Acervo textual da Revista AstroNova
Edição 46 — páginas 21 a 40
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Assuntos identificados: grupo, cosmologia, universo, astronomia, pesquisa, ciência, física, radiação, https, dados.
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ACADÊMICO Luiz Felipe Demétrio & Sanderson Carlos Ribeiro Na edição 42 da AstroNova foi respondida a pergunta “O que é Cosmologia?”. Embarcamos em uma jornada — ao infinito e além — pelo Cosmos, desvendando os conceitos fundamentais dessa ciência que estuda a origem, a estrutura e a evolução do Universo desde o “Big Bang”. Nesta edição surge uma pergunta natural: quem são as mentes que se dedicam a responder esses questionamentos tão profundos? Para entender a importância dessa busca, vale lembrar as palavras do célebre cosmólogo brasileiro Mário Novello, para quem “A cosmologia deve ser pensada como algo mais que sua caracterização como uma física de grandes dimensões para poder ser tratada como a ciência da totalidade, recuperando, dessa maneira, sua formulação original.” — Mario Novello em “O que é Cosmologia?” [1]. É justamente essa visão da Cosmologia como uma "ciência da totalidade" que inspira pesquisadores em todo o mundo. E, engana-se quem pensa que essa busca acontece apenas em observatórios ou em grandes institutos internacionais. A ciência que estuda o Universo como um todo também tem um endereço local, na região norte do Paraná. Neste texto, vamos dar um rosto e um lar a essa investigação, apresentando o Grupo de Cosmologia (Cosmo-UEL) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Conheceremos a história, atividades e contribuições de uma equipe que tem se empenhado para desvendar os segredos do Universo, mostrando como a ciência global se constrói a partir da excelência local. Mas como, exatamente, um grupo paranaense participa dessa ciência global? A resposta está conectada com 23
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a revolução da internet, que transformou a vida humana e o trabalho, redefinindo também a ciência, em especial a Cosmologia. A capacidade de analisar gigantescos volumes de dados — os mesmos que alimentam tecnologias como o ChatGPT — inaugurou a chamada era da Cosmologia de Precisão. O nome é autoexplicativo e usado por diversos autores [2]: com mais dados, a ciência que estuda o Universo alcança resultados cada vez mais rigorosos e detalhados. A era da Cosmologia de Precisão é global e mudou a forma como se faz pesquisa, exigindo grandes colaborações para analisar os gigantescos volumes de dados. Nesse sentido, o Grupo de Cosmologia da UEL não ficou de fora, com seus integrantes sendo membros de várias colaborações internacionais. Essa inserção no cenário mundial, no entanto, não aconteceu da noite para o dia: ela é o fruto de uma semente plantada há mais de uma década. Portanto, antes de detalharmos os projetos de ponta de hoje, vamos voltar à sua origem para entender como os alicerces dessa história de sucesso foram construídos. 1. História do Cosmo-UEL A história do Grupo de Cosmologia da UEL começa no dia 08 de junho de 2010, mesmo dia da posse do Professor Thiago dos Santos Pereira no Departamento de Física. Idealizador e membro fundador do grupo, o professor iniciou as atividades do Cosmo-UEL com o objetivo de consolidar uma linha forte e inovadora em Cosmologia e áreas correlatas no Paraná. Reconhecido pelo Diretório 1 de Grupos de Pesquisa do 2 CNPq, o Grupo de Cosmologia da UEL, atualmente, pode ser considerado como o maior — não só em quantidade de integrantes, como também em qualidade dos trabalhos — grupo de Cosmologia do Sul do Brasil. Desde então, o grupo passou por sua própria "expansão cósmica", crescendo em escopo e número. Hoje, reúne mais de 23 participantes, entre pesquisadores de iniciação científica, mestrado, doutorado e docentes; formando um ambiente ativo de pesquisa e formação acadêmica com um único objetivo em comum: compreender o Universo como um todo — sua organização, composição e evolução. Dentre os docentes/orientadores atuais do grupo estão, além do Professor Thiago já mencionado, os Professores Sandro Dias Pinto Vitenti e Oton Henrique Marcori; e as Professoras Mariana Penna Lima Vitenti e Rita de Cássia dos Anjos. Todos esses profissionais e seus estudantes colaboram de diversas formas para a fluidez dos trabalhos na área de Cosmologia. Esse trabalho colaborativo se organiza em torno de três frentes principais, que formam os pilares de atuação do grupo. 2. Os 3 pilares presentes no Grupo de Cosmologia Em perfeita sintonia com a missão da universidade pública, o Cosmo-UEL fundamenta suas atividades nos três pilares que a sustentam: Ensino, Pesquisa e Extensão. Esses elementos não atuam de forma isolada; pelo contrário, são interligados para sustentar a missão do grupo de promover o avanço do conhecimento científico, formar profissionais qualificados e estabelecer 24 1 Link: http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/4777503125117910 . 2 Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento. AstroNova . N.46 . 2025
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25 vínculos produtivos com a comunidade acadêmica e a sociedade em geral. O Ensino é valorizado através da participação dos membros do grupo em monitorias, auxílio em disciplinas e na oferta de minicursos especializados. A Pesquisa concentra-se em temas de fronteira da Cosmologia, gravitação e astrofísica, envolvendo abordagens teóricas, observacionais e computacionais. Já a Extensão busca aproximar a ciência do público, promovendo divulgação, eventos e atividades que contribuem para a popularização do conhecimento e a formação de novos talentos. Embora tenhamos apresentado os três pilares na ordem tradicional de Ensino, Pesquisa e Extensão, vamos detalhar as atividades em uma sequência um pouco diferente. Iniciaremos pelo Ensino e pela Extensão, e deixaremos a Pesquisa por último — não por ser menos importante, mas, pelo contrário, por ser o "prato principal". Como atividade central que define o grupo, daremos a ela um destaque especial ao final. a) Ensino As atividades de Ensino do grupo refletem o compromisso com a formação sólida e qualificada dos seus integrantes e outros estudantes. Nesse contexto, os participantes do grupo atuam como monitores em disciplinas fundamentais, como Relatividade Geral, Mecânica Quântica e Física Matemática, além de colaborarem como auxiliares dos professores(as) do Departamento de Física. Essas atividades contribuem para o desenvolvimento do aprendizado dos estudantes, aproximando-os dos conceitos avançados da Física Teórica e proporcionando, também, uma valiosa experiência em docência. Para complementar essa formação, o grupo organiza regularmente minicursos em temas relevantes, incluindo programação em Python, análise de dados e Relatividade Geral. Essas iniciativas promovem o desenvolvimento de competências técnicas essenciais para a pesquisa científica, ampliando a preparação dos alunos para os desafios acadêmicos e profissionais. Em nome do grupo, estendemos um convite a docentes, coordenadores e diretores de colégios e instituições de ensino superior. Caso tenham AstroNova . N.46 . 2025
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26 interesse em levar minicursos, palestras ou workshops sobre Cosmologia e temas correlatos para seus estudantes, estamos à disposição. Para discutir formatos, temas e possibilidades, basta entrar em contato através do nosso perfil no Instagram, . b) Extensão No âmbito da Extensão Universitária, o Grupo de Cosmologia busca levar o conhecimento científico para além dos muros da @cosmologia.uel universidade, aproximando a sociedade das descobertas e debates da Física e Cosmologia. Por meio de palestras, workshops, eventos de divulgação científica e participação em feiras, o grupo promove a popularização da ciência e estimula o interesse de jovens e da comunidade em geral pela área. Uma das iniciativas de maior destaque foi a estreia do grupo no Pint of Science 2025 — o maior festival mundial de divulgação científica, que aproxima pesquisadores e o público em ambientes descontraídos — gerando grande visibilidade para o grupo. A edição de 2025 foi notável: o Brasil foi o país com mais cidades participantes no mundo (169), e Londrina — a casa do grupo — brilhou ao registrar o maior engajamento nacional. Durante os três dias desta edição, foram: - 60 palestrantes; - 70 voluntários; - 8 instituições de ensino; - 28 temas diferentes; - 10 locais: 8 bares + 2 cafeterias - público de mais de 1300 pessoas A noite dedicada à Cosmologia, apresentada pelos membros do grupo, foi um dos pontos altos, atraindo um público de mais de 130 pessoas interessadas em desvendar os segredos do Universo; até a Rede Globo esteve presente, e o Grupo apareceu em destaque na reportagem da RPC TV [3] sobre o sucesso do evento em Londrina. Além disso, o grupo contribuiu com publicações em revistas de divulgação científica, como o Newston 3 Jornal da UEM, um projeto que atualmente se encontra Minicurso de Introdução à Relatividade Geral ministrado pelo Grupo de Cosmologia na Semana da Física 2024 da UEL. AstroNova . N.46 . 2025
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26 em hiato, e a AstroNova (que você, caro leitor, lê nesse exato momento), ampliando o alcance de temas relacionados à Física e Cosmologia para um público mais amplo. A participação em eventos regionais como o Paraná Faz Ciência e a Feira das Profissões da UEL reforça o compromisso com a formação e orientação de jovens interessados em seguir carreira científica. O diálogo com a sociedade é um pilar fundamental para o grupo. Essa atuação se dá tanto em espaços físicos, com palestras em instituições culturais como a Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina (ALCAL), quanto no ambiente digital. Nesta frente online, o grupo mantém um perfil ativo no Instagram, o @cosmologia.uel, que funciona como um canal direto com o público. Por lá, são divulgadas desde discussões de artigos no Journal Club da Cosmologia — um espaço de debate gratuito e aberto a todos — até novidades da área, curiosidades e memes para engajar a comunidade. Olhando para o futuro, a intenção é ampliar ainda mais essa presença em todas as frentes, com projetos para levar a Cosmologia à Biblioteca Pública e para ocupar novos espaços na mídia, como rádio, podcasts, jornais e TV. c) Pesquisa Como um grupo de pesquisa reconhecido pelo CNPq, as principais atividades do Cosmo-UEL se referem à pesquisa. No caso, devido à grande quantidade de pesquisadores — tanto efetivos quanto de pós- graduação — o Cosmo-UEL tem atuado nas mais diversas linhas de pesquisa. Seguindo a divisão tradicional, podemos agrupá-las em três grandes frentes. Para visualizar como nossas pesquisas se organizam, preparamos o diagrama acima. Nele, você encontrará as subáreas da Cosmologia que exploramos, uma explicação simples de cada uma e uma seleção dos temas que mais nos fascinam. Aqui, seria ambicioso demais explicar cada uma destas linhas de pesquisa, então nos limitamos a Da Esquerda para a Direita: Marcelo Klug, William Araújo, Sanderson C. Ribeiro, Luiz Felipe Demétrio e Gustavo Barreto, integrantes do Cosmo-UEL. 3 Edições disponíveis em: newston.com.br ou pelo drive: https://drive.google.com/drive/folders/1FbL4MqIMpF6chux5QbDVhHFrDrhzHxMa?usp=sharing. Chamamos atenção para a última coleção — “História do Universo” — desenvolvida por Luiz Felipe Demétrio. AstroNova . N.46 . 2025
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À esquerda, visualização do efeito de lenteamento gravitacional: objetos massivos desviam a trajetória da luz. À direita, um mapa dos céus feito usando dados cosmológicos — cada ponto azul é um aglomerado de galáxias no céu. Logotipo da biblioteca NumCosmo. 28 mencioná-las: elas ficam para textos futuros. Faremos então um panorama geral das linhas de pesquisa, detalhando um pouco mais aquelas com as quais trabalhamos, pois são as que estamos mais familiarizadas. Vamos fazer o caminho inverso do diagrama. Nas implementações de ferramentas numéricas, provavelmente o maior resultado do grupo tem sido o desenvolvimento da Numerical Cosmological Library — NumCosmo (link: https://github.com/NumCos mo/NumCosmo). A biblioteca reúne diversas ferramentas que podem ser usadas por outros cosmólogos, com a maior parte dos membros do grupo atuando como desenvolvedores. A maioria dos programas usados nas outras linhas de pesquisa são também implementados para uso de outras equipes mundo afora. E mais ainda: ao ser comparada com outras bibliotecas — como a 4 muitíssimo usada CLMM — a NumCosmo tem exibido resultados promissores, sendo mais rápida e precisa, exibindo alto potencial de ser usada em grandes colaborações. Menções honrosas incluem o algoritmo APES de análises estatísticas; a biblioteca AniClass (https://github.com/CyrilPitr ou/aniclass/wiki) para análises de RCF em modelos anisotrópicos; e o uso de vetores de multipolo — biblioteca polyMV, ver [email protected]:oliveirara/p olymv.git — também para RCF. No setor observacional, chamamos atenção para os trabalhos relativos a análises de dados de aglomerados de galáxias, considerados objetos importantíssimos para entender nosso universo. Isso se deve a vários fatores, com destaque para o lenteamento gravitacional — um efeito de lente causado pela gravidade. Assim como o seu óculos desvia a luz para você enxergar, a gravidade afeta o percurso da luz, gerando este efeito engraçado (ver Figura abaixo). Ele então pode ser usado para criar mapas de nosso universo: onde há mais objetos, há mais massa: mais lenteamento. Além disso, os aglomerados podem ser 4 CLMM: Core cosmological library. AstroNova . N.46 . 2025
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29 usados para testar a expansão acelerada do Universo, ajudando a entender propriedades da Energia Escura — uma forma de energia cuja natureza ainda é um mistério. Aqui, cabe ressaltar que integrantes do grupo estão filiados a projetos de análises desses objetos nas colaborações internacionais LSST-DESC e J-PAS, melhor discutidas na próxima seção. Isso ressalta o papel do Cosmo-UEL na ciência paranaense e sua conexão com a ciência global, destacando suas contribuições de pesquisa de ponta. Fechamos então com a parte teórica. Nosso grupo tem atuado principalmente em modelos para o universo primordial — de mais de 13 bilhões de anos atrás. Devido à expansão do universo, ele era muito “menor” nessa época, e a cosmologia precisa então lidar com os efeitos das coisas muito pequenas: os efeitos quânticos. Estes geram consequências interessantíssimas, como a formação de Buracos Negros Primordiais. Estes são modelados usando o que chamamos de Teoria Quântica de Campos em Espaços Curvos, exigindo formalismos matemáticos muito avançados, nos quais o grupo tem atuado. E não só isso: também desenvolvemos diversos trabalhos tentando resolver o chamado Problema da Singularidade Primordial, que se refere ao fato de que, em certo ponto do passado, não se pode mais descrever o Universo usando a teoria da Relatividade Geral de Einstein. Esses modelos são conhecidos como Modelos 6 de Universo Eterno, nos quais o grupo já publicou diversos trabalhos. E claro, todos os modelos teóricos precisam ser validados por dados observações, que por sua vez usam os programas desenvolvidos, exibindo a interconexão entre as frentes de pesquisa do grupo. Essa dependência de dados de alta precisão — tanto para estudar o Universo mais recente quanto o primordial — nos leva a uma pergunta fundamental que o leitor pode estar se fazendo: como um grupo paranaense consegue acesso a volumes tão gigantescos de informação e participa dessas análises de ponta? A resposta está em um dos aspectos mais importantes da ciência moderna. 3. Colaborações internacionais Estes projetos maiores são feitos em conjunto com as grandes colaborações internacionais das quais o grupo participa. Essas cooperações também oferecem outros recursos usados eventualmente pelo grupo, como o uso de 7 supercomputadores e financiamentos para participação em congressos científicos. O principal papel das grandes colaborações é organizar os pesquisadores em equipes para analisar dados de telescópios e/ou observatórios. Cada uma analisa um tipo de informação do universo, com as principais que o grupo participa sendo: 1. Large Survey of Space Time - Dark Energy Science Collaboration — LSST-DESC ( /) : dados relativos a aglomerados de https://lsstdesc.org 5 “APES”, vem do inglês “macacos”, se referindo à forma de alguns gráficos, que lembram bananas, https://arxiv.org/pdf/2303.13667. 6 Também conhecidos como modelos de Bounce, do inglês “ricochete”. A expressão se refere ao fato de que esses modelos assumem que, antes do Big Bang, o universo passou por uma fase de contração até fazer um ricochete (bounce) e se conectar com o Big Bang. 7 No caso, os integrantes do grupo têm acesso ao National Energy Research Scientific Computing Center (NERSC) e ao supercomputador do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA), ambos acessados online. AstroNova . N.46 . 2025
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30 galáxias; 2. Javalambre Physics of the Accelerating Universe Astrophysical Survey — J-PAS ( ): galáxias, estrelas, supernovas, quasares; 3. Collaboration for Observations, Models and Predictions of Anomalies and Cosmic Topology — COMPACT ( ) : foco em análises do formato de nosso Universo; 4. Observatório Pierre Auger ( ): dados de raios cósmicos; 5. Observatório Cherenkov Telescope Array - CTA ( ): observações dos chamados raios gama. Os pesquisadores do grupo então desenvolvem e testam https://www.j-pas.org/ https://github.com/Compact Collaboration https://www.auger.org/ https://www.ctao.org/ ferramentas para serem usadas nessas colaborações — deixando tudo pronto para quando os dados chegarem. A NumCosmo, por exemplo, tem sido usada para validar a biblioteca de cosmologia CLMM, obtendo resultados promissores em comparação com a última. Ambas as bibliotecas atuarão como ferramentas essenciais para a colaboração LSST-DESC — aliás, é nesta colaboração que o Cosmo-UEL tem o maior número de integrantes. As observações do LSST-DESC serão realizadas no moderno Observatório Vera C. Rubin, no Chile; com sua primeira 8 luz sendo coletada no dia 23 de junho de 2025. A estratégia de colaboração do grupo se desenvolve em duas frentes paralelas. De um lado, a participação em grandes organizações internacionais; de outro, a manutenção de parcerias mais diretas com pesquisadores para o avanço de projetos específicos. Estas normalmente estão associadas a trabalhos de Física teórica. No caso, o trabalho de buracos negros primordiais foi publicado em parceria com o pesquisador Xuan Ye, da University of Electronic Science and Technology of China (µç×ӿƼ¼ ´óѧ, link: ) e com o pesquisador Nelson Pinto Neto, do Centro Brasileiro de Pesquisas F¨ª sicas (CBPF, ), localizado no Rio de Janeiro, sendo um colaborador recorrente do grupo. Outras parcerias incluem pesquisadores da França, principalmente do Institut d’Astrophysique de Paris (IAP, ), como o pesquisador Patrick Peter e o físico Cyril Pitrou. É claro, com tantas colaborações, os membros do grupo têm a necessidade de viajar para discutir com seus colaboradores, assim como fazer eventuais cursos https://arxiv.org/abs/2405.00 207 https://en.uestc.edu.cn/ https://www.gov.br/cbpf/pt- br https://www.iap.fr/ Mapa medieval. Os monstros simbolizam a ignorância humana. De forma similar, se as discussões anteriores se referiam às “águas rasas”, o setor teórico do grupo lida com as águas mais profundas: os aspectos do Universo que ainda desconhecemos. 8 Esse termo é usado por astrônomos para designar as primeiras observações feitas por um telescópio/observatório. AstroNova . N.46 . 2025
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de aprimoramento — sendo estes necessários para realizar pesquisa de fronteira com qualidade. Vamos então conversar sobre os eventos nacionais e internacionais dos quais os integrantes já participaram. O Cosmo-UEL mantém presença ativa em eventos científicos de destaque de Cosmologia e áreas correlatas, contribuindo tanto como ouvintes quanto como apresentadores, seja por meio de palestras, seminários, comunicações orais ou apresentação de pôsteres. Essas experiências são fundamentais para o intercâmbio de conhecimentos, atualização acadêmica e fortalecimento das redes de colaboração. Entre os eventos que o grupo participou, destacam-se: Brazilian School of Cosmology and Gravitation (BSCG), realizada pelo CBPF; Escolas e Congressos organizados pelo ICTP ; e edições da mais recente Escola de Cosmologia e Gravitação, organizada no âmbito da iniciativa Cosmos & Contexto liderada pelo Professor Mário Novello (CBPF). Nessas escolas, os integrantes tiveram a oportunidade de aprofundar conceitos teóricos e discutir temas atuais da área com pesquisadores de renome nacional e internacional. Além disso, o grupo tem se envolvido ativamente na organização do IV Workshop Paranaense de Astronomia e Astrofísica 2025, — tendo participado de todas as edições anteriores com palestras e apresentações de pôsteres — que será realizado em Londrina sob sua coordenação, em parceria 10 com o NAPI Fenômenos Extremos do Universo. Essa 31 O Observatório Vera Rubin tem a maior câmera digital do mundo. 9 International Centre for Theoretical Physics. Fundado pelo ganhador do prêmio Nobel Abdus Salam, este órgão tem o objetivo de financiar e estimular a Física em países em desenvolvimento. 10 Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação — organizado pelo governo do Paraná, com uma das idealizadoras sendo a professora Rita de Cássia dos Anjos, do grupo. Integrantes do grupo no evento Second School on Origin of Matter Domination in the Universe. Foto reproduzida do ICTP: https://www.ictp- saifr.org/omdu2023/. Na fileira da frente, constam pesquisadores de renome internacional, incluindo Mikko Laine e Mikhail Shaposhnikov, ambos da área de física de partículas na Cosmologia. AstroNova . N.46 . 2025
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iniciativa promove a integração da comunidade científica paranaense e estimula a troca de ideias e projetos entre pesquisadores, docentes e estudantes. A participação em eventos como a Semana da Física da UEL voltadas tanto para a graduação quanto para o Ensino Médio — em suas edições recentes — reforça o compromisso do grupo com o diálogo científico e a divulgação dos resultados de pesquisa. Aproveitamos para nos colocar à disposição para participar de futuros eventos, seja como palestrantes, apresentadores ou colaboradores, caso os organizadores tenham interesse em contar com a contribuição do Grupo de Cosmologia da UEL. Considerações Finais Ao percorrer a história, as pesquisas e as diversas atividades do Grupo de Cosmologia da UEL, retornamos ao nosso ponto de partida: a busca pela ciência da totalidade. Vimos que essa busca não é uma abstração, mas uma atividade concreta, construída dia a dia sobre os 3 pilares do Ensino, da Pesquisa e da Extensão. É um trabalho que conecta o Paraná às maiores colaborações científicas do mundo e os enigmas do universo primordial ao nosso presente. Enfatizamos a vontade de alguns integrantes do grupo de contribuírem ainda mais para a Extensão Universitária através da divulgação científica — algo do qual este próprio texto é evidência. Agradecemos a leitura e, a seguir, disponibilizamos os links de alguns artigos do grupo. É de nossa vontade escrever textos sobre alguns destes temas aqui na AstroNova em futuras edições. Encerramos nosso texto com as belas palavras de Primach: “Uma pessoa sem Cosmologia é como uma pedrinha no topo de uma grande montanha… ignorante à majestosa vista abaixo .” — Primack & Abrams em The view from the center of the universe : discovering our extraordinary place in the cosmos (2006, p. 84) [4], tradução livre. Alguns links de acesso para artigos publicados com integrantes do Cosmo-UEL: https://arxiv.org/abs/2207.08270 https://arxiv.org/abs/2405.00207 https://arxiv.org/abs/2004.07655 https://arxiv.org/abs/1801.04534 https://arxiv.org/abs/1505.01883 https://arxiv.org/abs/2411.08087 https://arxiv.org/abs/2303.13667 https://arxiv.org/abs/1810.04251 11 Original: “A human without a cosmology is like a pebble lying near the top of a great mountain… but oblivious to its stupendous view”. 32 Referências [1] NOVELLO, Mario. O que é cosmologia. São Paulo: Brasiliense, 2009. (Coleção Primeiros Passos). [2] TURNER, Michael S. The road to precision cosmology. Annual Review of Nuclear and Particle Science, v. 72, n. 1, p. 1–35. [3] PINT of Science leva pesquisadores para bate-papo descontraído em bares de Londrina. Boa Noite Paraná. RPC, Londrina, 20 maio 2025. Globoplay. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/136169 93/. Acesso em: 16 jun. 2025. AstroNova . N.46 . 2025
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TECNOLOGIA A INTELIGÊNCIA ARTIFICIALA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Maico Zorzan [email protected] Nesse turbilhão de tecnologia que vivemos, a inteligência artificial (IA) está sempre nos holofotes. Tem quem tema que ela roube empregos, como uma máquina fria tomando nosso lugar. Outros a veem apenas como uma ferramenta mal usada. Mas a verdade é mais inspiradora: quando bem aplicada, a IA está se revelando um dos maiores aliados da ciência moderna. Um parceiro poderoso, não um substituto. Pense na IA assim, ela não é um ser pensante. É como um conjunto de algoritmos 33 superespertos, que aprendem com toneladas de dados e realizam tarefas específicas com uma velocidade e precisão que nos deixam de queixo caído. Para os cientistas, que navegam diariamente em um oceano de informações, isso é um superpoder! Vamos conhecer alguns campos do conhecimento em que a IA está revolucionando: Na Medicina: Velocidade que Salva Vidas Imagine sistemas de IA treinados com milhões de radiografias, ressonâncias e tomografias. Eles conseguem identificar padrões de doenças como câncer, AVC ou fraturas em segundos, com uma agilidade quase impossível para o olho humano. Facilitando diagnósticos, salvando vidas, e melhorando a qualidade de vida de milhares de pacientes e familiares. Mas a IA, como conhecemos hoje, ela não substitui o médico. Ela não tem a empatia, a experiência de anos no consultório ou o julgamento crítico do profissional. Ela não enxerga a humanidade do paciente, oque ela oferece é um "segundo olhar", uma ajuda A INTELIGÊNCIA ARTIFICIALA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Não uma ameaça, mas um superpoder para a ciênciaNão uma ameaça, mas um superpoder para a ciência
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valiosa para que médicos tomem decisões mais rápidas e certeiras. Em emergências, essa agilidade pode literalmente salvar vidas. Explorando o Cosmos: Descobertas na Velocidade da Luz A astronomia também ganhou um ajudante turbo com a IA. Buscar exoplanetas, aqueles planetas distantes, fora do nosso sistema solar, era um trabalho de formiguinha: astrônomos analisavam manualmente o brilho de milhares de estrelas, procurando minúsculas quedas que indicassem um planeta passando. Hoje, algoritmos de IA fazem isso em minutos, vasculhando dados de telescópios como o Kepler ou o TESS e apontando candidatos com uma precisão incrível. O mesmo vale para a caça a asteroides e cometas, pois a IA pode examinar montanhas de imagens do espaço profundo, flagrando objetos em movimento que escapariam ao nosso olhar. Isso é crucial para monitorar potenciais ameaças à Terra. Além disso, ela ajuda a classificar galáxias, identificar possíveis buracos negros e processar sinais cósmicos, liberando os 34 cientistas para focar no que humanos fazem melhor, que é interpretar, teorizar e fazer descobertas profundas. Ciência em Todos os Campos: Novas Fronteiras O impacto da IA como ferramenta científica vai muito além da medicina e do espaço. Aliadas em o conhecimento existente, e outras tecnologias, a IA é sem dúvidas, uma aliada que veio para ficar. Vejamos algumas áreas onde essas tecnologias podem mudar a forma como vemos a informação: Agricultura:Analisa imagens de satélite, drones ou terrestres para detectar pragas, prever colheitas e otimizar o uso da água na irrigação, e a aplicação mais eficiente de fertilizantes. Pecuária: Sensores e IA monitoram a saúde dos animais em tempo real, prevenindo doenças e aumentando o bem-estar e a produção de carne e leite e derivados. Geologia: Ajuda a ler e interpretar sinais de radar, imagens de satélite, e sinais de rádio, enxergando formações subterrâneas, auxiliando na mineração e na previsão de desastres como terremotos e deslizamentos em áreas urbanas. Antropologia: Reconstrói rostos de crânios antigos, identifica padrões em artefatos e decifra textos históricos com uma Telescópio espacial TESS. AstroNova . N.46 . 2025
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Cometa C/2023 A3 Tsuchinshan ATLAS Astrofotógrafa: Adriane Casteleira 01/10/2024 Mandaguari - PR velocidade que deixaria qualquer pesquisador boquiaberto. A IA na Sala de Aula No ensino, especialmente de ciências e astronomia, a IA também brilha, pois ela transforma o aprendizado em algo mais interativo, visual e acessível. Professores e alunos podem contar com ferramentas incríveis, como: Explicadores: ChatGPT, Khanmigo (Khan Academy), Explainpaper, SciSpaceCopilot e Perplexity AI, que tiram dúvidas, simplificam conceitos complexos e ajudam a entender artigos científicos. Exploradores do Espaço:Stellarium(Que em breve deve estar conectado a IA, fica a minha previsão) e o NASA's AI Toolkit, diversas tecnologias que a Nasa possui, que já usa IA com dados espaciais reais e trazem o universo para perto na sala de aula, mesmo que essa não seja tão simpática ao usuário final, mas que em breve poderá estar mais acessível. Assistentes de Pesquisa:Copilot for Education e You.com AI ajudam a buscar e organizar informações confiáveis. Criatividade Visual:Leonardo.Ai gera imagens impressionantes de planetas, espaçonaves e fenômenos, deixando as aulas mais cativantes. O Presente é Inteligente e Colaborativo A inteligência artificial não é o futuro da ciência, ela é o presente. Quando usada com responsabilidade e criatividade, ela amplia nossas capacidades humanas de uma forma extraordinária, acelerando descobertas que antes levariam uma vida. O segredo está em entender que a IA não vem para substituir o cientista, o médico ou o professor. Ela vem para ser a nossa aliada mais poderosa, a chave que pode destrancar uma nova era de conhecimento e progresso e que cabe a nós aprendermos a usar essa ferramenta com sabedoria. OBS: Para contrapor, criar um quadro dentro do artigo, onde vou tratar dos pontos negativos da IA, que segue abaixo: O Custo Escondido do Progresso Científico A inteligência artificial está revolucionando a ciência, isso é inegável. Algoritmos que devoram montanhas de dados aceleram descobertas em genética, astronomia e 35 AstroNova . N.46 . 2025
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medicina de um jeito que era impensável há poucos anos. Mas essa revolução tem um lado menos glamouroso, que costuma ficar fora dos holofotes, o seu impacto no planeta e nas nossas escolhas éticas. Por trás de toda essa magia digital, existe um consumo voraz. Treinar um único modelo de IA avançada exige tanta energia que pode gerar centenas de toneladas de CO, é como se dezenas de 2 carros ficassem rodando um ano inteiro só pra isso. Os data centers que sustentam essas tecnologias são verdadeiros glutões de eletricidade. E não é sópara não superaquecerem, esses servidores gigantes bebem água em quantidades absurdas, pressionando regiões que já sofrem com escassez. Na pesquisa científica, outro perigo ronda incautos, a tentação de acreditar cegamente na IA. Muitos modelos funcionam como caixas-pretas que nem mesmo seus criadores entendem completamente como chegam a certas conclusões. Isso pode detonar a confiabilidade dos estudos, especialmente quando algoritmos reproduzem e ampliam preconceitos escondidos nos dados. Imagine o estrago em áreas como saúde pública ou políticas sociais. É preocupante! E tem o uso... digamos, menos nobre. Enquanto a IA poderia estar curando doenças ou desvendando o Cosmos, muita gente a usa só pra criar memes, fazer perguntas absurdas ao ChatGPT ou testar até onde o robô aguenta nossa estupidez. Parece inofensivo? Cada uma dessas brincadeirinhas consome os mesmos recursos computacionais e ambientais que uma pesquisa séria. Aquele meme engraçadinho? Tem um custo real para o planeta. A inteligência artificial é uma ferramenta incrível, mas precisamos usá-la com consciência. Vale mesmo gastar tanta energia e água do planeta só por um entretenimento fugaz? O caminho é claro, devemos reduzir o uso supérfluo, focar em aplicações que realmente mudem o mundo e investir pesado em tecnologias mais verdes. Só assim a inovação andará de mãos dadas com um futuro sustentável. Maico Zorzan é graduado em Matemática e em Tecnologia da informação, pós graduado em Segurança da informação, em Inteligência artificial e em Aprendizagem de máquinas Para saber mais: 36 Introdução à Inteligência Artificial: uma abordagem não técnica; Tom Taulli Um data center de IA. AstroNova . N.46 . 2025
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37 ASTEROID DAY OBSERVATÓRIO ESTRELA DO SUL REALIZA MAIS UM EVENTO VINCULADO AO “ASTEROID DAY” OBSERVATÓRIO ESTRELA DO SUL REALIZA MAIS UM EVENTO VINCULADO AO “ASTEROID DAY” O evento já se tornou tradição no observatório e até já recebeu reconhecimento internacionalO evento já se tornou tradição no observatório e até já recebeu reconhecimento internacional Adriane Casteleira [email protected] O Observatório Estrela do Sul (Sarandi-PR) realizou mais um evento vinculado ao Asteroid Day, promovido pelo Clube de Astronomia de Sarandi (CAS) e contou contou com a participação de um público recorde de, aproximadamente, cento e cinquenta participantes que puderam participar da programação que contava com palestras sobre o tema, observação solar com equipamentos especializados e observação de diversos objetos do hemisfério austral, como aglomerados e nebulosas. Tudo isso em um clima aconchegante de Festa Junina, com fogueiras e pratos típicos. O evento teve início na tarde de sábado, 28 de junho, com observação do Sol, coordenada por Bruno Bonicontro (CAS/BRAMON) e Ricardo Túlio Barros (CAS), que dispuseram um telescópio coronado (específico para observação solar) e um telescópio refrator equipado com filtro adequado para a observação do Sol. No início da noite, o público pôde aprender mais sobre o Asteroid Day com Bruno Bonicontro, que apresentou o evento, sua história e importância, e curiosidades sobre asteroides e defesa planetária em uma breve palestra. Em seguida, Rafael Cândido de Lima Júnior (CAEH/Revista AstroNova/Arcturus-UFABC) apresentou o tema “Asteroides, cometas, meteoritos e astrobiologia” apresentando a relevância desses objetos na disseminação da química orgânica que originou a vida como a conhecemos. Depois dessas apresentações, Maico Zorzan (CAEH/Revista Astronova) conduziu os participantes em uma oficina interativa de orientação usando as estrelas, enquanto Carlos Domingues (CAS),
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coordenador do observatório, recebia os participantes na cúpula para observações. Outros telescópios também estavam disponíveis no espaço para observações guiadas de diversos objetos celestes. Os participantes puderam apreciar o fabuloso céu que ostentou, durante o primeiro momento da noite, uma bela Lua crescente e aprender mais sobre defesa planetária, astrobiologia e reconhecimento do céu noturno. O que é Asteroid Day? Idealizado e co-fundado pelo astrofísico e músico Brian May (da banda Queen), o Asteroid Day (Dia do Asteroide) é uma data comemorativa, sancionada pelas Nações Unidas, para a conscientização pública sobre os riscos de impactos de asteroides. É comemorado anualmente em 30 de junho e possui a missão de “educar o público sobre os riscos e oportunidades dos asteroides durante todo o ano, organizando eventos, fornecendo recursos educacionais e comunicações regulares para nosso público global em diversas plataformas digitais.” Os eventos em comemoração ao “Asteroid Day” são, em grande parte, organizados de forma independente por universidades, clubes de astronomia, educadores e entusiastas em todo o mundo, voltados para o grande público. Os eventos variam de palestras e concursos de contos a shows ao vivo e eventos comunitários mais amplos, presencial ou on-line. O engajamento do OES ao Asteroid Day O Observatório Estrela do Sul e o CAS estão engajados ao Asteroid Day desde 2017, quando membros do CAS souberam da iniciativa por meio da internet. Desde então, o evento faz parte da programação anual do OES e do CAS por meio dessa parceria. Esta foi a sexta edição deste evento dedicado exclusivamente à discussão sobre asteroides, tendo, inclusive, reconhecimento internacional da organização do Asteroid Day. Ano passado, uma matéria foi publicada no site oficial do Asteroid Day sobre a relevância do evento promovido em Sarandi. Link da matéria no site oficial do Asteroid Day sobre a colaboração do CAS e do OES: https://asteroidday.org/updat es/event-updates/asteroid- enthusiasts-the-journey-of- sarandi-astronomy-club/ Adriane Casteleira (GAMA, GEDAL), é astrônoma amadora e membro da equipe da Revista AstroNova. Referências: asteroidday.org 38 Tem vontade de participar de um evento como este? Quer conhecer o observatório? Siga o OES no instagram: www.instagram.com/ observatorioestreladosul AstroNova . N.46 . 2025
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A Rocket Design ganhou o 1º lugar na categoria de 3km de apogeu com motor sólido, em uma competição de foguetes nos EUA! Esta é uma conquista inédita para a equipe da UFABC e orgulha todo o Brasil! A equipe da revista AstroNova parabeniza, com entusiasmo, a Rocket Design!
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REVISTA DE DIVULGAÇÃO DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS DA NATUREZA AstroNova é uma colaboração de entusiastas, estudantes, professores, astrônomos amadores e profissionais para a divulgação de Astronomia e Ciências da Natureza. É trimestral, com divulgação gratuita. É permitida sua reprodução total ou parcial desde que citada a fonte. Nos acompanhe nas redes sociais: Disponível em: www.astronova.com.br /revistaastronova /revistaastronova /rev_astronova/AstroNovaBrasil
