a estrutura dessas galáxias. 4 - Como teve acesso ao Hubble? Eu estou estagiando na Catholic University of America (CUA) e meus professores aqui tem contato direto com a NASA e com o pessoal do telescópio Hubble. Por meio desses contatos minha pesquisa pode se basear em imagens ineditas tiradas pelo Hubble, e isso foi vital para realizar a descoberta. 5 - A descoberta foi planejada? Ou seja, estava procurando mesmo por supernovas, ou a descoberta foi uma agradável surpresa? Nao, a descoberta não foi planejada, minha pesquisa não e sobre supernovas,

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embora já tenha trabalhado com elas no Brasil. Eu estava olhando para uma galáxia, no qual era o meu interesse inicial, e nessa galaxia apareceu um ponto muito luminoso que não deveria estar ali, de acordo com fotos antigas. Vendo isso eu parei o que estava fazendo para desvendar a origem desse novo ponto, e cheguei a conclusão que era uma supernova. 6 - Essa descoberta está acessível para astrônomos e telescópios amadores? Não, acredito que não. Essa evento está ocorrendo realmente muito longe de nós, algumas centenas de milhares de anos-luz, para ser mais exato. 7 - Como foi seu processo para ir estudar nos Estados Unidos? O que despertou esse interesse? O interesse de ir para fora eu acho que é imediato para todo cientista. Ter contato com outros cientistas da mesma área, ver suas pesquisas em primeira mão, trabalhar nelas e ver como eles pensam em como se fazer ciência são oportunidades únicas. O Estados Unidos foi uma escolha direcionada, sabendo dos grupos de pesquisa que me interessavam. O processo do para participar do Ciências sem Fronteiras foi demorado, mas simples. O programa ajuda em cada passo, do visto ao TOEFL, facilitando todo o processo. 8 - Como é a vida de um estudante estrangeiro nos Estados Unidos? A vida de estudante nos Estados Unidos e bem diferente do que eu estava acostumado no Brasil. A maior diferença foi morar na faculdade. Aqui você se vê imerso no mundo da faculdade 24 horas por dia. Eu sei que existe pessoas que moram em repúblicas nas faculdades brasileiras, mas é diferente. Aqui existe um coletivismo em torno dos esportes por exemplo, algo que une mais os alunos em torno da faculdade. Mas quanto ao fato de ser internacional, acho que isso não foi algo que me colocou em posição diferente dos alunos americanos, muito pelo contrario. Acho que os americanos 22 AstroNova . N.07 . 2015 22

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23 AstroNova . N.07 . 2015 estão muito acostumados a receberem alunos de tantos países que eles já consideram normal conhecerem pessoas do mundo todo em uma sala de aula. Embora eles estejam acostumados com uma forte presença internacional, isso não os faz esquecer que estamos longe de casa. Sempre fui bem tratado, na faculdade onde estudei UO (University of Oregon) teve uma recepção para alunos internacionais, com direito a festa e carnaval (carnaval americano, não brasileiro vale a pena ressaltar), tivemos encontros semanais dos alunos internacionais para mostrarmos nossas culturas, na semana dos brasileiros fizemos um show de bossa nova e samba. 9 - As novas gerações, elas estão sendo bem estimuladas para ter interesse pela astronomia? Acredito que o trabalho de divulgação cientifica tem se intensificado de alguns anos para cá, mas estamos longe do ideal. Sei que existem pessoas interessadas nesse trabalho, mas seria interessante se exitisse mais investimento do Governo em divulgação científica. O que talvez esteja começando a mudar agora com o programa Ciência sem Fronteiras. 10 - Que mensagem gostaria de deixar para os estudantes que sonham em ir para o exterior, e querem se dedicar a ciência? Não assuma que é impossível. Muitas vezes alunos acham que é impossivel conseguir vaga em faculdade no exterior, mas existem muitos alunos internacionais nos Estados Unidos por exemplo. Existem vagas é só correr atrás. Eu, por exemplo, com esse estágio ( e a descoberta ) poderei contar com cartas de recomendação para voltar. Quanto a entrar numa carreira científica,eu posso dizer que para mim não há nada mais emocionante que ter a aportunidade de obter algo nunca antes visto, seja em qualquer área. Esse sentimento eu acho que é a motivação inicial de todo mundo que sonhou em ser um cientista quando criança, mas ele se perde em algum momento. Não se desprendam desse sentimento. Mais uma vez, muito obrigado pela entrevista. Maico A. Zorzan Aluno de bacharelado em Fisica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luis Felipe Longo Micchi se encontra no último ano de sua graduação participando do programa Ciência sem Fronteiras/ CAPES e atualmente esta estagiando juntamente com professor Steven Kraemer na CUA (Catholic University of America) em Washingon D.C. nos EUA. Durante o período deste estágio o CSF, foi reconhecido como brasileiro de destaque por fazer uma de suas descobertas. Atualmente seu trabalho de pesquisa se encontra na área de Astrofísica, no qual estuda detalhes sobre morfologia e evolução de AGN  Active Galaxy Nuclei, ou em português, Núcleos Ativos de Galáxias.

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25 Tecnologia EspacialTecnologia Espacial NOÇÕES BÁSICAS DENOÇÕES BÁSICAS DE Wilson Guerra wilsonguerra@gmail.com Sabemos que dar uma voltinha no espaço não é em nada parecido com fazer um passeio a pé, de bicicleta, de carro ou de avião. A imponderabilidade (sensação de falta de gravidade), a falta de referências para orientação e a praticamente ausência de forças de atrito com o ar não fazem parte de nosso cotidiano. Estes e outros fatores tornam as viagens espaciais mais complexas que uma viagem na aconchegante superfície da Terra. Esta complexidade já começa na saída, em como levar as espaçonaves para fora da atmosfera terrestre. E também em como mantê- las em órbita. Para que tudo isto ocorra como o planejado uma equipe de profissionais de várias áreas devem atuar articuladamente, afim de dominarem uma tecnologia espacial. Físicos, químicos, engenheiros, profissionais de computação e telecomunicações, dentre outros, fazem parte da construção deste conhecimento. Neste breve estudo, vamos entender as bases da tecnologia espacial em duas ASTRONÁUTICAASTRONÁUTICA partes: o lançamento das espaçonaves e o seu controle no espaço. LANÇAMENTO Como vimos na edição n. 6 da revista AstroNova, para lançar uma espaçonave em órbita, ela precisa basicamente cumprir dois requisitos mecânicos: atingir a altura desejada na velocidade correta. O dispositivo responsável por isso é o foguete. Nossos foguetes atuais usam a retropropulsão: lançam-se gases em alta velocidade para trás, e o Mandando tudo para o espaço!Mandando tudo para o espaço!

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AstroNova . N.07 . 2015 26 sistema se desloca para frente. Em Física esta é uma consequência do princípio da conservação da Quantidade de Movimento, que diz basicamente que a quantidade de matéria que escapa com certa velocidade de um lado tem que ser compensada com uma quantidade de matéria à certa velocidade do outro lado. É o que acontece quando deixamos aberta a boca de uma bexiga cheia de ar. Ela é disparada (geralmente de maneira descontrolada) para o sentido oposto ao do vazamento do ar. A retropropusão em foguetes é feita com queima de combustível. Os gases provenientes da combustão escapam então, em altíssima velocidade devido à grande pressão interna resultante da combustão na câmara do motor do foguete. Propelentes O combustível dos foguetes é chamado de propelente. Há foguetes que funcionam com propelente sólido. Eles são extremamente explosivos e, uma vez iniciada, a combustão só cessa quando o combustível acabar, mas tem a vantagem de serem de fácil armazenamento. Outros usam propelentes líquidos. Neste tipo a combustão pode ser controlada, injetando-se mais ou menos propelente, e até desligada, cortando-se seu fornecimento. Esta é uma vantagem em relação ao combustível sólido, pois dá mais controle de vôo. Em contrapartida os propelentes líquidos requerem mais cuidados no armazenamento, especialmente se exigirem grande resfriamento, como é o caso de hidrogênio e oxigênio líquido. Normalmente os estágios iniciais do foguete são feitos de propelentes sólidos. Os seguintes são impulsionados com propelentes líquidos. O famoso ônibus espacial da Nasa tinha impulsionadores, os foguetes brancos laterais, funcionando com propelente sólido. Já o foguete russo Soyuz, que leva a cápsula tripulada de mesmo nome, funciona com propelentes líquidos. Estágios Não é prático construir um único foguete gigantesco para levar uma espaçonave para fora da Terra. Desta forma os engenheiros desenvolveram foguetes em partes denominadas estágios. Na engenharia russa os estágios também são chamados de blocos. Cada estágio do foguete Space Shuttle Nasa Soyuz FG Roscosmos

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27 AstroNova . N.07 . 2015 dá nova impulsão à espaçonave que está sendo carregada ao espaço. O físico russo Konstantin Tsiolkovisky calculou uma expressão matemática que permite determinar a velocidade acrescida em cada estágio em função de sua massa e da velocidade dos gases expelidos pelo foguete. Dela que se mostra que os primeiros estágios dão grande impulso ao sistema, mas os demais estágios vão acrescentando velocidades cada vez menores. Assim um foguete de vários estágios não é muito prático, pois os últimos vão acrescentar muito pouca velocidade à espaçonave. A maioria dos grandes foguetes possuem 3 ou 4 estágios. Conforme cada estágio esgota seu propelente, vai sendo descartado, acionando-se em seguida o próximo estágio. É por isso que os foguetes vão "soltando pedaços" conforme desenvolvem sua subida para fora da atmosfera. A espaçonave fica no topo último estágio do foguete, onde se consegue a maior velocidade final. A excessão eram os ônibus espaciais, que mantinham-se laterais aos foguetes. Mas estas naves não são mais usadas. Locais de lançamento Como a velocidade final da espaçonave é um parâmetro dinâmico importante para colocá-lo em órbita, toda forma de se aproveitar velocidade é utilizada. Como a Terra gira, pode-se aproveitar essa velocidade natural de rotação no momento de lançar um foguete. Por isso o log ð÷ ð÷ ðø ðö ðç ðç ðè ðæ ð= f i eeprop m m vV KONSTANTIN E. TSIOLKOVSKY O russo Tsiolkovksy nasceu em 1856. Era um autodidata visionário. Dominava Matemática, Física e Astronomia, e ao debruçar-se sobre os projetos de foguetes, notou as vantagens de se usar propelentes líquidos neles.Em 1902 lançou um artigo à revista Novo Observador, onde mostrava-se convencido de que o espaço exterior poderia ser alcançado usando-se foguetes. Ele determinou que a velocidade de propulsão de um foguete era uma função de sua massa inicial (m) e final (m) e da i f velocidade dos gases expelidos (v): e A relação m/m é chamada de if Número de Tsiolkovsky (N). T T f i N m m = V prop carga total (%) Muitos estágios Três estágios Dois estágios Um estágio TneenTeeTeeprop NvNvNvV log...loglog 2211 ð+ð+ð+ð= Cada estágio contribui com um acréscimo de velocidade ao foguete, de modo que a velocidade final é a soma de várias relações de Tsiolkovsky para cada estágio. Os estágios finais tem os menores números de Tsiolkovsky, pois há menos combusível e a relação das massas se aproxima de 1. Por isso eles contribuem menos no acréscimo de velocidade. CONTRIBUIÇÃO DOS ESTÁGIOS À VELOCIDADE FINAL

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28 AstroNova . N.07 . 2015 local de onde a espaçonave é lançada é um fator importante. Quanto mais próximo da linha do Equador for a base de lançamento, maior é a velocidade "ganha" pela rotação da Terra. A base de lançamentos mais próxima da linha do equador fica no Brasil. É o complexo da Base de Alcântara, no estado do Maranhão (figura 1). CONTROLE Uma vez colocada em órbita, a espaçonave precisa de controle. Seja um satélite de comunicações, um telescópio espacial ou um veículo tripulado, é necessário manobrá-lo e controlá-lo para que suas funções sejam desempenhadas. Os pontos no mapa indicam algumas bases de lançamentos de foguetes pelo mundo. O ponto 1 é o Cosmódromo de Baikonur, utilizado pela Rússia. O ponto 2 é a Base de Cabo Canaveral, nos EUA. O ponto 3 é o mais próximo do equador (Ilinha vermelha), onde fica a base de Alcântara, no estado do Maranhão. 1 2 3 Este trabalho de orientação não é muito simples. Para nos orientar na superfície de Terra temos uma superfície de apoio e, principalmente, referências para nos locomover. Não há nada disso no espaço. Movimento Há dois movimentos possíveis de uma espaçonave (e na verdade de qualquer coisa!): a rotação e a translação (veja figura 2). A rotação da nave envolve: a) rolamento: giro em torno do seu eixo longitudinal; b) arfagem: giro em torno de seu eixo lateral; c) guinada: giro em torno de seu eixo vertical. A translação envolve movimento: a) longitudinal: para frente ou para trás; b) lateral: para a direita ou para a esquerda; c) vertical: para cima ou para baixo. Para controlar estes movimentos da espaçonave lança-se mão de dispositivos sensíveis ao movimento: o giroscópio e o acelerômetro. O giroscópio é um dispositivo que se usa de uma grandeza física denominada momento angular. Consiste basicamente em um disco, geralmente metálico, que gira em alta rotação. Devido à conservação do momento angular, o eixo de rotação permanece sempre na mesma orientação. Desta forma serve de referência para se medir o quando a espaçonave gira. É importante lembrar que aviões e navios também usam giroscópios em seus sistemas de navegação. Já o dispositivo responsavél pelo controle do movimento translacional na nave é o acelerômetro. Ele é basicamente constituído de uma pequena massa presa por um sistema elástico devidamente calibrado. Uma aceleração na mesma direção de seu eixo desloca a massa, que aciona um sensor. Bastam três giroscópios orientados com os eixos de

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AstroNova . N.07 . 2015 29 rotação para se ter o controle rotacional da nave, e três acelerômetros igualmente orientados para ter o controle translacional. Uma vez instalado na nave. este sistema é denominado de "plataforma estável" (figura 3). Astronavegação É necessária a determinação a altura e o controle exatos da nave. Para isto todo um sistema é adotado e acompanhado com cuidado, e a posição da nave é medida obtendo suas coordenadas astronômicas. Uma forma de controlar todos estes parâmetros é usando rastreadores estelares. Neles, a luz de uma estrela escolhida como referência atravessa a lente objetiva de um telescópio. Um detector converte esse sinal luminoso em um pulso elétrico, que é intepretado pelo sistema. Eixo de Guinada Quando mudança de orientação da nave altera esse pulso, que pode então ser medido e convertido nas coordenadas correspondentes. Assim tem- se a dimensão do movimento da espaçonave a manobras necessárias podem ser realizadas. Rastreamento O rastreamento da nave é feita com várias técnicas diferentes e, muitas vezes simultâneas. Algumas delas são: a) telemetria: se obtém dados da espaçonave por meio de informação proveniente dela. b) sistema de radar: detecta-se a espaçonave por meio de ondas de rádio. Os sistema de solo, usando dessas técnicas, podem então acompanhar e controlar a espaçonave colocada em órbita. Wilson Guerra é professor e astrônomo amador. Graduou-se em Física (UEM). Tem especialização em Astrobiologia (UEL) Referências: Propulsão e Controle de Veículos Aeroespaciais; PAUBEL, Emerson; Editora da UFSC Astronáutica - Do sonho à realidade; MOURÃO, Ronaldo Rogério; Bertrand Brasil Acelerômetro vertical Acelerômetro lateral Acelerômetro longitudinal Girsocópio de guinada Girsocópio de rolamento Girsocópio de arfagem Figura 3: plataforma estável Figura 2: movimentos de rotação e translação ROTAÇÃO TRANSLAÇÃO ROLAMENTO ARFAGEM GUINADA LONGITUDINAL LATERAL VERTICAL

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DIVULGAÇÃO E ORIENTAÇÃO À PESQUISA DE CIÊNCIAS E CAMPOS AFINS DIVULGAÇÃO E ORIENTAÇÃO À PESQUISA DE CIÊNCIAS E CAMPOS AFINS http://nupesc.wix.com/nupescwww.facebook.com/nupesc

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www.pb.utfpr.edu.br/geastro Gp x mruode Estudo, pesquisa eetensão em Astronoia

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Estação Espacial Internacional Astrofotógrafo: Adriano Faccioli Afiliação: CAS - Clube de Astronomia de Sarandi 26/07/2015 Sarandi/PR

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33 Rafael Cândido Jr. eletrorafa@gmail.com Recentemente recebemos as informações da sonda New Horizons sobre a superfície de Plutão e de Caronte, antes não se tinha nenhuma imagem. As informações coletadas trouxeram até nós detalhes muito interessantes sobre o relevo desses mundos. Na Terra, os denominados acidentes geográficos receberam nomes que variavam conforme a cultura. Esses acidentes também recebem um nome em outros mundos, mas há regras específicas. É claro que nos planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) não se define o relevo pois o mesmo não existe, embora possuam pontos de interesse na 'superfície' (como a Grande Mancha Vermelha de Júpiter e a Grande Mancha Escura de Netuno). A IAU (União Astronômica Internacional) define primordialmente quais são os elementos do relevo encontrados. A linguagem utilizada é o latim, pois é uma língua morta, portanto, sem preferências políticas ou nacionalistas. A tabela 1 apresenta alguns elementos CIÊNCIAS PLANETÁRIASCIÊNCIAS PLANETÁRIAS elemento descrição albedo área de brilho muito diferente das áreas adjacentes catena cadeia de crateras chasma depressão longa e profunda, fenda colles pequenas colinas crater crateras de impacto flumen canal que pode transportar líquido fossa depressão rasa labyrinthus complexo de vales interconectados lacus lago ou pequena planície mare mar ou larga planície circular mons, montes montanha (singular e plural) patera cratera de vulcão ou de criovulcão planitia planície de pouca profundidade regioárea marcada pela refletividade ou por uma cor distinta rupes escarpa sinus baía ou pequena área plana terra área de extensão continental valles vale Tabela 1. Alguns elementos de relevo e sua descrição. NOMEANDO RELEVOS EXTRATERRESTES NOMEANDO RELEVOS EXTRATERRESTES

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de relevo e suas respectivas denominações em latim. O nome do local é composto de dois termos. O primeiro é o nome escolhido para a localidade e o segundo é referente ao elemento de relevo. As únicas exceções nesta ordem são Oceanus Procellarum (Oceano das Tormentas, Lua) e Vallis Marineris (Vale Mariner, Marte). O segundo termo não é utilizado apenas quando se trata de uma cratera ou de um albedo. Estes são considerados termos implícitos. Como curiosidade, a tabela 2 apresenta como seriam denominados alguns elementos de relevo da Terra nesta nomenclatura. Regras de nomenclatura do relevo dos planetas e satélites Apresentam-se 10 regras fundamentais que a IAU utiliza para as nomenclaturas. 1) Deve-se levar em consideração a simplicidade e não ambiguidade dos nomes. 2) Em geral, os nomes oficiais não serão dados a elementos de relevo com menos de 100 metros. Exceto para elementos que tenham um excepcional interesse científico. 3) O nome escolhido deve ser de uso comum das comunidades científica e cartográfica. 4) Duplicação de nomes para dois ou mais corpos celestes sejam planetas, satélites, planetas anões ou asteroides não são permitidas. 5) Nomes individuais escolhidos para os elementos de relevo dos corpos celestes devem ser expressos em seus idiomas originais. Transliteração de vários sistemas de escrita pode ser utilizada, mas não deve haver tradução de uma linguagem para outra. 6) Onde for possível deve-se utilizar um tema específico para elementos de relevo em um corpo celeste. 7) A escolha de nomes deve ser internacional. Comitês nacionais podem submeter sugestões, porém a seleção final dos nomes é exclusividade da IAU. A WGPSN (Working Group for Planetary System Nomenclature Grupo de Trabalho para a nomenclatura do Sistema Planetário) recomenda uma seleção equânime de nomes provenientes de grupos étnicos, países e gêneros. 8) Não podem ser usados nomes que tenham significância política, militar ou religiosa; exceção feita aos nomes de figuras políticas anteriores ao século 19. 9) Não é meta da IAU homenagear pessoas, porém isto pode acontecer apenas em circunstâncias especiais e para pessoas de altíssimo reconhecimento internacional. Pessoas homenageadas devem ter falecido a pelo menos 3 anos. 10) Caso o nome tenha mais de uma forma de ser pronunciado a forma é escolhida pela pessoa. Acentos podem ser utilizados. Seguem as tabelas 3 a 13 com as convenções de nomes para alguns planetas e satélites do Sistema Solar. Guanabara SinusBaía de Guanabara Rhodope MontesMontanhas Ródope Mississippium FlumenRio Mississipi Tanganyika LacusLago Tanganica Australia TerraContinente australiano Siberia PlanitiaPlanície da Sibéria Tabela 2. Alguns pontos interessantes do relevo da Terra escritos no sistema da IAU. AstroNova . N.07 . 2015 1234

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35 AstroNova . N.06 . 2015 Por 360 anos a Lua foi mapeada de formas diferentes. Portanto, alguns nomes não seguem o padrão atual estabelecido pela IAU. Antes da chegada da New Horizons ao sistema de Plutão, foram definidos os padrões para a nomenclatura de Plutão e de seus satélites. O Brasil na nomenclatura do Sistema Solar Alguns locais do Sistema Solar possuem nomes homenageando brasileiros importantes e da mitologia tupi-guarani. Vamos conhecer alguns desses lugares. Estas duas referências aos deuses indígenas foram realizadas pela vulcanóloga brasileira Rosaly Lopes- Gautier, que trabalha no JPL (Jet Propulsion Laboratory) e foi ganhadora da Medalha Carl Sagan em 2005, prêmio concedido pela American Astronomical Society. Para conhecer com maiores detalhes as regras que a IAU aplica para as nomenclaturas, recomendamos o site Rafael Cândido Jr. é graduado e mestre em Eng. Química pela USP, e doutorando em Eng. Aeroespacial (UFABC) Referências: União Astronômica Internacional catena Radio telescópios. crater Artistas, músicos, pintores e autores significantes falecidos a mais de 50 anos. fossa Trabalhos significativos em Arquitetura. montes Palavra quente em vários idiomas. valles Cidades abandonadas na antiguidade. Tabela 3. Nomenclatura para Mercúrio colles Deusas marítimas. crater (acima de 20 km) Mulheres que fizeram contribuições fundamentais em seus campos de pesquisa. crater (abaixo de 20 km)Nomes femininos. montes Deusas e o físico James Clerk Maxwell. planitia Heroínas mitológicas. terra Deusas do amor. Tabela 4. Nomenclatura para Vênus. crater Cientistas, inventores e exploradores polares. Cosmonautas falecidos (lado oculto). Astronautas falecidos (próximo aos locais de pouso das naves Apollo). mare, oceanusTermos meteorológicos e outros conceitos abstratos. montesCientistas falecidos que foram destaque em seus campos de pesquisa. Tabela 5. Nomenclatura para a Lua. crater (acima de 60 km)Cientistas que contribuíram com o estudo de Marte. crater (abaixo de 60 km)Pequenas cidades e vilarejos do mundo. valles Nomes de Marte em vários idiomas (exceção Valles Marineris). planitiaNomes mitológicos dados por Schiaparelli. Tabela 6. Nomenclatura para Marte. catena Deuses solares. montesLugares associados ao mito de Io ou ao Inferno de Dante. pateraDeuses e deusas do fogo, solares, do trovão, dos raios e dos vulcões. Tabela 7. Nomenclatura para Io. catenaDeuses e heróis dos antigos povos do Crescente fértil. pateraOásis e canais perenes do Crescente fértil. regioAstrônomos que descobriram satélites jovianos. Tabela 8. Nomenclatura para Ganimede. crater Deuses e heróis celtas. regioLocais associados à mitologia celta. Tabela 9. Nomenclatura para Europa (lua de Júpiter) www.iau.org/public/themes/naming

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albedo Locais sagrados, encantados, paraísos. colles Nomes de personagens da Terra Média (obras de J.R.R. Tolkien). crater Deuses e deusas da sabedoria. flumen Rios míticos e imaginários. lacus Lagos da Terra. mare Criaturas marinhas mitológicas e imaginárias. montes Montanhas da Terra-Média (obras de J.R.R. Tolkien). sinus Baías, enseadas, recôncavos e fiordes da Terra. labyrinthus/planitiaNomes de planetas da série de ficção científica Duna (obra de Frank Herbert). Tabela 10. Nomenclatura para Titã. MirandaLocais e personagens das obras de Shakespeare. Ariel Bons espíritos folclóricos. Umbriel Maus espíritos folclóricos. TitaniaPersonagens femininos das obras de Shakespeare. Oberon Heróis trágicos das obras de Shakespeare. Tabela 11. Nomenclatura para os satélites de Urano. Tritão Espíritos, deuses e deusas da água (exceto gregos e romanos) Fontes e geisers da Terra. Nereida Nomes de sereias Tabela 12. Nomenclatura para os satélites de Netuno. Plutão Nomes do mundo dos mortos em vários idiomas. Deuses, deusas, heróis e exploradores do mundo dos mortos. Cientistas associados à pesquisa sobre Plutão e o Cinturão de Kuiper. CaronteViajantes e exploradores ficcionais e mitológicos. Estige Deuses de rios. Nix Divindades da noite. Cérbero Cães da literatura, mitologia e história. Hidra Dragões e serpentes lendárias. Tabela 13. Nomenclatura para Plutão e seus satélite Caronte. Estige, Nix, Hidra e Cérbero. Figura 1. Cratera Alencar com diâmetro de 105 km e localizada em Mercúrio. Homenagem ao escritor José de Alencar (1829 1877). Figura 2. Cratera Amaral. Diâmetro de 109 km. Localizada em Mercúrio. Homenagem à pintora Tarsila do Amaral (1886 1973). Figura 3. Cratera Santos Dumont com diâmetro de 8 km e localizada na Lua. Homenagem ao pioneiro da aviação Alberto Santos Dumont (1873 1932). Figura 4. Tupan Patera, local de emissões vulcânicas com 79 km de extensão e 900 m de profundidade em Io. Referência ao deus tupi-guarani do trovão. Figura 5. Monan Patera, local de emissões vulcânicas com 113 de extensão em Io. Referência ao deus tupi-guarani que destruiu o mundo com fogo e enchente. AstroNova . N.07 . 2015 1236

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www.grupocentauro.org Grupo Centauro de Astronomia Amadora Dois Vizinhos - Maringá (PR) Divulgando a Beleza do Universo revelada pela Ciência 0Anos1

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Lua Crescente Astrofotógrafo: André Bertogna Afiliação: Clube de Astronomia Edmond Halley Local: Maringá/PR Lua Crescente Astrofotógrafo: André Bertogna Afiliação: Clube de Astronomia Edmond Halley Local: Maringá/PR

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Maico Zorzan maicozorzan@outlook.com Os caminhos e trilhas fazem parte da vida das pessoas desde que a espécie humana vivia em cavernas, e eram utilizados para realização de atividades básicas como caça, coleta de alimentos e migração. Alguns se tornaram mais conhecidos e apresentaram maior importância na história, já outros sumiram com o passar do tempo. Porém com a modernidade, traçados históricos foram apagados ou substituídos por estradas da engenharia moderna e contemporânea. O que dificulta o estudo e a obtenção do verdadeiro traçado de um caminho antigo, ficando muitas vezes limitados ao uso de mapas antigos, descrições e relatos de viajantes e informações do imaginário da população que teve contato com o caminho. Durante a colonização do estado do Paraná diversos caminhos foram determinantes para a formação do nosso território. Entre os caminhos que fizeram parte de nossa história, podemos destacar o Caminho Peabiru, sendo descrito como a mais importante rota transcontinental da América do Sul, do período pré- colombiano, apresentando aproximadamente três mil quilômetros de extensão, atravessando o continente do oceano Pacífico ao oceano Atlântico. A época de sua construção é desconhecida e existem muitas dúvidas quanto aos seus verdadeiros criadores, índios da nação Guarani, Jê ou até mesmo os Incas. Na língua guarani a palavra Peabiru é uma derivação de Tape Aviru  ou Ta pe a beyuy , podendo ser traduzido como caminho forrado, caminho antigo de ida e volta, caminho pisado, 39 CAMINHOS DO PEABIRU e sua relação com a astronomia indígena brasileira ASTRONOMIA INDÍGENAASTRONOMIA INDÍGENA

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caminho sem ervas e, apresentava um forte significado, para esta tribo, pois era considerado o caminho para a Terra sem Mal, pelo qual os indígenas caminham em busca do paraíso. Algumas características marcantes do Peabiru chamam a atenção, pois ao longo de seu percurso apresentava aproximadamente 08 palmos de largura, o equivalente a 1,40 metros e 0,40 metros de profundidade, sendo todo o percurso coberto por uma espécie de gramínea que não permitia que a erosão e as plantas daninhas danificassem o trajeto. Acredita-se que expedições exploradoras de portugueses e espanhóis, assim como viajantes e aventureiros de diferentes origens, palmilhavam os trajetos do Peabiru, todos em busca do ouro, da prata e das riquezas que supunham existir no interior das matas. Além das entradas, breve os caminhos de Peabiru seriam amplamente utilizados também pelas bandeiras, para a Caça aos índios. Outro grande grupo percorre o Peabiru em 1541. Trata-se de Alvaro Nuñez Cabeza de Vaca, conquistador espanhol que vem assumir o governo da região onde hoje é o Paraguai. Com 250 homens e 26 cavalos, aportou na ilha de Santa Catarina e posteriormente dirigiu o grupo às nascentes do rio Iguaçu, na região de Tindiquera (atual Araucária); passou pelos campos de Curitiba e seguiu para os Campos Gerais. Alcançou o Tibagi, depois o Piquiri, e retomou ao Iguaçu, descendo o rio até os saltos de Santa Maria (cataratas do Iguaçu). No registro desta viagem, é perceptível a grande densidade demográfica da região, pois, contando com guias Carijós, por todo o trajeto a expedição mantém contato com inúmeros grupos indígenas da mesma nação, assim como são citados os confrontos que ocorrem com seus inimigos Jê. O Peabiru também foi protagonista de muitas lendas e contos, tendo muito vivo e forte seu lado esotérico e fantasioso. Dizem por exemplo, que Tomé, o discípulo cético de Jesus, percorreu seu trajeto, chegando pelo mar, e pregando sua crença entre os índios. Atualmente, restam apenas alguns vestígios do que foi o grande trajeto que ligava o Brasil ao Peru. Muitas cidades foram fundadas nas cercanias da trilha, como a própria Peabiru, que existe até hoje no norte do Paraná. Surgido em 1903, o município foi criado pelos inúmeros colonizadores que, acompanhados de suas famílias, construíram casas e se dedicaram à agricultura, o que levou mais pessoas aos arredores do Caminho de Peabiru, formando assim, vilas e povoados adjacentes. Mas, e qual a relação entre o lendário caminho e a astronomia? Se olharmos os mapas existentes do Peabiru, chama logo a atenção o fato dele não ser na direção AstroNova . N.07 . 2015 1240

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41 norte-sul e nem leste-oeste, mas sim inclinado ; ele vai aproximadamente de sudeste para noroeste. Ao notar essa inclinação, a primeira pergunta que se coloca é a seguinte: por que os índios escolheram essa direção ao abrir a trilha? E como eles se orientaram para percorrer esse caminho? Se olharmos para o céu, em condições propícias, podemos ver a Via Láctea, que era chamada pelos guarani de CAMINHO DA ANTA (Tapirapé), ou MORADA DOS DEUSES. Que importante característica o caminho para a Terra Sem Males teria se fosse similar a aquele caminho que estava no céu, onde em sua crença, caminhavam os Deuses e os espíritos. Seguindo a Via Láctea por terra, os índios viam que o fim do Caminho Celeste ia dar no mar, no oceano Atlântico. Portanto, a Terra Sem Males ficaria ali , ou lá , em algum lugar. Por isso eles foram na direção do mar. Mas e do lado contrário do Caminho da Anta, o que existe? Indo à procura na terra, seguindo a Via Láctea, acabou chegando num outro mar o oceano Pacífico. Então a ideia básica é essa: o Caminho que os construtores do Peabiru percorreram é aquele da Via Láctea. E que é também, é aproximadamente o caminho que liga as posições do nascer-do-sol no verão com o pôr-do-sol no inverno. Ou seja, SUDESTE- NOROESTE. Também foram encontrados nos poucos trechos remanescentes do caminho, alguns sinais e marcações de arqueoastronomia, dando a importância do céu noturno nessa etapa das civilizações pré-colombianas. Maico A. Zorzan é astrônomo amador, graduado em Matemática (UEM) Bibliografia: Acervo digital do Museu Paranaense: http://www.museuparanaense.pr.gov. br/ GEOPROCESSAMENTO APLICADO A ESTUDOS DO CAMINHO DE PEABIRU: http://anpege.org.br/revista/ojs- 2.2.2/index.php/anpege08/article/vie wFile/41/pdf-mm CAMINHO DO PEABIRU: UM RESGATE CULTURAL PARA O TURISMO: http://vdisk.univille.edu.br/communi ty/mestradopcs/get/Dissertacoes/Vald irCorrea.PDF SABERES ASTRONÔMICOS DOS TUPINAMBÁS DO MARANHÃO (Germano Bruno Afonso) : http://www.sbpcnet.org.br/livro/64ra/ PDFs/arq_1506_96.pdf AFONSO, G. B. . Constelações Ocidentais e Constelações Indígenas. Urânia, v. 5, p. 22-23, 2012. AFONSO, G. B. . Mitos e Estações no Céu Tupi-Guarani. Edição especial scientific American Brasil, v. 14, p. 46-55, 2006. AFONSO, G. B. ; NADAL, C. A. . ARQUEOASTRONOMIA Arqueoastronomia no Brasil. In: Oscar T. Matsuura. (Org.). História da Astronomia no Brasil (2013) AstroNova . N.07 . 2015 Via Láctea

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